domingo, 30 de maio de 2010

O mundo dos golfinhos

Há curiosidades sobre golfinhos que nunca é demais salientar. Uma delas é que um golfinho nunca dorme como nós, isto é nunca 'desliga' todo o cérebro, fazendo-o antes por partes durante alguns minutos
O mundo dos golfinhos

Isto acontece porque os golfinhos respiram através de pulmões, com intervalos nos ciclos respiratórios de oito minutos, e como tal têm que estar suficientemente despertos para vir à superfície respirar.

Por outro lado, o sistema auditivo mais perfeito do reino animal é o do golfinho, possivelmente porque o seu olfacto é quase inexistente.

Outra é que a presença destes animais é considerado por pescadores de vários pontos do globo como um bom augúrio - provavelmente por causa das histórias de salvamento de afogados efectuadas pelos golfinhos.

Existem ainda várias lendas sobre os poderes destes mamíferos। Poseidon (ou Neptuno, para os romanos), por exemplo, evocava a sensualidade dos golfinhos para conquistar Anfitrite.

Sol

Nem leão, nem elefante, rei da savana é o cupim, diz estudo

Segundo pesquisa da Universidade de Harvard, o cupim influencia muito mais nas populações vegetais e animais que animais maiores Foto: Divulgação

Segundo pesquisa da Universidade de Harvard, o cupim influencia muito mais nas populações vegetais e animais que animais maiores
Foto: Divulgação

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, indica que os verdadeiros reis da savana africana não são os leões, mas sim os cupins. Segundo o pesquisador Robert Pringle, a rede de colônias criadas pelas colônias do inseto influencia mais na população de animais que os grandes predadores ou os gigantes da região, como os elefantes e as girafas. As informações são da Agência Fapesp.

Segundo a pesquisa, a ação do cupim contribui enormemente para a produtividade do solo, que acaba por estimular a produção vegetal e, por consequência, animal. Os cientistas afirmam que a distribuição dos cupinzeiros por uma área maior maximiza a produtividade de todo o ecossistema.

"Não são os predadores carismáticos - como leões e leopardos - que exercem os maiores controles em populações. Em muitos aspectos, são os pequenos personagens que controlam o cenário. No caso da savana, aparentemente os cupins têm uma tremenda influência e são fundamentais para o funcionamento do ecossistema", diz Robert Pringle.

Os pesquisadores estudaram cupinzeiros na região do Quênia central. Eles observaram que essas estruturas tinham cerca de 10 m de diâmetro, com distâncias entre 60 m e 100 m entre eles. Cada um abriga milhões de insetos e muitas vezes são centenários.

Os cientistas se surpreenderam ao observar um grande número de lagartos próximos aos cupinzeiros, o que levou à quantificação da produtividade ecológica da área. Eles chegaram à conclusão que cada comunidade de insetos dava suporte a densas agregações de flora e de fauna. As plantas cresciam mais rapidamente quando próximas a essas estruturas e as populações de animais, assim como a taxa de reprodução, eram menores quando ficavam longe dos cupinzeiros.

Imagens feitas por satélite confirmaram as observações. Segundo os pesquisadores, essas imagens mostravam que cada cupinzeiro ficava no meio de uma "explosão de produtividade floral". Além disso, essas "explosões" parecem divididas organizadamente, com cada uma como se fosse uma casa em um tabuleiro de xadrez.

Os cientistas pretendem agora estudar qual é exatamente a contribuição dos cupins à essa produtividade। Eles acreditam que os insetos - que muitas vezes são vistos como pragas na agricultura - distribuem nutrientes, como fósforo e nitrogênio, que beneficiam a fertilidade do solo.

Terra Brasil

Urbanização expulsa animais do seu habitat

No período em que se comemoram o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio) e o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), faltam motivos para celebrar. Com a ocupação imobiliária de áreas da Avenida Luiz Viana Filho (Paralela) e adjacências, animais endêmicos da vegetação nativa perdem o habitat e migram cada vez mais para áreas habitadas.

No último dia 10, um jacaré-de-papo-amarelo foi recolhido em concessionária de veículos da avenida. Surpreso, o gerente Alecsandro Nogueira não acreditou quando encontrou o animal, de 1,5 m, parado na entrada do estabelecimento: “Foi uma surpresa. Eu já tinha encerrado o expediente. Fui para a parte externa e, quando voltei, vi o jacaré. Ele estava paradinho, na porta, me olhando”.

Alecsandro pensou que era uma pegadinha. Quando percebeu que não se tratava de uma brincadeira, decidiu ligar para o 190 e pedir auxílio à Polícia Ambiental. “Liguei e solicitei a remoção. Demoraram 40 minutos para chegar. Acharam que era um trote”.

Extinção - Além do jacaré-de-papo-amarelo, que é uma espécie ameaçada de extinção, outro animal ameaçado foi visto fora do habitat este mês. No dia 17, um tamanduá-mirim foi encontrado numa residência no bairro de Patamares, enquanto dormia próximo aos carros.

“Ele entrou pelo meu quintal e ficou na garagem. Depois, subiu na árvore e ficou lá. Ficamos observando para onde ele iria”, conta a médica veterinária Caroline Dias.

Ela relata que ligou para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), mas não conseguiu contato, pois o instituto estava em greve. A Companhia de Polícia de Proteção Ambiental da PM (Coppa), ao ser contatada por Caroline, informou que só poderia recolher o animal depois de atender a 11 solicitações anteriores. A maioria delas para a remoção de cobras em áreas residenciais.

O tamanduá não foi levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres Chico Mendes (Cetas/Ibama), como aconteceu com o jacaré. “Ele saiu do meu terreno, mas continuou pendurado na árvore”, diz Caroline, que se acostumou a ver animais silvestres adentrarem a casa. “O ouriço-cacheiro também aparece aqui. Tem muitos deles nessa região”.

De acordo com o capitão da Coppa Moisés Brandão, 124 animais foram resgatados só na primeira quinzena do mês de maio. “São serpentes, sucuris e jiboias encontradas próximo a áreas de charco, ou seja, áreas inundadas, principalmente na Paralela”, afirma. Segundo ele, a região conta com grande número de empreendimentos, e, por questão de segurança, os animais resolvem migrar. “Esse já é o quarto jacaré que a gente pega desde o ano passado. Eles saem para procurar defesa e alimento”, afirma.

O capitão Brandão conta que as áreas de maior ocorrência são Paralela, São Cristóvão, Suburbana e Imbuí। “Exatamente onde existem movimentos das escavadeiras e de caminhões. Com isso, o animal não se sente seguro”, reforça o militar.

A Tarde On Line

sábado, 29 de maio de 2010

OBESIDADE ANIMAL

Os numerosos séculos de domesticação permitiram ao cão desfrutar de bons pratos de comida, mas também compartilhar os nossos maus hábitos।
Em qual destas figuras se enquadra o seu animal?

Aconselhe-se com o seu médico veterinário e verifique se o seu animal não sofre de obesidade.

Cerca de 40% dos cães levados à clinica veterinária hoje sofrem de obesidade. Esta costuma afetar mais as fêmeas do que os machos e certas raças mais do que outras, como por exemplo, Labrador, Rottweiler, Beagle e Basset Hound.

Afinal, o que é um cão obeso ?

É aquele que apresenta um acúmulo excessivo de gordura no corpo e não apenas um excesso de peso, pois este pode ser devido a uma retenção de água ou uma grande massa muscular.

A obesidade traduz-se por uma certa deformação física, devido aos depósitos de gordura localizados ou generalizados. Um cão em estado normal tem suas costelas visíveis quando movimenta-se e as mesmas são fáceis de palpar.


Marshmellow Sema Piracanjuba
, exemplo de Beagle com o físico ideal

Causas da obesidade

De longe a primeira causa é a superalimentação. É fácil observar que os cães obesos comem mais do que necessitam . A isto damos o nome de " balanço positivo de energia ". Para uma alimentação equilibrada, este balanço deve ser nulo, o que quer dizer : o cão deve receber o quanto gasta. A energia fornecida deve compensar exatamente as necessidades fisiológicas ( crescimento, gestação, lactação, etc ) e atividades físicas ( caça, pastoreio, esportes, etc ). Para ser mais clara : se o cão não tem qualquer atividade física e é do tipo que dorme boa parte do tempo, deve receber uma quantidade muito pequena de energia, pois qualquer petisco a mais irá engordá-lo.

Outras causas de obesidade

Estima-se que 25 % dos cães sofram de disfunções hormonais e 15 % tenham a chamada "obesidade do stress " , que ocorre por falta de atividade, por solidão e até por carência de atenção, o que leva o cão a consumir alimentos em excesso como forma de aliviar a tensão ( é o cão insaciável ).

Complicações devidas a obesidade

As conseqüências imediatas, como diminuição da resistência, contornos pouco graciosos, não são nada em comparação com as múltiplas complicações que se podem produzir :

  1. transtornos no aparelho locomotor
  2. dificuldades cardio-pulmonares
  3. patologias nas funções reprodutivas
  4. predisposição a diabetes
  5. predisposição a enfermidades infecciosas e transtornos cutâneos
  6. altos riscos cirúrgicos

Como vencer a obesidade

1 ) O dono precisa convencer-se do estado de obesidade de seu cão ( a imagem de que o cão gordo é um cão bem tratado é coisa do passado )
2 ) Seguir rigorosamente as indicações do fabricante quanto a quantidade de ração a ser fornecida
3 ) Fracionar a ração ao longo do dia para que o cão tenha sempre a sensação de estar saciado, isto é, em vez de dar 300g de uma só vez, fornecer 3 refeições de 100g
4 ) Dispensar as guloseimas : o biscoito pela manhã, o pedacinho de queijo a tarde, o bifinho a noite, etc.

Estes petiscos são utilizados de forma incorreta. Na verdade, foram criados para serem dados ao cão durante o treinamento, como prêmios, como um incentivo ao aprendizado. Vale esclarecer que biscoito algum faz o milagre de limpar os dentes do cão ( isto é puro marketing para aumentar as vendas do produto ). O que limpa os dentes é a ação mecânica de roer ossos ou a escovação periódica.

5 ) Fazer com que o cão faça exercícios regularmente

Se apesar de todas estas mudanças ele continuar com excesso de gordura, convém estabelecer um programa preciso de emagrecimento junto ao veterinário que o trata. Este poderá utilizar alimentos dietéticos industrializados ou indicar uma dieta caseira.

Dra. Marília Russi de Carvalho
CRMV-SP 3652


saudeanimal

Prática de exercícios e cuidados saudáveis ajuda no bom desenvolvimento dos cães

Assim como nos humanos, os hábitos saudáveis também devem ser feitos com os animais de estimação para o bem-estar do bichinho. Tomar água, levar o seu cão para passear, ensiná-lo o local correto para que ele faça suas necessidades devem fazer parte da rotina de um dono zeloso com a adaptação do animal à sua rotina.


Para que o seu animal não se torne um pesadelo em sua vida, algumas recomendações devem ser tomadas enquanto pequeno. O local correto para fazer as necessidades livra o dono de medidas drásticas, como bater no cão, por exemplo. Lembre-se que o adestramento preventivo é sempre a melhor opção.

Todos os animais precisam de exercícios, cerca de 40% a 60% de todos os cães adultos apresentam excesso de peso ou podem engordar devido à dieta e ausência de um programa de exercícios. Um passeio de 15 a 20 minutos poderá ajudar a socializá-lo, queimar as calorias, além do que pode ser uma prática de vínculo entre o dono e o animal.

“A rotina é uma das partes mais importantes na educação dos cães e, sendo ela bem definida, torna muito mais agradável o relacionamento com o seu pet”, comenta a tutora do Portal Educação, médica veterinária Danielle Pereira।
Portal Nacional

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Belas lições do mundo animal

De cima para baixo: cão e vaca se acariciam; vaca amamenta porcos e cão e gato brincam em paz. Fotos: Alvarélio Kurossu
De cima para baixo: cão e vaca se acariciam; vaca amamenta porcos e cão e gato brincam em paz. Fotos: Alvarélio Kurossu

Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem, e disso ninguém duvida.

Mas a natureza é tão surpreendente que, em um pequeno município da Serra Catarinense, o cachorro é também o melhor amigo… da vaca.

O inusitado ocorre na casa do agricultor Roberto Carlos De Bona, de 36 anos, morador do Reassentamento Nova Cachoeirinha, em Campo Belo do Sul.

Roberto e a mulher, Cleonice De Bona, 28, são naturais do Rio Grande do Sul e há seis anos precisaram se mudar para Campo Belo do Sul devido à construção de uma hidrelétrica e a consequente inundação da área onde moravam, no município gaúcho de Maximiliano de Almeida.

Já em território catarinense, tiveram uma filha, Carla, hoje com três anos e sete meses de vida.

Mas antes mesmo de Carla, uma outra figura já existia na vida do casal.

É o Urtiga, cachorro sem raça definida e cujo nome é uma referência ao município gaúcho de São João da Urtiga, onde o cão nasceu e onde os pais de Cleonice vivem atualmente.

Com o nascimento de Carla, Urtiga encontrou com quem brincar enquanto Roberto e Cleonice trabalham na produção de milho, soja, feijão, fumo e leite.

Mas há dois meses, uma nova companhia surgiu na vida de Urtiga. É a Joaninha, filha de uma das sete vacas leiteiras que ajudam a incrementar a renda da família.

Joaninha fica fechada em uma pequena mangueira no galpão, atrás da casa, mas recebe a visita constante de Urtiga.

Roberto e Cleonice contam que os dois animais se dão bem. A vaca não tem medo do cão, e vice-versa. Pelo contrário, parecem gostar bastante um do outro.

Quando Roberto ou Cleonice dão de mamar a Joaninha em uma mamadeira improvisada em uma garrafa pet, Urtiga fica por ali esperando um pouco de leite.

Durante nossa visita ao local para uma reportagem sobre reforma agrária, Urtiga e Joaninha protagonizaram uma cena interessante.

Demonstrando carinho um pelo outro, os dois animais aproximaram os rostos, se acariciaram com os focinhos e se lamberam como um beijo na boca.

Curiosamente, não é o primeiro caso inusitado de relação afetiva entre animais de diferentes espécies em Campo Belo do Sul.

Dois anos atrás, publicamos a história de uma vaca que todas as manhãs amamentava sete porquinhos de dois meses de vida cada em um sítio próximo ao Centro da cidade.

Detalhe: a porca-mãe não estava morta e muitos menos havia parado de produzir leite.

E em março do ano passado, ali na mesma região, só que no município vizinho de Cerro Negro, flagramos uma amigável relação entre um cachorro e um gato.

Os dois brincavam, deitavam, rolavam, o cachorro mordia o rabo do gato, que passava a pata na cabeça do cachorro. Uma festa só, sem nenhum desentendimento.

A relação dos porquinhos com a vaca “mãezona”, do cachorro Urtiga com a vaquinha Joaninha e do gato e com o cachorro: agradáveis surpresas e belas lições do mundo animal।

Zero Hora

GOLFINHOS - ENTREVISTA COM ILONA SELKE, por Richard Daab

De acordo com a mitologia grega, os golfinhos são os anjos do mar. Eles foram reverenciados como salvadores e como seres divinos e recentemente foram considerados como terapeutas para os seres humanos. As pessoas com dor conseguem alívio nadando com os golfinhos, quando nada mais ajuda. Crianças autistas, em contacto com golfinhos, tornam-se cooperativas e interativas, quando antes havia somente uma barreira de silêncio.

Muitas pessoas chegam a chorar quando tem um primeiro contacto com golfinhos e uma profunda saudade é despertada nos corações dos humanos.
O que move os humanos a esta enigmática resposta aos golfinhos? O que é que nos chama? Ilona Selke passou muito tempo nos últimos seis anos nas águas e no habitat natural dos golfinhos tentando descobrir seus segredos. Ilona nasceu no Himalaia e é telepata natural. Ela estava no meio de sua pesquisa a respeito de anomalias do tempo e do universo holográfico, quando começou a se interessar pelos golfinhos.

Ilona, o que inspirou você a escrever o seu livro “ Jornada ao Centro da Criação”?

Ilona Selke: Eu estava num show num parque marinho e uma orca (este é um tipo de golfinho, chamado erradamente de baleia assassina) estava sendo apresentada. Ela fez alguns truques e eles a alimentavam como recompensa. De repente uma sensação tomou conta de mim. Uma grande onda de tristeza me invadiu e eu comecei a chorar. Eu soube nesse momento que esta grande orca era muito mais inteligente do que acreditávamos. Eu decidi nesse momento que ia me dedicar a estudar a inteligência dos golfinhos e decidi ir para a natureza junto com os golfinhos. Seguiram-se anos de experiências mágicas, treinamento com telepatia e a descoberta de quanto as imagens holográficas e o universo se entrelaçam. O universo funciona holograficamente e os golfinhos me ajudaram a ver o quanto isto se aplica à vida diária.

No seu livro você menciona que uma vez os golfinhos ajudaram a salvar sua vida.

Ilona Selke: Sim. Estava um dia muito bonito e eu e mais duas pessoas fomos a uma pequena ilha de Mauí, no Havaí, para procurar os golfinhos. Quando chegamos, as palmeiras balançavam ao sol e os golfinhos estavam na baía. Nós nadamos mar adentro para ir ao encontro deles. Nós nadamos com eles pelo que me pareceu mais ou menos uma hora. Perdida no tempo, de repente eu ouvi uma mensagem muito clara: “Volte para a praia agora! Você tem apenas energia suficiente para fazer o caminho de volta. Agora!” Imediatamente eu tirei minha cabeça para fora da água. As palmeiras estavam totalmente curvadas. Meus outros dois amigos também tiraram suas cabeças da água no mesmo momento, pois eles também tinham ouvido a mesma mensagem: “Voltem agora”.

Na verdade nós havíamos estado por lá durante um longo tempo. Na metade do caminho de volta eu comecei a entrar em pânico. Ainda faltava uma longa distância e eu estava exausta. Começou a parecer que eu não estava conseguindo nadar contra a corrente. Comecei a ter cãimbras na perna direita e a dor era tanta que eu mal podia usá-la. Eventualmente eu vi a areia e atingi a praia. Se as ondas fossem um pouco maiores ou se eu tivesse ficado por lá apenas alguns minutos mais, acho que não teria conseguido. O que é remarcável é que os golfinhos enviaram uma mensagem clara, que nós três ouvimos claramente ao mesmo tempo. Eles devem ter sido capazes de acessar meus limites físicos, calcular a distância e comunicar-se conosco.

Parece que os golfinhos são capazes de ver dentro de nós.

Ilona Selke: É verdade. Eles ficam muito curiosos com uma mulher grávida e usam seu sonar na barriga dela, às vezes bem antes de a mulher saber que está grávida. Eles dão atenção especial a mulheres grávidas. Num outro caso, um golfinho começou a bater com seu rostro (parte onde está a boca) no peito de um homem, sem razão aparente. O homem ficou com medo que isso tivesse fraturado alguma costela e foi fazer um raio-X. Foi encontrado um tumor no seu peito. Eles também parecem influenciar o humor na espécie humana e alterar nossa química. Há muitos relatos de pessoas se sentindo eufóricas na presença de golfinhos ou de pessoas mudando o caminho de suas vidas, reconectando-se com seu lado espiritual e se alinhando para propósitos mais profundos em suas vidas.

Uma amiga minha tinha cistos de ovários. Ela decidiu-se a passar dois meses nadando todos os dias com os golfinhos na natureza. Durante este período eles freqüentemente usavam nela o seu sonar. Um dia, aproximadamente vinte golfinhos se reuniram em baixo dela, na água, e apontaram seus rostros em direção a ela. Todos eles pareciam apontar para seu estômago, e ela sentiu como se houvesse uma super-carga de energia. Após 2 meses com os golfinhos, seus cistos desapareceram.

Vamos voltar à comunicação dos golfinhos com você. Como você os ouve?

Ilona Selke: Eles enviam pensamentos, que para mim soam como se fossem meus próprios pensamentos, mas eles tem uma energia mais poderosa. É como uma voz diferente. Às vezes é o conhecimento de um instante, uma imagem, um pequeno pensamento.

Todos podem ouvir mensagens telepáticas?

Ilona Selke: Bom, em teoria, sim. Todos podem se eles quiserem praticar muito. Em meu livro “Jornada ao Centro da Criação", eu explico muitas maneiras pelas quais pode-se aprofundar a própria intuição. Se uma pessoa já está considerando a possibilidade, ela já está com meio caminho andado. O resto é aprender a focalizar, a diferenciar seus próprios pensamentos, e tendo confiança nas imagens internas que vem para todos nós, o tempo todo. Uma grande ajuda é ser muito honesto consigo mesmo e melhor ainda, sendo honesto com todos. Se tivermos que nos esconder atrás do nosso próprio véu de mentiras, é muito mais difícil sabermos quais pensamentos são nossos e quais vem de outra fonte. Nossa voz interna pode ser muito mais clara quando não temos que carregar as teias de pequenas ou grandes mentiras.

Como você sabe que os golfinhos podem nos ouvir?

Ilona Selke: Eu fiz muitas experiências. Uma vez eu estava num barco para ver um grupo de golfinhos que eu conhecia por nome. Havia 6 pessoas esperando para ver alguns golfinhos, que vinham rodear cada vez que alguém entrava na água. Esperar sempre traz antecipação. De repente, vimos uma nadadeira dorsal. Era o golfinho que chamávamos de Sweetheart. Ele tinha vindo para saudar o barco que ele conhecia tão bem. Mas só havia um golfinho! E nós gostaríamos de nadar com alguns deles; Mentalmente eu pedi a Sweetheart para trazer o resto de sua família. Ele respondeu "OK, eu estarei de volta com os outros em 15 minutos." Quando ele foi embora todos suspiraram com tristeza. Mesmo a chance de nadar com um único golfinho parecia ter acabado. Quinze minutos mais tarde todo o grupo apareceu. Cada um deles saltava com alegria e nós tivemos um grande dia.

Como a sua comunicação com os golfinhos se liga aos trabalhos do universo holográfico?

Ilona Selke: Os golfinhos verificaram para mim a exatidão das imagens internas e da telepatia. Mais tarde eu aprendi que as imagens que eu tenho na minha mente são a melhor maneira de me comunicar com os golfinhos e criar a finalidade desejada. Se eu visse os golfinhos a vinte quilômetros de distância, querendo que eles viessem e se conectassem comigo, eu mantinha uma distância deles como uma cenoura na minha frente. Você necessita ver o resultado final do que você quer, e sentir ao redor e dentro de você que isso é certo. Isto é verdade para todas as experiências de vida.

Cada pessoa pode acessar qualquer dimensão através de sua própria intuição, e nosso mundo é muito mais flexível, miraculoso e anômalo do que admitimos. Os golfinhos me enviaram imagens e pediram que eu refizesse as imagens de certas situações de sua sobrevivência. Eu fiz o que eles pediram e ocorreram mudanças. Basicamente, nós precisamos reconhecer que tudo que existe o faz holograficamente. Através da nossa imaginação estamos ligados a tudo no universo. Se eu posso ver e sentir a mudança na minha mente interior, isso também pode acontecer na matriz física.

Como as pessoas podem realmente preencher suas vidas com algumas destas coisas?

Ilona Selke: Usando qualquer tipo de exercício de imagem, mesmo falando mentalmente com seu cão, é uma maneira de afiar a mente intuitiva. Nossa intuição fala conosco através da nossa imaginação e sentimentos. A chave é praticar estas capacidades diariamente. É o caminho da dedicação contínua para contrabalançar a força da entropia, a força que nos faz ficar cansados e diminuir o ritmo. A consciência é uma força sintrópica, a força de elevação, a força que dá forma à energia, aquela que instila a mudança no nosso desenvolvimento humano. O propósito final de incorporar as dimensões sutís em sua vida é o de alinhar-se cada vez mais com a fonte de toda a criação. A voz interior o guiará automaticamente para mundos mais luminosos e mais sutís, aumentando a proximidade com a fonte.

Os golfinhos tem algo a dizer sobre o atual estado de coisas dos humanos?

Ilona Selke: Sim! "Parem de jogar lixo e bombas no oceano." Uma vez eles me enviaram uma imagem para ajudar os golfinhos por causa do perigo que os estava ameaçando por causa de uma detonação subaquática. Era sobre o teste nuclear submarino que a França finalizou desde então. Eu nem sabia qualquer coisa a respeito disso quando recebi a imagem. Demorou dois meses para que eu soubesse o significado daquela imagem.

Qual o papel dos golfinhos na escala universal da evolução?

Ilona Selke: Depende na verdade de como você define esta hierarquia de crescimento. Os golfinhos já foram mamíferos terrestres e tiveram cinco dedos. Então eles tinham a possibilidade de manipular a matéria como os humanos. A mente humana evoluiu de uma maneira mais racional por causa de sua capacidade de formar, criar e construir. Por sua vez, os golfinhos voltaram ao mar; os cinco dedos reverteram e se transformaram em nadadeiras. O cérebro destes mamíferos, que já eram desenvolvidos, foi então usado para se desenvolver em áreas que nós consideramos invisíveis. Começando com o sonar e subindo na escala de freqüências, os golfinhos parecem ter aprendido habilidades que venceriam nossa mente humana.

Minha experiência é que eles evoluíram seus corpos sutIs em um grau muito mais avançado que os humanos, que eles podem viajar além dos confinamentos de tempo e espaço e serem conscientes disso. Roberta Goodman, uma co-pesquisadora do Dr. John Lilly, fez uma experiência de telepatia com os golfinhos e descobriu que eles podem ler as mentes humanas a milhas de distância e responder a imagens com detalhes claros. Para mim, em muitas maneiras, os golfinhos são mais evoluídos que os seres humanos, e parece que eles querem ajudar na evolução de qualquer humano que esteja querendo ouvir.

O cérebro do golfinho do Atlântico "nariz de garrafa" pesa 1600 gramas, em média 200 gramas a mais que o cérebro humano. Eles tem mais circunvoluções na massa cinzenta que os humanos, que tem sido considerado um sinal de inteligência superior. Os golfinhos não seguiram a rota do poder externalizado, da tecnologia, no seu sentido mais remoto. Eles escolheram o caminho para dentro. Isto somente deve tê-los colocado no caminho da supra-consciência. Pensem nas baleias, que tem tido comunicações ao redor do mundo por milhares de anos. Os humanos só começaram a fazer isso agora. E nós dependemos somente de forças externas.

Quais são os segredos dos golfinhos? Qual o efeito que os golfinhos tem sobre as nossas almas?

Ilona Selke: Os golfinhos estão muito vivos nas dimensões sutís. Quanto mais elevada a nossa vibração, mais amor nós sentimos, mais alegria nós sentimos. Quanto mais pudermos encontrar a semente de luz na escuridão aparente, mais poderemos viver nos mundos "mais iluminados". Os golfinhos podem fazer isto e eles podem conectar-se conosco intencionalmente, mesmo que não possamos perceber. Muito parecido com o que os anjos fazem. Eles podem ver o mundo de maneira que os humanos que ainda usam os cinco sentidos não podem. entretanto, podemos sentir os golfinhos sentir seu amor dentro e fora da água. Muitas pessoas tem experiências impressionantes com golfinhos, mesmo em sonhos ou em sua imaginação. Os golfinhos podem estar conosco nessas dimensões sutís e gentilmente nos chamar para cumprirmos nosso propósito mais elevado, o de despertar para a Luz Interna. E alguma parte de nós escuta os chamados e responde.

Ilona Selke
Entrevista por Richard Daab

http://www.magicalblend.com

Institutoणina Rosa

Proteja o Seu animal dos Fogos de Artifício

Comemorações com fogos de artifício são traumáticas para os animais, cuja audição é mais acurada que a humana। Muitos da fauna silvestre morrem e sofrem alterações do seu ciclo reprodutor. Os cães latem em desespero e enforcam-se nas correntes. Eles e os gatos escondem-se em locais minúsculos, fogem para nunca mais serem encontrados, provocam acidentes nas vias públicas e são vítimas de atropelamento. Há animais que, pelo trauma, mudam de temperamento e chegam até ao suicídio.

Adotando alguns procedimentos simples, pode-se diminuir o sofrimento deles:

  • procure um veterinário para sedar os animais, no caso de cães muito agitados;
  • evite acorrentá-los, pois poderão enforcar-se;
  • acomode-os em um cômodo dentro da casa onde possa mantê-los em segurança, fechando as portas e janelas, bem como proporcionando iluminação suave;
  • evite deixar muitos cães juntos pois, excitados pelo barulho, brigam até à morte;
    alimentos leves, pois distúrbios estomacais provocados pelo pânico levam à morte;
  • identifique seus animais com placas na coleira, para o caso de fuga;
  • tente colocar tampões de algodão nos ouvidos deles;
    estenda cobertores nas janelas e no chão, para abafar o som. Cubra-os com um edredon;
  • deixe o guarda-roupas aberto, mas prepare-se porque eles poderão urinar, por medo;
  • coloque-os próximos a rádios ou TV ligados e vá aumentando o volume, antes dos fogos;
  • cubra as gaiolas dos pássaros;
  • Florais de Bach: rescue + cherry plum + rock rose + mimulus + vervain + sweet chestnut (*)
    Estas essências, combinadas, funcionam bem para cães, gatos e eqüinos

Mande preparar em farmácia de manipulação ou homeopática, SEM ÁLCOOL nem GLICERINA, e guarde-a na geladeira (dura todo o vidro, independente do que digam)

Dê 4 vezes ao dia, diretamente na boca do animal: 2 gotas para pequenas aves; 6 gotas para cães de grande porte; 4 gotas para gatos e cães de pequeno e médio porte.

Para eqüinos, coloque 30 gotas no bebedouro, 4 vezes ao dia.
Comece a ministrar o Floral 2 ou 3 dias antes das comemorações.

( * ) receita da Drª. Martha Follain
- mfollain@terra.com.br

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Caviar, degustação da crueldade


Consumir ovas é apoiar o sequestro de embriões do peixe. Iniciativa do “Instituto Nina Rosa: projetos por amor à vida”

O QUE É SER UM PROTETOR E ANIMAIS?






Lilian Rockenbach

O QUE É SER UM PROTETOR E ANIMAIS?

Hoje em dia a proteção animal virou um modismo. Muita gente acha bacana dizer que é “Protetor de Animais”, mas o que exatamente ser um “Protetor de Animais”?

Para começar gostaria de esclarecer que proteger animais não é chamar uma ONG ou ligar para um protetor independente quando um animal está sendo mal tratado. Proteger animais também não é ficar no computador apenas repassando pedidos de ajuda, nem se sentir no direito de exigir e cobrar que pessoas ligadas a causa façam o que você considera certo fazer. Estas são apenas formas de divulgar ações e necessidades ligadas a causa, e não a proteção em sua essência.

Em primeiro lugar é importante saber que protetores de animais são pessoas iguais a você, eles trabalham, estudam, possuem família, filhos, quintal pequeno, moram em apartamento em alguns casos, mas decidiram arregaçar as mangas e fazer a diferença. Um dia desses eu ouvi que “ser protetor de animais é um apostolado”, e isso significa você dedicar sua vida, seu tempo e seu dinheiro a uma causa que muito provavelmente “nunca” lhe trará nenhum retorno material. Consiste também em mudar seus hábitos alimentares (parar de consumir carne), hábitos de diversão (rodeios, vaquejadas, touradas, feiras de exposição, de exploração, de competição, etc.), hábitos de consumo (roupas de origem animal como casacos de pele, etc.), hábitos em geral.

O “protetor de animais” muda sua visão em relação a vida, passa a respeitar toda forma de vida, passa a lutar pela defesa dos direitos dos animais, pela castração, pela adoção, por leis mais rígidas e que os defendam, pela conscientização da população, contra a exploração animal em todas as suas formas, contra o comercio de animais, etc.

Ninguém muda estes hábitos facilmente, nenhuma pessoa que conheço amanheceu e disse: a partir de hoje sou um protetor de animais e vou deixar de fazer tudo o que fiz a minha vida inteira. A vontade de ajudar nos impulsiona a levantar e ir, com o tempo criamos cada vez mais a consciência em relação aos assuntos relacionados à causa, nossos hábitos são mudados aos poucos e gradativamente. É uma luta pessoal contra nós mesmo, e em alguns casos, contra nossos familiares que não conseguem entender e aceitar essa mudança.

Ser um “protetor de animais” é ter responsabilidade social de maneira totalmente independente da caridade. Promover a conscientização em relação ao respeito dos animais é uma das bandeiras mais importantes da causa, fazer com que as pessoas enxerguem que o animal tem uma vida que precisa ser respeitada, é uma batalha constante. Os animais existem da mesma maneira que todos nós, possuem suas individualidades e não estão aqui para nos servir.

Os defensores dos animais devem ser felizes com sua bandeira, devem se orgulhar do que fazem. Se defender animais te trouxer algum tipo de angústia, talvez seja a hora de repensar e mudar de causa. Os animais precisam de pessoas sensatas, que estejam sempre empenhadas em aprender, que estejam dispostas a tentar mudar o mundo, mas se conseguirem mudar apenas a pessoa que está ao seu lado, já fizeram muito mais do que 99% da população. Os animais não podem se defender, eles só têm a nós, seres humanos, para defendê-los, e exatamente por isso temos que nos manter equilibrados para fazê-lo, e fazer com prazer, paixão e de maneira otimista. Pessoas agressivas e desacreditadas, não apenas na causa animais mas em todas as causas, geralmente não conseguem atingir seus objetivos na sociedade, pois não conseguem desenvolver o potencial necessário para valorizar a causa que defendem.

Tenha sempre a frente, e como referência, pessoas inseridas na causa e que desenvolvam um trabalho baseado na seriedade e, acima de tudo, idoneidade. Fuja dos falsos protetores, pessoas que estão inseridas na causa tentando tirar benefícios materiais ou prestígio. Acredite em você e em seus objetivos, arregace as mangas e faça, não tenha projetos alimentados apenas pela esperança, estabeleça objetivos e metas, faça você também a diferença. Pense qual a melhor forma de ajudar os animais, quais os seus pontos fortes, se você gostaria de trabalhar com resgates, com adoção, com maus tratos, com educação, contra exploração, etc. Acredite em você, e dê o seu melhor.

Abrace uma causa, qualquer causa, mas faça-o com responsabilidade e de coração aberto. Mude seus conceitos, abandone os preconceitos e faça a diferença.

Existem 3 tipos de pessoas:As que fazem acontecer, as que deixam acontecer e as que perguntam o que aconteceu? (John Richardson Jr)

DIREITO DOS ANIMAIS: AVANÇOS E RETROCESSOS NO DIREITO BRASILEIRO E COMPARADO


Nesta sexta-feira, 28 de maio, às 10:30h, no Plenário da OAB/RJ (Av. Marechal Câmara, 150 - 4º andar) o professor de Direito da UFRRJ, Daniel Braga Lourenço, profere a palestra "DIREITO DOS ANIMAIS: AVANÇOS E RETROCESSOS NO DIREITO BRASILEIRO E COMPARADO".

O evento é organizado pela ESCOLA SUPERIOR DE ADVOCACIA - ESA e a entrada é franca, não sendo necessária a prévia inscrição (lugares por ordem de chegada).


Daniel Braga Lourenço
Advogado no Rio de Janeiro e Professor de Direito Ambiental da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ, dos cursos Forum / Praetorium (Rio de Janeiro), Foco (Rio de Janeiro), Idéia (Niterói), Aprovação (Curitiba), da Pós-Graduação em Direito Empresarial da Universidade Gama Filho e da Pós-Graduação em Direito do Petróleo do Instituto Catarinense de Pós-Graduação - ICPG. Atualmente é Diretor Jurídico do Instituto Abolicionista Animal - IAA e Assessor Jurídico da ONG "Espaço Gaia". Integra os Conselhos Consultivos e Editoriais da Revista Brasileira de Direito Animal, da Editora Evolução e Saiba mais')" href="javascript:void(0);">Pensata Animal. Graduado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC/RJ, é mestre em "Direito, Estado e Cidadania" pela Universidade Gama Filho - UGF/RJ. Especializou-se em "Direito do Petróleo Avançado" pelo Clube do Petróleo/COPPE e em Direito Ambiental pela Fundação Getúlio Vargas - FGV/RJ, onde também possui "MBA em Direito Econômico e Empresarial". É advogado membro do "Animal Legal Defense Fund" - ALDF (Profesional Volunteer) e autor da obra "Direito dos Animais: Fundamentação e Novas Perspectivas" (Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris, 2008, 566 p.).

quarta-feira, 26 de maio de 2010

GREEN

Seu nome é Green, ela está sozinha em um mundo que não mais lhe pertence. É uma fêmea de orangotango, vítima do desmatamento e da exploração de recursos naturais.


Este filme é uma emocionante viagem ao lado de Green, em seus últimos dias de vida. É um testemunho visual sobre os tesouros da biodiversidade da floresta tropical e o impacto devastador da exploração madeireira e do desmatamento causado para acomodar as plantações para extração de óleo de palma.

Produzido, dirigido, filmado e editado por Patrick Rouxel.

Duração: 48 min - Ano de produção: 2009

terça-feira, 25 de maio de 2010

África do Sul luta para preservar os leões brancos

Cerca de 200 animais estão vivos graças ao esforço de ambientalistas.
Centro de preservação mantém leões a salvo dos caçadores.

Na imensidão da África, o reino animal é exuberante. Mas há um tipo de rei que simplesmente desapareceu da selva. O mundo só conhece o leão branco assim: atrás das grades, confinado em jaulas. E olha que os poucos que ainda existem, não mais que 200, estão vivos hoje graças ao esforço de alguns ambientalistas.

Gente do bem como o holandês Arry. Ele cuida de um centro de preservação do leão branco, na província de Mampolo, a 250 quilômetros de Joanesburgo. Um dos raros lugares onde este tipo de animal está a salvo de caçadores.

“Eles foram vistos como troféu", explica o especialista।


Os leões brancos passaram os últimos 20 anos fugindo da mira de espingardas. Os poucos que conseguiram sobreviver na selva acabaram morrendo pela dificuldade deles mesmos de caçar. O leão branco não consegue a capacidade da camuflagem. Por isso, toda vez que ele se aproxima de uma presa, a presa sai correndo e ele fica sem comida.

O objetivo é criar reservas especiais para o leão branco. Porções de selva onde nunca não falte alimento. Por mais complicado que seja se esconder no mato. E onde eles estejam a salvo de caçadores. "É um processo muito difícil", diz Arry.

Um leão tem que ajudar o outro. E todos estes animais hoje dependem da boa vontade do homem. Sete mil restaurantes e bares da África do Sul aceitaram doar parte da renda durante a Copa para projetos de proteção do leão branco.

O dinheiro arrecadado será investido na criação em cativeiro e depois na compra de áreas preservadas. Quem sabe assim, no futuro, o leão branco tenha de volta o respeito do passado. Quando era chamado por muitas tribos de filho do sol.

G1

Bichos de estimação terão documento único para viajar com segurança

Passaporte para mascotes será opcional para os donos

Os donos que não conseguem desgrudar dos animais de estimação nem mesmo na hora de viajar ganharam uma ferramenta que promete facilitar a liberação dos bichinhos nos passeios. Quando entrar em vigor, o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos será emitido gratuitamente pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e reunirá em um só documento todas as informações necessárias para que os animais possam transitar com segurança.

:: O passaporte é opcional e vale para viagens internacionais e nacionais, mas apenas animais que tiverem o microchip de identificação poderão receber o documento.

:: O decreto nº 7.140, que institui o uso do passaporte, entrou em vigor em 30 de março, mas ainda aguarda regulamentação. O objetivo é que os donos economizem tempo e dinheiro, considerando que o documento só será emitido uma vez e valerá por toda a vida do animal.

:: Informações essenciais, como o teste de titulação dos anticorpos da raiva, a carteira de vacinação e o Certificado Zoosanitário Internacional (CZI) – que antes eram adquiridos em papéis diferentes – ficarão somente no documento.

:: O passaporte será individual e intransferível e deverá conter informações como nome e endereço do dono, registro do bichinho no Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e exames exigidos pelos países de destino.

:: O ministério vai divulgar em sua página na internet (www.agricultura.gov.br) a lista de países que aderiram ao modelo brasileiro de passaporte – o trânsito entre esses destinos também será livre de burocracia.

:: O decreto que institui o documento prevê ainda que o animal receberá, obrigatoriamente, uma identificação eletrônica: um microchip do tamanho de um grão de arroz, a ser implantado no corpo. Apenas clínicas veterinárias cadastradas podem realizar o implante, que custa entre R$ 70 e R$ 100, e vale por toda a vida do animal.

:: O veterinário Paulo Henrique Cândido alerta que alguns cuidados não devem ser dispensados pelos donos que levarem os bichinhos em viagens: o animal deve estar com as vacinas em dia e deve estar em jejum para não ter problemas.

:: De acordo com a coordenadora substituta do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Rogeria Oliveira, caso o dono opte por não ter o passaporte, o procedimento será o mesmo de antes: requisitar a emissão do CZI, que será cobrado sempre que se sair do país, e do Atestado Sanitário para Cães e Gatos, toda vez que se ingressar no Brasil.

:: Embora a lei tenha entrado em vigor, o passaporte ainda não está disponível. Enquanto isso, os animais que viajarem para o Exterior deverão estar acompanhados do CZI para serem aceitos nos países de destino.

CORREIO BRAZILIENSE

Criatura estranha achada no Canadá

Corpo do animal foi descoberto no começo do mês. Para indígenas, o 'monstro' seria a criatura mítica 'o feio'

A criatura estranha que foi encontrada no Canadá neste mês seria um vison-americano (Mustela vison), um carnívoro de pequeno tamanho, de corpo alongado, que é encontrado no Canadá e grande parte dos Estados Unidos, segundo o site "Live Science".

Essa foi a conclusão que chegou o pesquisador Loren Coleman, que analisou em um artigo no site "Cryptomundo", especializado em desvendar e identificar criaturas bizarras, as fotos tiradas e as comparou com os animais encontrados na região.

Na reserva Big Trout Lake, no norte da província de Ontário, onde foi descoberto o corpo da estranha criatura, o animal foi descrito como uma criatura de uns 30 centímetros de comprimento e com "uma cara quase humana".

Alguns moradores de Big Trout Lake acham que "o monstro" é uma estranha criatura quase mítica chamada de "omajinaakoos" ("o feio") na língua local que não é visto a quase meio século.

As fotos colocadas na página de internet da comunidade mostram um corpo alongado, com pelo marrom e uma cara pálida ao que somam-se presas curvadas e longas. A falta de coloração dos olhos acrescenta uma dimensão perturbadora à imagem.

Segundo os meios de comunicação locais, alguns dos indígenas mais velhos pensam que o animal é um mensageiro de más notícias। "Ninguém sabe o que é, mas nossos antepassados o chamavam 'O Feio'। Ele quase nunca é visto, mas quando aparece é um mal augúrio. Algo mau vai acontecer segundo nossos antepassados", diz a página da comunidade.
Gazeta de Alagoas

domingo, 23 de maio de 2010

Mudança climática transformou comunidades de roedores, diz estudo

A mudança climática ocorrida há 11.700 anos, na época cenozóica do Pleistoceno, que causou a extinção dos mamíferos de grande envergadura, também provocou efeitos que transformaram as comunidades de roedores.

No início do último aquecimento global ocorrido de forma natural, as comunidades de pequenos roedores reagiram de maneira inesperada, publica nesta semana a revista "Nature".

Esta mudança climática, que simbolizou a passagem do Pleistoceno ao Holoceno, provocou a extinção de um terço dos mamíferos de grande envergadura do subcontinente americano. Mas, até agora, era desconhecido o paradeiro dos mamíferos menores.

Estudo pode ajudar a indicar ecossistemas que estão em perigo na atualidade

Um grupo de cientistas da Universidade de Stanford (Estados Unidos) estudou os fósseis de pequenos roedores do norte da Califórnia.

Segundo se constata desses fósseis, os roedores, em vez de se extinguirem, tiveram uma redução na uniformidade e riqueza de suas comunidades.

Assim, as espécies que antes da mudança nas temperaturas eram abundantes, se tornaram mais raras, embora mais adaptáveis, enquanto as espécies geralmente mais raras se tornaram mais comuns.

Segundo os cientistas, um efeito semelhante se espera hoje aos pequenos mamíferos, que têm de encarar em pouco tempo uma mudança climática cujos efeitos serão provavelmente mais fortes que os do Pleistoceno.

Os cientistas responsáveis pelo estudo opinam que as mudanças na estrutura e funções das comunidades de roedores deveriam ser estudadas como um importante indicador dos ecossistemas que estão em perigo na atualidade.

Outro estudo aborda extinção de grandes mamíferos

Em um segundo estudo publicado nessa mesma edição da "Nature", um grupo de pesquisadores da Universidade do Novo México (EUA) aborda a extinção das mais de 114 espécies de grandes mamíferos do Pleistoceno, como mamutes e mastodontes, e seu efeito nas emissões de gás metano à atmosfera.

Como o gado atual, os extintos herbívoros de grande porte produziam gás metano como parte de seu processo digestivo.

Segundo os pesquisadores, a quantidade de metano emitida por esses grandes animais já extintos era de 9,6 teragramas (trilhões de gramas) por ano.

Curiosamente, a extinção desses animais coincide com uma significativa queda das concentrações de metano na atmosfera, tal como registram as geleiras.

Os pesquisadores sustentam que a extinção desses herbívoros poderia explicar pelo menos 12% da redução dessas concentrações।

Da EFE

Grupo pede "direitos humanos" a baleias e golfinhos

Baleias e golfinhos deveriam ter "direitos humanos" à vida e à liberdade por causa das evidências cada vez maiores de inteligência, afirmou neste domingo um grupo de ambientalistas e especialistas em filosofia, direito e ética.


Japão, Noruega e Islândia se opõem ao argumento, que impediria a caça ou mesmo a manutenção dos animais em parques marinhos. Os países afirmam que não há provas de que as baleias e os golfinhos sejam mais inteligentes que vacas ou porcos, por exemplo.


Segundo participantes de uma conferência na Universidade de Helsinque, os mamíferos marinhos gigantes têm consciência similar à humana, capacidade de comunicação e sociedades complexas, o que os torna semelhantes aos grandes primatas.


"Nós afirmamos que todos os cetáceos, assim como as pessoas, têm direito à vida, à liberdade e ao bem-estar", declararam após o encontro de dois dias, organizado pela Sociedade de Conservação de Baleias e Golfinhos.


Thomas White, director do Centro de Ética e Administração da Universidade Loyola Marymount, na Califórnia, participou do encontro e disse que golfinhos podem reconhecer a si mesmos em um espelho, capacidade rara em mamíferos que os humanos só adquirem aos 18 meses de idade.


"A caça às baleias é eticamente inaceitável", disse. "Elas têm um senso de si mesmas que nós achávamos que só os humanos tinham".


Hal Whitehead, professor de biologia da Universidade a Dalhousie, no Canadá, afirmou que há mais provas de que as baleias têm cultura própria.

De acordo com ele, as baleias cachalote têm sonares tão poderosos que poderiam ensurdecer permanentemente outras baleias que estivessem próximas, caso fossem usados na potência máxima. Mas as cachalotes não usam os sonares como armas, mostrando o que Whitehead chamou de "senso de moralidade".

"É como um grupo de caçadores humanos armados", disse. "Há um claro sentido de como o sonar pode ser usado".

Galos de briga são apreendidos em casa de Guarulhos

Ao menos 20 galos de briga foram apreendidos na tarde deste domingo (23) em uma operação policial em Guarulhos, na Grande São Paulo. Quatro pessoas foram detidas.

Por meio de uma denúncia anônima, os policiais chegaram a uma casa onde os animais eram confinados. No local, há um quintal usado provavelmente como arena, de acordo com a Polícia Civil.

Os quatro detidos serão enquadrados na Lei de Crimes Ambientais por maus-tratos aos animais e poderão pegar uma pena de três meses a um ano de detenção, além de pegar multa, caso sejam condenados.

A polícia ainda não sabe para onde serão levados os galos। Por isso, eles ainda não foram retirados da residência onde foram encontrados.

Do G1

sábado, 22 de maio de 2010

Perda crescente da biodiversidade mobiliza o planeta

Mais de 100 países, incluindo as principais potências econômicas e o Brasil, vão se reunir para tentar encontrar alternativas a fim de evitar mais colapsos ambientais।

No Ano Internacional da Biodiversidade, o Brasil se destaca por várias ações que vêm contribuindo para a manutenção das diferentes espécies aqui localizadas। Entre elas, a redução do desmatamento na Amazônia, a criação de novas áreas de conservação de uso sustentável e de proteção integral e o monitoramento de todos os biomas brasileiros। E ainda a discussão sobre patrimônio genético entre países megadiversos, que inclui adistribuição justa e equitativa dos benefícios econômicos oriundos da exploração da biodiversidade।

O ano de 2010 será marcado internacionalmente não apenas pela Copa do Mundo. Outro tema - a biodiversidade - vai interferir de forma direta e implacável no cotidiano das pessoas, em escala muito maior e talvez sem a mesma visibilidade na mídia. O assunto também vai atrair a atenção de muitos países durante a Conferência da Biodiversidade (COP-10), a ser realizada em outubro em Nagoya (Japão).

Apesar de ainda não ter o mesmo apelo do futebol nas discussões do dia-a-dia, neste Ano Internacional da Biodiversidade - estabelecido pela ONU- nações de todo o mundo vão debater a perda da biodiversidade, prejuízo que afeta não só animais e plantas (como muitos preferem simplificar a questão), mas interfere de maneira crucial na manutenção da vida do homem e no equilíbrio de todo o planeta.

Para se ter uma ideia do tamanho do prejuízo, as perdas econômicas decorrentes do processo de redução de espécies alcançam uma cifra anual entre U$ 2 e US$ 4,5 trilhões, segundo pesquisadores do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

O encontro no Japão vai reunir as nações megadiversas (grupo dos 17 países que abrigam a maioria das espécies da Terra e juntos detêm cerca de 70% de toda a biodiversidade do planeta, entre eles o Brasil), as principais potências econômicas mundiais e outros 100 países aproximadamente. O objetivo é tentar encontrar soluções que possam surtir efeito rápido (ou pelo menos de médio prazo), a fim de evitar novos colapsos ambientais ao redor do planeta.

Durante a COP-10, o Brasil vai assumir um protagonismo, pois pretende reafirmar o pacto entre os países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), para o cumprimento das metas estabelecidas tanto na Rio-92 quanto em Johannesburgo (África do Sul), em 2002.

Vai ainda defender a bandeira da repartição de benefícios oriundos do patrimônio genético da biodiversidade, principal ponto pretendido pelos megadiversos na convenção.

Segundo a secretária de Biodiversidades e Florestas do MMA, Maria Cecília Wey de Brito, muitas reuniões preparatórias têm sido realizadas pelas 17 nações megadiversas, com o objetivo de se estabelecer uma proposta comum.

A questão da compensação financeira pelo conhecimento obtido a partir da biodiversidade,no entanto, é motivo de controvérsia. Ganhou manchete dos jornais o caso do cupuaçu, que teve um pedido de patente registrado no exterior por uma empresa japonesa, apesar de ser uma planta típica da Amazônia.

Por meio da contestação de entidades ambientalistas nos escritórios de patentes internacionais, foi impedida a aprovação do registro, pois as aplicações do produto já eram, desde há muito, de domínio dos índios e das comunidades tradicionais amazônicas, e não envolviam nenhum tipo de inovação que justificasse o direito de sua exploração pela companhia japonesa.

Diversidade global em declínio - De acordo com o terceiro relatório do Panorama da Biodiversidade Global (GBO3, em inglês), divulgado no começo de maio pelas Nações Unidas (cuja versão em português será lançada em 21 de maio pelo MMA), nenhum país cumpriu integralmente as metas de redução da perda da biodiversidade em seus territórios entre 2002 e 2010.

O documento é um relatório oficial da Convenção sobre Diversidade Biológica, estabelecida em 1992, e vai pautar as discussões entre os chefes de Estado participantes da Cúpula da Biodiversidade no Japão. O ponto mais preocupante deste estudo revela que a perda da biodiversidade global está alcançando um patamar quase irreversível.

Entre 1970 e 2006, por exemplo, o número de indivíduos de espécies de vertebrados teve umdeclínio de 30% em todo o mundo, e a tendência, segundo o GBO3, é de que a redução continue, especialmente entre animais marinhos e nas regiões tropicais. O relatório indica ainda que 40% das espécies de aves e 42% dos anfíbios apresentam população em queda.

Para reverter o quadro de sérios prejuízos ambientais e econômicos, seriam necessários investimentos em todo o planeta de aproximadamente U$45 bilhões por ano.

O relatório indica os cinco principais fatores de pressão sobre a biodiversidade: perda e degradação de habitats (convertidos em plantações, pastagens, áreas urbanas), mudanças climáticas, poluição, sobreexploração dos recursos naturais e a presença de espécies exóticas invasoras. As intervenções humanas em lagos de água doce também foram apontadas como outro fator importante, pois devido ao acúmulo de nutrientes, inúmeras espécies de peixes foram levadas à morte em larga escala.

A acidificação e poluição dos oceanos também vitimam os recifes de corais, o que descaracteriza o ecossistema marinho. Nas grandes regiões do mundo, os habitats naturais continuam a declinar em extensão e integridade, especialmente os bancos de algas marinhas, as zonas úmidas de água doce, as localidades de água congelada e os recifes de corais e de mariscos.

Segundo dados da World Conservativon Union (União Mundial de Conservação), a ação do homem provoca 0,2% da perda média de espécies todos os anos, que ocorre ainda por queimadas e desmatamento impulsionados pelo mercado imobiliário e/ou monoculturas de larga escala, caça e tráfico de animais. Extrativismo sem manejo adequado e mineração, dentre outros fatores de intervenção antrópica, também são causas crescentes do processo de extinção, por acompanharem as necessidades de uma população humana que, segundo estatísticas da Organização da Nações Unidas, é de 6,5 mil milhões, com perspectivas de aumento para 7 mil milhões até o ano de 2012.

De acordo com o secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica, Ahmed Doghlaf, a perda da biodiversidade ocorre em uma velocidade sem precedentes. "As taxas de extinção podem estar mil vezes acima das médias históricas", alerta.

Apesar de o GBO3 ressaltar o aumento considerável das áreas de proteção ambiental ( 82% estão em áreas marinhas e 44% em regiões terrestres), e o progresso significativo da preservação de florestas tropicais e manguezais, dados do documento revelam que estas medidas não foram suficientes para alcançar a meta estabelecida.

Ações brasileiras - Há ainda outros pontos do documento do Pnuma considerados críticos.A Amazônia é citada como área sujeita a danos irreparáveis, em parte motivados pelo desmatamento e queimadas, e por outro, pelas mudanças na dinâmica regional das chuvas e extinção de espécies.

O Brasil é citado como exemplo no que diz respeito à criação de áreas protegidas (unidades de conservação). Dos 700 mil quilômetros quadrados transformados em áreas de proteção em todo o mundo, desde 2003, quase três quartos estão em solo brasileiro, resultado atribuído em grande parte ao Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

Para 2010, já está em fase de análise a criação de novas áreas protegidas: 3.044.000 hectares no Cerrado; 868.192 hectares no Pantanal; 600 mil hectares no Pampa e mais de 1.200.000 hectares na Mata Atlântica.

Outra estratégia fundamental adotada pelo Brasil para combater o desmatamento e a extinção de espécies decorrente desta prática é o monitoramento por satélite de todos os biomas brasileiros, procedimento que, até 2008, era realizado apenas na Amazônia e em parte da Mata Atlântica.

Com a identificação e controle das principais causas do desmatamento na região, em 2009, a devastação da floresta teve o menor índice (43% mais baixo) dos últimos 20 anos.

Os primeiros resultados sobre o Cerrado e Caatinga, levantados entre 2002 e 2008, já foram lançados, mostrando que quase metade da cobertura vegetal original destes biomas já foi destruída. Para este ano, serão divulgados os dados referentes à cobertura vegetal do Pantanal, Mata Atlântica e Pampa, referentes ao mesmo período.

Por meio do monitoramento, é possível estabelecer planos de ação de fiscalização, controle e combate ao desmatamento, bem como levar alternativas sustentáveis às regiões onde o desmate ainda é muito praticado.

Exóticas e invasoras - Também foi lançada, em 2009, a Estratégia Nacional sobre Espécies Exóticas Invasoras. O programa vai orientar as diferentes esferas do Governo a fim de mitigar e prevenir os impactos negativos destas espécies sobre a população humana, os setores produtivos, o meio ambiente e a biodiversidade.

Os eixos deste plano são a prevenção da introdução de novos indivíduos, bem como a mitigação da presença dos mesmos em biomas e bacias hidrográficas do Brasil. Atualmente, as invasões biológicas causadas por espécies exóticas invasoras são consideradas a segunda maior causa de perda da biodiversidade biológica do planeta, perdendo apenas para a destruição de habitats.

No Brasil, os custos decorrentes dos impactos causados por estas espécies atingem cerca de U$ 50 bilhões ao ano. Entre elas, podemos citar o mosquito da dengue, o mexilhão dourado, o caracol gigante africano, a uva-do-japão, o capim-annoni e o amarelinho.

Também tem sido feita a atualização de listas de espécies brasileiras ameaçadas de extinção (fauna e flora), que servem como alerta e instrumento de monitoramento da política de conservação destas espécies. " O número de espécies em extinção está aumentando, o que é um sinalizador preocupante, pois demonstra que o objetivo de reduzir a taxa de extinção não tem sido alcançado", avalia João de Deus Medeiros, diretor do Departamento de Florestas do MMA.

Fundamentais para a conservação e recuperação de espécies ameaçadas de extinção (um dos principais compromissos dos países durante a CDB), estes levantamentos funcionam como instrumentos de implementação da Política Nacional da Biodiversidade, que inclui as Listas Nacionais Oficiais de Espécies Ameaçadas de Extinção; os Livros Vermelhos das Espécies Brasileiras Ameaçadas de Extinção e os Planos de Ação Nacionais para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção.

Evolução da vida - A biodiversidade é a totalidade das espécies de seres vivos de uma determinada região ou tempo, e abrange animais, vegetais, fungos e microorganismos, sendo responsável pela evolução e manutenção da vida em todos os lugares. Sua manutenção depende do equilíbrio e estabilidade de ecossistemas, e seu uso e aproveitamento pela humanidade deve, necessariamente, ser feito de maneira sustentável de forma a preservá-los.

Desde que o homem começou a interferir na natureza, a biodiversidade tornou-se a base das atividades agrícolas, pecuárias, pesqueiras e florestais e, mais recentemente, da indústria de biotecnologia. Trata-se ainda da fonte primária para remédios, cosméticos, roupas e alimentos, entre outros produtos, e é essencial para a criação de grãos mais produtivos e resistentes a pragas e a outras doenças.

A espécie humana é apenas uma entre 1,75 milhão de espécies de vida conhecidas. O Pnuma estima que existam pelo menos 14 milhões de espécies vivas ao redor do planeta. Alguns especialistas calculam que esse número possa chegar a 50 milhões, ou ainda mais.

Extinção de espécies - A Convenção sobre Biodiversidade foi estabelecida em 1992, durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, mas a meta de redução da perda da biodiversidade só foi fixada na Cúpula da Terra de Johannesburgo, em 2002. Durante o evento, os governos participantes se comprometeram a estabelecer medidas para combater a extinção de espécies.

Dentre os pontos acordados constam a redução da degradação de habitats, o controle de espécies exóticas invasoras (que ocasionam prejuízos de aproximadamente R $ 2,5 trilhões nas economias de todo o planeta) e transferência de tecnologia para países em desenvolvimento. Das 21 metas estabelecidas pela ONU em 2002, nenhuma está próxima de ser cumprida.

A Convenção sobre Diversidade Biológica foi assinada por 156 nações - atualmente foi ratificada por 192 - e estabeleceu que os países têm direito soberano sobre à variedade de vida contida em seu território, bem como o dever de conservá-la e de garantir que seu uso seja feito de forma sustentável, isto é, assegurando sua preservação.

Um dos temas mais defendidos pela CDB é a necessidade de repartição justa e equitativa dos benefícios derivados do uso dos recursos genéticos। Eles seriam divididos entre todos os países e populações cujo conhecimento foi chave para sua utilização. Como exemplo, comunidades acostumadas a usar plantas de sua região desde tempos remotos, como os índios.

Farol Comunitário

Jundiaí ganha delegacia para crimes contra animais

Setor especial passou a funcionar nesta sexta

Jundiaí conta, desde a tarde desta sexta, com um setor especial para cuidar de crimes contra animais. As denúncias devem ser feitas no 2º Distrito Policial, no Parque da Represa.

Estiveram presentes na assinatura da portaria que cria a Delegacia de Animais o delegado seccional, Djahy Tucci Junior, o delegado responsável pelo 2º Distrito, Florisval Silva Santos, o deputado federal Feliciano Filho (PV) e o vereador Leandro Palmarini (PV).

“As ocorrências relacionadas a maus-tratos serão centralizadas nesta delegacia”, explicou Tucci. “Nada impede que pessoas façam as ocorrências em outros distritos, mas tudo será encaminhado para cá.”

A decisão da escolha do 2º DP, de acordo com Tucci, deu-se em uma reunião que fez com os delegados da cidade. “Concordamos que aqui era melhor.”

“Não vamos contratar mais funcionários para a delegacia, mas a carga de trabalho vai aumentar”, comentou Florisval.

No local, as autoridades discutiram sobre os maus-tratos aos animais e sobre as penas aos criminosos.

“Levantamos a bandeira da criação da delegacia e conseguimos fazê-la surgir”, disse o vereador Palmarini.

“A delegacia deu certo em Campinas”, disse o deputado. “Somos a favor do aumento da pena para maus-tratos.” Atualmente a pena varia de 3 meses a um ano de prisão.

Bom Dia Sorocaba

Frio pode trazer doenças respiratórias aos bichos


Foto: Camilla Maia

O inverno ainda não chegou, mas as temperaturas já começaram a cair e os animais sofrem com o frio. Por isso, nesta época do ano, os donos dos bichinhos devem redobrar a atenção e agasalhá-los, para que fiquem livres de doenças.

Em geral, cães e gatos costumam ficar quietinhos e encolhidos quando sentem frio. De acordo com o veterinário Gustavo Gonçalves, é fundamental que os animais, até os mais peludos, não durmam no chão:

— Os bichinhos devem ter um colchonete e, se possível, uma manta. A friagem do solo pode provocar doenças respiratórias, como tosse e até pneumonia. Além disso, não é aconselhável tosar o animal nesta época do ano.

Ainda segundo o veterinário, os bichos que têm doenças articulares, como a artrose, sofrem ainda mais com a queda de temperatura e têm dificuldades para se levantar e se locomover. Por isso, Gonçalves afirma que os donos devem ter cuidados especiais com eles, e ainda com os filhotes e idosos.

— As roupinhas são necessárias para fazer o aquecimento. Os animais de pêlos curtos devem usá-las o dia todo e dormir bem cobertos — explicou o veterinário.

Além disso, os banhos devem ser sempre com água morna e o pêlo secado com secador de cabelo। É importante também que os cães sejam vacinados contra a gripe. Caso o bichinho comece a tossir ou espirrar, e apresente sintomas de febre, ele deve ser levado ao veterinário.
Extra Online

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A ética do cachorro

Quando eles se comportam mal ou acidentalmente machucam um companheiro de brincadeiras, logo procuram se desculpar, exatamente como faria um ser humano bem-educado

Todos que convivem com cães sabem: eles aprendem as regras da casa que os acolhe e quando quebram alguma norma expressam fisicamente o arrependimento alguns se escondem e cobrem os olhos, outros se abaixam ou arrastam-se pelo chão, num gesto geralmente gracioso o bastante para garantir o rápido perdão dos donos. Porém, poucas pessoas param para se perguntar por que esses animais têm um senso tão aguçado de certo e errado. Estudos recentes mostram que canídeos (animais da família dos cachorros, como raposas e lobos) seguem um código estrito de conduta ao brincar, ensinando aos filhotes as regras de engajamento social que permitem a manutenção de sociedades bem-sucedidas.



Os chimpanzés e os outros primatas que não o ser humano são notícia nos jornais quando os pesquisadores, usando a lógica, procuram nesses parentes mais próximos do homem traços semelhantes aos nossos – e descobrem evidências de seu senso de justiça. Nosso trabalho, entretanto, sugere que as sociedades canídeas selvagens podem ser as melhores análogas aos grupos de hominídeos primitivos: ao estudarmos cachorros, lobos e coiotes descobrimos comportamentos que nos remetem às raízes dos valores éticos humanos.
Podemos definir a moralidade como um conjunto de comportamentos inter-relacionados em deferência aos outros, que tem por finalidade desenvolver e regular as interações entre os indivíduos. Atitudes como altruísmo, tolerância, disponibilidade para o perdão e a empatia, bem como a noção de justiça, ficam evidenciadas rapidamente na forma igualitária com que os animais da família dos cachorros brincam entre si. Nessas situações, os lobos e os coiotes adultos, por exemplo, seguem um código estrito de conduta.




Fonte: UOL


Pernambucana de 74 anos vive com 75 animais de estimação no Recife

Do JC Online
Dona Tarcísia Maria tem em sua casa 60 gatos, 14 cahorros e uma pomba de asa quebrada
Dona Tarcísia Maria tem em sua casa 60 gatos, 14 cahorros e uma pomba de asa quebrada
Foto: Davi Lira JC/Online

Antes de morrer, exatamente na manhã do dia 3 de janeiro de 1889, o influente filósofo alemão Friedrich Nietzsche foi decretado louco. O atestado de insanidade teve como gota d’água um abraço. Quem testemunhou a estranha conduta de Nietzsche disse que ele caminhava pela Praça Carlo Alberto, em Turim, na Itália, quando viu um cavalo sendo brutalmente espancado pelo dono. Como se sentindo a dor do animal, o abraçou e chorou aos soluços. Os médicos encontraram uma justificativa para o gesto: Nietzsche tinha a constituição nervosa extremamente sensível e deveria ser internado com urgência.

A loucura não passa de uma máscara que esconde alguma coisa, esconde um saber fatal e demasiado certo. Nietzsche (1844-1900)

Se os médicos do filósofo alemão conhecessem a pernambucana de Surubim (a 124 km da capital) Tarcísia Maria da Conceição, 74 anos, moradora do bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, provavelmente passariam o mesmo diagnóstico. É que ela também chora quando imagina o sofrimento de um dos seus 75 animais de estimação acolhidos na imensa casa dela, desde 1991. São 60 gatos, contando com o “príncipe Benjamin”; 14 cães, contabilizando, é claro, o adorado “Bidú” e a combalida “princesa-cega”; e uma pomba de asa quebrada e pelugem colorida, batizada nessa quarta (19) pelo nome de “Natally”.

» VEJA NO VÍDEO A CASA, OS ANIMAIS E UMA MENSAGEM DE DONA TARCÍSIA:

A professora estadual aposentada formada em letras latinas na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e licenciada e com formação em Direito pela Universidade Católica conta que “o motivo maior de meu medo é a insensibilidade e a comodidade humana diante do sofrimento dos animais, que são tratados como propriedade do homem. Em um mundo com tão poucos que se preocupam verdadeiramente com o bem estar animal, eu prefiro desviar minha atenção àqueles que possuem a dor nos olhos”. É por isso que ela recebe tantos bichos e os coloca em todas as partes da casa.

Aliás, não se entra mais na casa amarela de dona Tarcísia, como é conhecida nas redondezas e na vizinhança, que não gosta muito de tamanho afeto pela vida animal, do barulho e da sujeira. É fato que o conforto do imóvel já se perdeu. Até a varanda foi dominada por mamíferos, aves, insetos (e aracnídeos). Desejáveis ou não, é com eles que ela divide o espaço apertado. Afora a companhia dos bichos, ela vive sozinha - é solteira e tem apenas um irmão idoso, com duas filhas, que não aprova o acolhimento dos animais.

Mas não é só por isso que a luta travada por ela pela proteção e recebimento dos pets seja tarefa árdua. Cansada, com uma aposentadoria que “há mais de 20 anos continua sendo nada e mal dá para comprar rações e reformar a casa”, quase não arruma tempo para cozinhar. A sua dedicação é plena e exclusiva a seus protegidos de bico e focinho. O gasto médio da comida de um gato, por exemplo, é de aproximadamente R$ 1,30 por dia, assim, considerando os 60, a soma chega a casa dos R$ 2 mil.

E foi há dois anos que o projeto criado por um grupo de universitários, veterinários e professores da UFPE, o “Adote um vira-lata”, descobriu uma dona Tarcísia atrapalhada com a quantidade crescente de companheiros em seu quintal. Desde então, a ajuda é constante. O objetivo desses defensores dos animais é “arranjar outros tutores para os cães e gatos abrigados no lar de dona Tarcísia e em outras situações de abandono” afirma a coordenadora do projeto, a veterinária Ariene Guimarães Bassoli. Porém, enquanto os protegidos da aposentada não encontram outro lar, os membros do “Adote” ajudam com o banho dos animais, vermífugos, vacina e esterilização.

A ajuda, porém, não é diária. Para o dia a dia, o esforço é redobradamente cansativo, principalmente com a limpeza. No entanto as dores sentidas por dona Tarcísia não são apenas do cansaço ou da idade. Ela padece com uma colite há alguns anos e o tratamento foi, segundo ela, "entregue às mãos de Deus". Sem dinheiro para pagar um plano de saúde, ela se aflige com a possibilidade de não poder cuidar de seus animais. Ainda assim, ela nega qualquer arrependimento e conserva a esperança de que sua missão será compensada. “Quem sabe Deus não absorve meus pecados?”, fala sorrindo.

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