quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fogos de artifício deixam animais com medo

Para quem tem bichinhos de estimação (e para eles próprios) a Copa do Mundo não é só motivo de festa. Cães, gatos e até passarinhos são extremamente sensíveis aos fogos de artifício, que com certeza serão característicos nesta época de Mundial. Por isso, é preciso ficar atento aos animais e cuidar mais deles, principalmente nos dias de jogos do Brasil.

O veterinário especialista em clínica médica e proprietário da Clínica Alles Blau, em Curitiba, Carlos Leandro Henemann, explica que o ouvido dos mamíferos é muito sensível, e por isso eles tendem a ouvir os sons mais altos e fortes do que os seres humanos. Segundo Henemann, eles não sentem dor, mas uma sensação bastante incômoda.

Porém, os donos dos bichinhos devem ficar atentos, pois barulhos muito fortes podem causar lesões. Henemann explica que é mais difícil diagnosticar problemas de audição em animais por conta de barulhos.

O que é mais comum, explicou, é aparecerem animais machucados na clínica logo depois de fogos de artifício, mas não por causa dos fogos. “Muitas vezes cães e gatos tentam fugir, correr para o nada, e até atravessam portas e vidros, o que causa as machucaduras”, informou.

Henemann também dá alguns conselhos para quem tem cães e gatos em casa. Em relação aos cães, ele explica que é possível colocar nos ouvidos deles chumaços de algodão, levá-los para algum cômodo da casa de onde se escute os estrondos com menos intensidade ou, ainda dar fitoterápicos para os animais.

Em relação aos gatos, que são animais um pouco mais intolerantes, não é muito recomendável o algodão nos ouvidos, pois eles vão se livrar deles com certeza. Porém, é possível deixar locais abertos onde eles possam se refugiar na hora do barulho.

Pássaros


Os pássaros também são bastante afetados pelo barulho dos rojões e fogos de artifício. Em cativeiro, eles podem se debater e acabar se machucando ao prender uma asa, uma patinha ou mesmo o bico na gaiola. Alguns animais chegam a morrer em função de aceleração cardíaca provocada pelo susto.

“O barulho causa um estresse muito grande aos pássaros। Por isso, não é indicado soltar fogos perto de áreas nativas”, diz o ornitólogo do Museu de História Natural do Capão da Imbuia, em Curitiba, Pedro Scherer Neto. O ornitólogo aconselha, em dias de jogos, colocá-los os pássaros presos em cômodos com melhor isolamento acústico.

Paraná-Online

Golfinhos e tubarões fogem de mancha de óleo em direção às praias da Flórida

Onda suja com petróleo chega apraia do Estado de Alabama, nos EUA. Dave Martin/AP

Golfinhos e tubarões estão aparecendo em quantidades surpreendentes em águas rasas das parias da Flórida, como animais de uma floresta fugindo de um incêndio. Peixes, caranguejos e raias congregam-se aos milhares junto a um píer do Alabama. Pássaros cobertos de óleo arrastam-se pelos manguezais a dentro, e desaparecem de vista.

Cientistas que acompanham a tragédia do vazamento do poço da British Petroleum (BP) estão assistindo a fenômenos inusitados.

Peixes e outras formas de vida marinha parecem estar fugindo do petróleo e se aglomerando em águas mais limpas junto da costa, uma tendência que pesquisadores veem como um sinal potencialmente problemático.

A presença dos animais junto à costa significa que seu hábitat está muito poluído, e a aglomeração pode resultar em grande mortandade, à medida que os peixes esgotam o oxigênio local. Os animais também se tornam presa fácil para predadores.

"Um paralelo seria: por que a vida silvestre corre para a borda de uma floresta em chamas? Haverá um monte de peixes, tubarões, tartarugas tentando escapar dessa água que eles percebem que não é adequada", disse o biólogo marinho Larry Crowder.

O derramamento de óleo, que dura quase dois meses, criou um desastre ambiental sem paralelo na história dos Estados Unidos, á medida que dezenas de milhões de litros de óleo cru se espalham pelo ecossistema do Golfo do México.

Dia após dia, cientistas a bordo de navios contam os pássaros, tartarugas e outros animais marinhos mortos, mas o total é surpreendentemente baixo, dada a extensão do desastre. A última totalização dava conta de 783 pássaros, 453 tartarugas e 41 mamíferos mortos. Em comparação com o maior desastre anterior nos EUA, o do petroleiro Exxon Valdez, esses números são mínimos. No desastre do Alasca em 1989, morreram 250.000 pássaros e 2.800 mamíferos.

Pesquisadores dizem que há muitas razões para a baixa mortalidade constatada: a natureza enorme do derramamento faz com que os cientistas só consigam localizar uma pequena parcela dos corpos. Muitos nunca serão encontrados, com o animal morto afundando no mar, sem testemunhas. E muitos pássaros estão morrendo no interior dos mangues da Louisiana, onde buscam refúgio.

"Acho que parte da razão pela qual não estamos vendo mais mortes ainda é que os impactos desta crise estão apenas começando", disse o biólogo marinho John Hocevar, ligado ao Greenpeace.

A contagem de corpos é mais que um exercício acadêmico: o total de mortes ajudará a determinar quanto a BP deve pagar em reparações।

Estadão

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Peixe-boi é resgatado de rede em rio do Amazonas


MANAUS - Um filhote de peixe-boi de aproximadamente três meses foi resgatado de uma malhadeira na Comunidade de São Francisco do Gurupá, no rio Solimoes, no município de Careiro da Várzea, a 102 quilômetros de Manaus. O animal foi trazido para Manaus nesta tarde e será encaminhado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), onde receberá tratamento.


O filhote de peixe-boi tem aproximadamente três meses. Foto: Gláucia Chair/Portal Amazônia

De acordo com informações do Sargento Souza Andrade, do Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar, o animal estava preso há oito dias em um cercado na casa do pescador que o resgatou. Um dos comunitários da região avisou o batalhão que enviou uma viatura para o local e trouxe o animal para Manaus.


O animal estava preso há oito dias em um cercado na casa de um pescador. Foto: Gláucia Chair/Portal Amazônia

O filhote de peixe-boi receberá tratamento no Inpa. Ele tem um ferimento na boca, mas aparentemente se encontra em boas condições de saúde.

O peixe-boi da Amazônia, maior mamífero de água doce, está em risco de extinção. O INPA, em Manaus, por meio do laboratório de mamíferos aquáticos, pesquisa a vida desses animais. No local, vários deles vivem em cativeiro.

Fonte: Portal Amazônia

domingo, 6 de junho de 2010

A menina que nadava com botos

Na tradição amazônica, o boto é um animal mágico, que toma a forma de um homem e enfeitiça as moças do interior। Usa sempre um chapéu para esconder o furo na cabeça (por onde o mamífero respira). Diz a lenda que as meninas encantadas pelo boto nunca se casam.

Para Marisa Granjeiro, hoje com 21 anos, a história tem um quê de verdade. Marisa mora em Novo Airão (AM), a 115 quilômetros de Manaus, onde a mãe, Marilda Medeiros, tem uma casa flutuante no Rio Negro. O lugar virou ponto turístico até para visitantes do exterior porque atrai todos os dias 16 botos cor-de-rosa (chamados no Norte de botos vermelhos), que aparecem atrás de comida e - segundo mãe e filha - de carinho também, como se fossem bichos de estimação.

"Eu tinha uns 9 anos e estava na água, brincando। Eles viviam em volta, mas não se aproximavam. Até que um dia, um deles chegou perto", lembra Marisa. "Minha mãe dizia: "Menina, sai de perto, eles encantam"." Hoje as duas costumam brincar dizendo que Marilda estava com a razão. Marisa já tem uma filha de quase 2 anos de idade e não se casou com o pai da menina.

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Foto: Mochileiros.com

Marisa diz que começou a alimentar os botos e eles passaram a frequentar os arredores da casa. Naquela época, o flutuante ficava em outro ponto do rio, onde Marilda mantinha um pequeno restaurante. "Minha mãe ficava meio brava, porque eu pegava os peixes do restaurante e alimentava os botos", conta. Para não levar broncas, Marisa recorreu a bicos. "Montei uma barraquinha onde vendia bala, doce, chiclete, churrasquinho. Tudo para comprar peixe para eles."

Hoje todos os mamíferos ganharam nomes, geralmente homenagens a conhecidos da família. Tem o boto Cauã, a fêmea Vi, um Rafinha e até um bíblico Jeremias. Marilda rendeu-se aos amigos aquáticos da filha: diz que desativou o restaurante para não jogar óleo de cozinha na água nem vende mais cerveja. "Tivemos de adaptar o flutuante a eles. A cerveja era um problema. O pessoal vinha aqui, bebia, ficava de porre e queria dar cerveja para os bichos, maltratar. Isso, não deixo", diz.

A principal atividade da comerciante hoje é receber turistas, para quem vende pedaços de peixe cru com os quais os botos são atraídos. Cada visitante paga R$ 15 por um prato com aproximadamente dez pedaços de peixe, geralmente jaraqui, muito comum e barato na região.

Em julho - época de férias escolares e alto verão na Amazônia - o fluxo de turistas é maior. "A gente costumava fazer "educação ambiental" com as crianças das escolas aqui. Trazíamos as classes, fazíamos bolo com refrigerante e a garotada aprendia um pouco mais sobre os botos vermelhos", conta Marilda.

Segundo a mãe, desde que a filha começou a ter contato mais estreito com os botos, há 13 anos, a comunidade parou de maltratar e matar os animais. "Os pescadores não gostam dos botos, os bichos comem os peixes e atrapalham a pesca. Quando não matavam, as pessoas maltratavam mesmo, à toa. Colocavam toco de madeira no buraquinho que ele tem na cabeça, davam paulada, até tiro. Usam muito boto morto como isca."

Especialista em mamíferos aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a pesquisadora Vera da Silva afirma que o uso da carne do boto cor-de-rosa como isca é algo relativamente novo. Segundo Vera, isso ocorre principalmente para a captura de uma espécie que não faz parte da alimentação dos ribeirinhos amazônicos, mas é muito apreciada no Sul e Sudeste do País: a piracatinga. "Ela é conhecida como "urubu do rio", porque gosta de carne de peixe morto. O uso do boto para a captura da piracatinga tem aumentado muito. Se não encontrarmos uma alternativa para os pescadores, ainda que seja uma isca artificial, vamos condenar os botos ao desaparecimento."

Vera conhece o flutuante de Marilda. Diz que o convívio de pessoas com os botos é positivo, mas precisa ter regras. "Para começar, não pode ser todos os dias. Tem de regular o número de pessoas, a quantidade de peixes que se dá a eles. Os animais, quando em contato seguido com seres humanos, ficam estressados, podem até machucar alguém", alerta.

Mas a maior preocupação de Marisa e Marilda atualmente é com o porto construído bem ao lado do flutuante - bancada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, a obra custou R$ 15 milhões. Em outubro, o Ministério Público Federal pediu a interdição do projeto. Alegou que a instalação do porto naquele local atrapalharia o turismo, já que Novo Airão é porta de entrada para os Parques Nacionais das Anavilhanas e do Rio Negro. Mesmo assim, a obra foi concluída.

"Tanto lugar para colocar isso e tinha de ser aqui", reclama Marilda. Pelo jeito, o flutuante vai ter de mudar de lugar novamente.
Estadão

Veja a "lagarta cobra" e outros incríveis animais disfarçados

Em uma cena do filme Jurassic Park - Parque dos Dinossauros, os personagens reclamam que durante o passeio pelo parque eles não conseguem ver nenhum dos répteis pré-históricos। Momentos depois, eles descobrem que os gigantes não podiam ser vistos, mas estavam lá o tempo todo. Pois não são apenas os animais ancestrais que sabiam se esconder bem na natureza, hoje em dia muitas espécies são capazes de fazer inveja aos melhores espiões internacionais em matéria de disfarce, capazes até de ficar, literalmente, invisíveis. Conheça alguns dos disfarces mais singulares da natureza.

Lagarta se disfarça de cobra para enganar predadores Foto: Divulgação

Lagarta se disfarça de cobra para enganar predadores
Foto: Divulgação

A lagarta que se disfarça de cobra
À primeira vista, pode parecer uma cobra, mas é apenas uma pequena lagarta com um hábil meio de se defender dos predadores. A Papilio troilus desenvolveu um par de falsos olhos amarelos e azuis para assustar outros animais. Quando se desenvolve, ela perde a camuflagem e se transforma em uma borboleta de asas negras com bolinhas claras. Há lagartas no Brasil que usam o mesmo tipo de imitação que a Papilio troilus.

Sorriso
A Theridion grallator tem apenas alguns milímetros, mas é capaz de confundir seus predadores com um belo "sorriso". "Existem diversas teorias sobre o motivo pelo qual a aranha desenvolveu os traços, um deles é que se pode confundir os predadores" afirma Geoff Oxford, um estudioso em aranhas da Universidade de York. "O predador pensa antes de decidir se quer ou não comer algo que ele não conhece ou está vendo pela primeira vez. A aranha pode ter desenvolvido as variações para escapar no momento em que o predador está decidindo se vai ou não atacar" completa Oxford. O animal vive no Havaí.

A cobra com duas cabeças
Descoberta por uma pesquisa dinamarquesa na Ásia, a Laticauda colubrina finge ter duas cabeças para enganar os predadores. Na verdade ela torce o rabo de uma forma que dá a ilusão de ser outra cabeça. Os estudiosos acreditam que esse "disfarce" seja uma evolução que protege a cobra marinha de ataques enquanto procura por suas presas. Apesar de serem extremamente venenosas, estas cobras são vulneráveis a vários predadores, incluindo tubarões e outros peixes.

"Isto (a estratégia de fingir ter duas cabeças) pode aumentar as chances de (as cobras) sobreviverem a ataques de predadores, ao expor uma parte do corpo 'menos' vital", afirmou Arne Rasmussen, que liderou a pesquisa. "Mas, mais importante, pode impedir o ataque se (os predadores) acharem que o rabo é tão venenoso quanto a cabeça da cobra", acrescentou.

O tubarão invisível
Na verdade, esse animal não se disfarça, e sim desaparece completamente. O truque do "caçador fantasma dos fiordes", como é chamado pelos cientistas, é emitir luz da parte inferior do corpo. Em certa profundidade, onde não há escuridão total, mas também não há muita luz, ele ajusta a emissão da parte inferior com a luz que vem de águas que estão acima dele. Quando a luminosidade do corpo é igual à que vem de cima, ele fica invisível para aqueles que o veem por baixo. Além disso, o animal tem a boca para baixo, o que diminui ainda mais a chance de sobrevivência da vítima.

"Clone"
Outra especialista em disfarces é a aranha Cyclosa mulmeinensis, que vive em Taiwan. O animal costuma "decorar" sua teia com detritos, partes de plantas, restos de presas ou sacos de ovos. Contudo, os cientistas ficavam intrigados com o fato dessas "decorações" terem o tamanho aproximado do animal. Após notarem que as "decorações" também reproduziam as cores da aranha, eles perceberam que elas eram na verdade réplicas. Ela pode ser o primeiro animal no mundo a criar uma réplica de si mesmo em tamanho real para escapar de ataques de predadores.

Disfarce de pedra
O lagarto Cnemaspis neangthyi imita tão bem seu ambiente que fica quase imperceptível em fendas de rochas e árvores। Descoberto em uma região inóspita do Camboja, ele foi descoberto em uma expedição da Universidade La Sierra e pela ONG Fauna & Flora International (FFI).

Terra Brasil

sábado, 5 de junho de 2010

Que presente estamos dando ao Meio Ambiente em seu dia

Parabéns Meio Ambiente…

Neste dia 5 de junho os olhos e atenção de boa parte do mundo, sobretudo da imprensa, se volta para as ações a favor do Meio Ambiente. Hoje se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Em Teresina, conhecida como a cidade verde, muitas atividades estão sendo desenvolvidas em um dos poucos lugares onde ainda se tem verde na cidade, no Parque Zoobotânico.

Lá haverá entre outras atividades: Exposição de animais empalhados; Brincadeiras, apresentação artística com contadores de histórias (adaptação para Fauna e Flora), Palhaço; Visita aos recintos dos animais, explicação sobre a vida dos animais e a preservação da natureza; Trilha ecológica.

Como sempre gosto de cobrar, esperamos que estas ações não se resumam a esta data, que os nosso ambiente seja tratado como merece, que nossos rios sejam despoluídos, que essas mesmas autoridades que hoje fazem este evento não deixem nosso Parnaíba morrer, que os nossos esgotos sejam tratados e que as águas no nosso Poti não sejam verdes de sujeira.

Que cada vez mais atividades e programas sejam criados para que um dia o Meio Ambiente tenha orgulhos dos seres que o habitam. Que possamos ser exemplo para as futuras gerações e não vergonha.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o que mesmo estamos dando de presente a ele.

As fotos abaixo mostram nossa gratidão por tudo que recebemos na natureza. Não é uma açãozinha isolada que vai apagar esse desastre que ajudamos a aumentar a cada dia.

PENSE BEM ANTES DE UMA AÇÃO QUE PREJUDICA O MEIO AMBIENTE

Clica Piauí

Os defensores da biodiversidade

Fernando Fava - O Estado de S.Paulo

As Nações Unidas definiram 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade. Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, porém, não há muito a comemorar. Apesar da meta estabelecida pela Convenção de Diversidade Biológica de cortar significativamente o ritmo da redução de biodiversidade, o relatório mais recente da ONU mostra que o planeta perdeu 30% do estoque de seres vivos existente em 1970. O documento aponta como ameaçadas de extinção 42% das espécies de anfíbios e 40% das de aves e estima em US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões o prejuízo anual com desmatamento. No Brasil, a União Internacional para Conservação da Natureza calcula que 59 espécies marinhas estão ameaçadas. A situação seria pior, não fosse a ação de dez pessoas dedicadas à conservação de espécies no mundo todo, ouvidas pelo Estado nas páginas a seguir:


George Schaller Gorilas, tigres e leopardos


Considerado o maior conservacionista da atualidade, o americano George Schaller já esteve em mais de 20 países para estudar animais. Em vários casos foi pioneiro nas pesquisas: de gorilas no Congo, de tigres na Índia, de pandas na China e de onças-pintadas no Pantanal brasileiro.

Filho de alemão e americana, Schaller nasceu em 1933, em Berlim. Aos 14 anos, mudou-se para os Estados Unidos. Estudou Biologia e Antropologia na Universidade do Alasca, onde, por conta das dificuldades econômicas da família, precisava se revezar entre os livros e o emprego na cafeteria. "Felizmente, lá você não podia se formar sem antes ter feito estudo de campo", contou, em entrevista concedida pelo telefone, de Pequim.

A primeira oportunidade de trabalho de campo foi estudar aves migratórias no Ártico. Na volta, Schaller concluiu o PhD na Universidade de Wisconsin e ganhou o mundo. Bastava surgir um convite e lá ia ele com a mulher, Kay, e dois filhos pequenos para os lugares mais remotos do planeta. "Tive muita sorte porque Kay sempre gostou de sair a campo." Ainda que isso implicasse dormir em tendas no meio do mato, em áreas habitadas por gorilas, tigres e onças selvagens.

Schaller viaja muito, mas escolheu se fixar no planalto tibetano na China. Uma de suas prioridades são projetos de proteção a guepardos no Irã. Tipicamente africana, a espécie praticamente sumiu da Ásia, para onde tinha migrado, e o Irã é um dos seus últimos redutos. "O problema é que, por causa do conflito político com os Estados Unidos, não consigo entrar no país."

Embora seu trabalho seja abrangente, Schaller tem predileção por grandes felinos. Além de tigres, onças e guepardos, estudou leões na Tanzânia e o leopardo-das-neves no Himalaia. "Os felinos são muito grandes e bonitos e, para estudá-los, você também precisa saber sobre suas presas. Acaba tendo uma visão completa do ecossistema."

Tema de um documentário da National Geographic recém-lançado nos EUA, Schaller orgulha-se de ter formado conservacionistas como a chinesa Lu Zhi e o brasileiro Peter Crawshaw Junior (veja perfis dos dois nas páginas seguintes). "Você vai embora e o mais satisfatório é ver que deixou algo para trás, um time motivado de especialistas locais", diz. "O trabalho de conservação é emocional. Você precisa colocar o coração na missão, porque tem de passar meses no meio do mato, enfrentando climas extremos."


Paul Watson Baleias

Em 1975, o ex-marinheiro canadense Paul Watson (na foto à esquerda com a atriz americana Daryl Hanna), eleito em 2000 pela revista Time um dos "heróis ambientais" do século 20 pela defesa das espécies marinhas, participava da campanha do Greenpeace contra a caça de baleias pelos soviéticos. Em alto-mar, a tática era colocar seu bote inflável Zodiac entre o baleeiro e os animais, para impedir o ataque.

No confronto, Watson viu uma baleia ser ferida por um arpão que passou pelo bote. Temeu que ela revidasse, mas diz ter enxergado compreensão nos olhos do animal moribundo, que deslizou nas águas e desapareceu. "Ela podia ter nos matado, mas de certa forma sabia que estávamos ao seu lado", diz. "Vi que a baleia fez uma escolha de não nos matar e isso fez toda a diferença na minha vida."

Em 1977, Watson rompeu com o Greenpeace, que ajudara a fundar, alegando que ele se tornara "burocrático". Criou a Sea Shepherd, ONG que faz uma espécie de guerrilha no combate a baleeiros, usando métodos como a invasão de embarcações e até colisões propositais no mar.

Watson, de 50 anos, é combativo e midiático. Em 1977, algemou-se a uma pilha de peles de focas para protestar contra a caça aos animais. Foi espancado por caçadores. Há dois anos, levou dois tiros. Escapou porque vestia um colete à prova de balas. O drama foi mostrado no Whale Wars, espécie de reality show do canal Animal Planet sobre a Sea Shepherd. "São riscos que você precisa correr."

Segundo Watson, as estratégias da ONG permitiram salvar dezenas de milhares de baleias. A última ofensiva ocorreu em abril e frustrou a campanha anual de caça às baleias do Japão. Os baleeiros, que tinham uma cota de 935 animais para abater, mataram 507. Na guerrilha marinha, em janeiro, a equipe da Sea Shepherd lançou sua superlancha contra um baleeiro. O barco da ONG naufragou. "Barcos podem ser repostos, mas as baleias não", diz Watson. O capitão da lancha Pete Bethune, está retido no Japão, aguardando o veredicto do julgamento em que é acusado de ter invadido o arpoador. Pode pegar 15 anos de prisão.

Watson se defende das acusações de uso de violência. "Se eu fosse terrorista, estaria na prisão. O fato é que nunca ferimos ninguém e eu realmente não ligo para o que as pessoas falam."

Ele diz que seu trabalho está longe de acabar, porque países como Japão, Noruega e Islândia ainda caçam baleias para consumo de carne, usando como pretexto "fins científicos". No fim deste mês, a Comissão Internacional da Baleia pode liberar a caça com uma cota máxima. "É uma organização inútil", critica Watson. "Mas é a única que temos, precisamos nos ater a isso. Leis internacionais eficazes deveriam existir, mas não há vontade política dos países para isso."

Você não tem como dividir a vida com um animal e não notar que ele tem emoções
Jane Goodall Chimpanzés


Na infância, o livro preferido da britânica Jane Goodall, maior especialista em chimpanzés no mundo, era Tarzan. "Sempre achei que faria uma Jane melhor para ele." A garota costumava provocar risos quando falava do sonho de ir para a África. "Não tínhamos dinheiro. Mas minha mãe apoiava minha paixão por animais e dizia: "Se você trabalhar duro, achará o caminho"."

A falta de recursos impediu Jane de cursar Biologia. Trabalhava como secretária em Londres em 1957, quando uma amiga de escola escreveu contando que a família se mudara para o Quênia e a convidou a ir para lá. "Trabalhei de garçonete até economizar para a passagem de navio."

No Quênia, Jane descobriu que o arqueólogo Louis Leakey estava no país para estudar fósseis humanos e o procurou. "Ele notou que eu respondia a todas as perguntas sobre animais e me levou para estudar fósseis na planície de Serengueti, Tanzânia."

Leakey decidiu que Jane faria o primeiro estudo mais profundo sobre chimpanzés do mundo, em busca de semelhanças com humanos. Ela, porém, ficaria só, porque Leakey precisava voltar ao Quênia. Jane teve de criar sua própria metodologia. "Só conseguia observá-los a grandes distâncias. Se não descobrisse nada em seis meses, sabia que seria o fim dos recursos e da pesquisa."

No quinto mês, os chimpanzés finalmente perderam o medo. E permitiram a Jane fazer descobertas, como, por exemplo, de que eles não eram vegetarianos como se pensava e se alimentavam de pequenos animais, ou então que sabiam fabricar e usar ferramentas. Ela também afirmou pela primeira vez que chimpanzés tinham emoções e personalidades diferentes e deu-lhes nomes, como Flo e Goliath. Flo, que deixou Jane até assistir aos seus partos, ficou tão conhecida que em 1972 mereceu um obituário no jornal Sunday Times.

Graças a Leakey, Jane entrou direto no doutorado em Cambridge. "Me foi dito que tudo que eu tinha feito estava errado, que não deveria falar que animais têm personalidade", conta. "Ainda bem que, na infância, tive um professor que me mostrou que isso não era verdade: meu cachorro. Você não tem como dividir a vida com um animal e não notar que ele tem emoções."

As convicções de Jane inspiraram cientistas em todo o mundo. Em 1977, ela criou, em Gombe, o Jane Goodall Institute e passou a receber pesquisadores. Nos anos 80, quando a caça clandestina e o desmatamento ameaçavam dizimar os chimpanzés, mudou a atuação de cientista para conservacionista. Hoje passa cerca de 300 dias viajando, lutando pela aprovação de leis e visitando programas de educação ambiental que criou em 120 países. "Esta é a contribuição mais duradoura. Poderia morrer tentando proteger chimpanzés, mas, se nós não tivermos as próximas gerações para serem ainda melhores nesta tarefa, então não haveria sentido, não é?"

Não temos nem carro em Londres. Preferimos investir nos tigres
Li Quan Tigres asiáticos


Em 1998, a chinesa Li Quan fez um safári na Zâmbia. "Queria desesperadamente ver um leopardo na selva. Não vi nenhum. Talvez eles soubessem que eu iria voltar de qualquer forma." No começo dos anos 2000, Li largou uma carreira promissora na indústria da moda - era executiva da Gucci - para criar um projeto milionário (e polêmico) de conservação dos tigres chineses.

Esses animais praticamente não existem mais em seu hábitat na China. Com dinheiro do marido, um investidor multimilionário, Stuart Bray, Li comprou quatro tigres mantidos em cativeiro e uma reserva de 30 mil hectares na África do Sul, onde os animais podem procriar e reaprender a caçar. Gastou US$ 6 milhões na reserva, que tem custo anual de US$ 1 milhão. Os tigres já deram cinco filhotes e alguns estão prontos para ser reintegrados em reservas chinesas em 2011.

"Quando você faz algo bom, é atacado; quando não faz nada, fica tudo bem", diz Li, sobre as críticas à relação custo-benefício do projeto. "Eu e meu marido nem temos carro em Londres, usamos transporte público, não nos importamos com luxo e casas. Preferimos investir em algo que realmente necessita, e os tigres precisam de ajuda."

Por milhares de anos, os animais nos viram como inimigos. Lá eu era um membro da família
Lu Zhi Pandas

A maior parte dos cientistas que pesquisam pandas gigantes passa meses a fio na floresta na esperança de ver um. A conservacionista chinesa Lu Zhi, de 45 anos, teve mais sorte. Em menos de uma semana de seu primeiro estudo de campo na Faculdade de Biologia da Universidade de Pequim, Lu, então com 19 anos, viu três pandas. Nos últimos 25 anos, ela se notabilizou como a maior defensora desses ursos.

Lu entrou na faculdade aos 16 anos. Na época, só um professor tinha estudo de campo, Pan Wenshi, auxiliar do conservacionista americano George Schaller em pesquisas sobre pandas. Lu juntou-se a eles num trabalho que previa a contagem dos pandas em seu hábitat, a floresta de Qinling, oeste da China. A ideia era estudar como os ursos faziam a digestão do bambu e procriavam. O grupo descobriu que, ao contrário do que se acreditava, eles não tinham problemas de procriação no seu hábitat. "Em zoológicos os machos não sabem procriar, porque vivem isolados e os filhotes não aprendem observando adultos."

Lu foi quem mais se aproximou dos pandas de Qinling. "Foi difícil, eles são tímidos, temem humanos. Eu os seguia pela floresta, tentava imitar seus chamados com a voz." Uma das fêmeas, Jiao Jiao, permitiu à pesquisadora acompanhar de perto três gestações - na última, deixou Lu entrar na sua toca. "Por milhares de anos, os animais viram humanos como inimigos. Lá eu era um membro da família."

A chinesa passou seis anos num rústico acampamento de madeireiros, sem eletricidade nos invernos rigorosos e muitas vezes sem cama. "Não tínhamos tempo para nos preocupar. À noite a única coisa em que pensava era qual seria a montanha a explorar na manhã seguinte."

Ajudada por ONGs, Lu escreveu ao governo chinês, que, em 1995, declarou Qinling reserva nacional, preservando a floresta e os pandas da ação dos madeireiros. "Mesmo que eles não derrubassem os bambus, o tronco depende da cobertura vegetal para permanecer fresco e macio. E o panda não consegue comer o bambu endurecido."


O flash da câmera fez a onça avançar. Só tive tempo de me meter entre ela e a turista
Peter Crawshaw
Onça-pintada


O maior defensor da onça-pintada do Pantanal foi caçador na adolescência. Peter Crawshaw Junior, de 58 anos (apesar do nome, esse neto de ingleses é brasileiro), aprendeu com o pai a lidar com armas e cães farejadores em Uruguaiana (RS), onde se embrenhava no mato atrás de ratões-do-banhado. Ainda guarda um quê de caçador. "A melhor fase da minha vida foi quando seguia a cavalo matilhas de cães treinados para encontrar onças no Pantanal nos anos 80." Nessa época, porém, os felinos já tinham virado seu objeto de estudo.

A ligação de Crawshaw com a pesquisa de onças vem da época de estudante de Biologia na Universidade do Vale do Rio dos Sinos. O brasileiro soube que o biólogo americano George Schaller viria ao Brasil para estudar onças no Pantanal e escreveu para ele. Os dois começaram a trabalhar juntos em 1978, usando uma técnica inédita trazida por Schaller ao País, a radiotelemetria, que consistia em colocar coleiras nos animais para rastreá-los por meio de ondas de rádio.

O uso da radiotelemetria só foi possível graças a um mateiro caçador do Pantanal, seu Manuel Dantas. Após meses de espera numa fazenda da região de Corumbá (MS), os três viram a primeira "pintada", acuada por cães em uma árvore. Tinha sido atraída pelo mateiro, com uma cabaça. "Conforme a situação, ele imitava com perfeição a fêmea para chamar um macho. Mas sabia provocar a onça macho, imitando outro que estaria invadindo o território." Schaller alvejou a onça com um dardo de sedativo. Crawshaw ajudou a tirar medidas e colocar a coleira.

O brasileiro usou essa técnica para estudar dezenas de felinos em todo o País até 1984. A essa altura, Schaller já deixara o Brasil rumo à China, para pesquisar pandas. De 1985 a 1990, Crawshaw fez mestrado e doutorado na Universidade da Flórida, sobre pintadas e jaguatiricas que estudou no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná.

Foi lá que passou seu maior apuro: teve de lutar com uma onça, escapando de lesões graves. Ele terminava de capturar uma fêmea quando um grupo de turistas chegou. "Com a onça já quase recuperada da anestesia, uma turista quis tirar uma última foto. O flash fez a onça avançar. Só tive tempo de me meter entre ela e a mulher." Crawshaw escorregou. Ao se levantar, não viu que o animal estava prestes a atacá-lo pelas costas. "Por sorte, meu pai teve a coragem de segurar a onça pelo rabo." Pai e filho se refugiaram num carro. Crawshaw teve cortes em todo o corpo e um dedo quebrado. O pai levou uma mordida na perna.

Crawshaw hoje pilota projetos de pesquisa e proteção a onças no Pantanal e na mata atlântica. Graças ao seu trabalho de conscientização, a população da espécie, que corria risco de extinção, se recuperou. Mas ainda precisa de atenção. Com o hábitat cercado por fazendas, o animal virou predador de gado. "Para defender seus bois, muitos fazendeiros ainda matam as onças."

O legal é que esse trabalho com as araras-azuis serve de exemplo para toda uma geração de biólogos
Neiva Guedes Arara-azul


Pelos cálculos da bióloga Neiva Guedes, a população de araras-azuis do País cresceu de 1,5 mil exemplares para 6,5 mil desde o fim dos anos 80. Parte desse aumento se deve ao Projeto Arara Azul, criado por ela. Quando Neiva começou a se interessar pela espécie, em 1989, praticamente não havia bibliografia disponível sobre essas aves. "Uma das primeiras coisas que descobrimos foi a cumplicidade dos casais: eles raramente se separam e dividem as tarefas de cuidar do ninho e alimentar os filhotes."

Outra descoberta da bióloga diz respeito à baixa taxa de reprodução da espécie. A maior parte dos casais procria a cada dois anos. A fêmea põe, em média, dois ovos e só um filhote costuma sobreviver. Essa característica contribuiu para colocar a arara-azul em risco, aliada à derrubada de árvores como manduvis, onde as aves fazem ninhos.

Neiva não descobriu cedo a vocação. Só resolveu prestar vestibular para Biologia quando não passou na seleção para Medicina. "Decidi depois que queria estudar algum animal no Pantanal, mas não tinha uma predileção."

Em 1989, durante um curso no Pantanal, a bióloga viu uma árvore com cerca de 30 araras-azuis e soube que as aves corriam sério risco de extinção. "Sempre digo que foi amor à primeira vista. Pensei em fazer algo para elas não desaparecerem, para que outras pessoas pudessem vê-las."

No começo, Neiva ia para o Pantanal de carona, andava a pé perguntando aos fazendeiros se tinham visto araras. Hoje a ONG tem cinco funcionários, uma sede, o Refúgio Caiman, cedido pela família Klabin, e três veículos. "O legal é que esse trabalho serve de exemplo para toda uma geração de biólogos. E o envolvimento da comunidade faz a diferença. Nunca fui só de lutar pelo lado científico."

Como sobe para respirar mais vezes, o filhote de peixe-boi é presa fácil
Vera da Silva Peixe-boi

Em 1974, quando o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) começou o Projeto Peixe-Boi, Vera da Silva já estava na instituição - era estudante de Biologia. O projeto evoluiu e deu origem à divisão de mamíferos aquáticos do Inpa, onde, além do peixe-boi, são estudados também botos e ariranhas. Com núcleos espalhados pelo Acre, Roraima e Rondônia, o centro é referência mundial na pesquisa de mamíferos de água doce.

Vera diz que uma das principais dificuldades do projeto de preservação do peixe-boi está ligada ao histórico de superexploração do animal. "O peixe-boi é uma espécie importante para a população ribeirinha da Amazônia e sempre foi uma mercadoria muito apreciada, desde a época do Brasil colônia", diz Vera. Ela conta que há relatos do padre José de Anchieta e de José Bonifácio de Andrada e Silva sobre o grande número de peixes-bois capturados na Amazônia. "Os índios já utilizavam o couro do peixe-boi para fazer zarabatanas e escudos. Mas a ameaça veio mesmo quando os portugueses descobriram que ele tinha carne saborosa, gordura abundante e couro resistente."

Vera afirma que entre 1930 e 1950 o couro teve até aplicação industrial. Foi muito utilizado na fabricação de correias de máquinas de todos os tipos. "Minha mãe tinha uma máquina de costura movimentada por uma correia de couro de peixe-boi."

A pesquisadora hoje é presidente da Associação Amigos do Peixe Boi (Ampa), criada para facilitar atividades como o resgate de animais feridos ou mantidos em cativeiro, a conscientização das populações ribeirinhas e a reintrodução no hábitat de origem dos mamíferos encaminhados às unidades do Inpa - geralmente filhotes.

"Como os filhotes têm de vir à tona mais vezes para respirar, tornam-se presas fáceis. Além disso, servem de isca para a captura das mães. Elas estão sempre ao lado dos filhotes, porque os amamentam por dois anos." Outra característica que facilita a captura é a de que, por ser herbívoro, o peixe-boi se concentra em várzeas. Lá viram alvo do homem, seu maior predador.

"Hoje as pessoas estão muito mais conscientes, sabem que a espécie é ameaçada de extinção. E os celulares tornaram tudo mais fácil. Quando recebemos um chamado, ligamos para o Ibama e pedimos o resgate na hora", diz. "Antes, quando chegávamos, animal já estava morto."

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