domingo, 6 de junho de 2010

Veja a "lagarta cobra" e outros incríveis animais disfarçados

Em uma cena do filme Jurassic Park - Parque dos Dinossauros, os personagens reclamam que durante o passeio pelo parque eles não conseguem ver nenhum dos répteis pré-históricos। Momentos depois, eles descobrem que os gigantes não podiam ser vistos, mas estavam lá o tempo todo. Pois não são apenas os animais ancestrais que sabiam se esconder bem na natureza, hoje em dia muitas espécies são capazes de fazer inveja aos melhores espiões internacionais em matéria de disfarce, capazes até de ficar, literalmente, invisíveis. Conheça alguns dos disfarces mais singulares da natureza.

Lagarta se disfarça de cobra para enganar predadores Foto: Divulgação

Lagarta se disfarça de cobra para enganar predadores
Foto: Divulgação

A lagarta que se disfarça de cobra
À primeira vista, pode parecer uma cobra, mas é apenas uma pequena lagarta com um hábil meio de se defender dos predadores. A Papilio troilus desenvolveu um par de falsos olhos amarelos e azuis para assustar outros animais. Quando se desenvolve, ela perde a camuflagem e se transforma em uma borboleta de asas negras com bolinhas claras. Há lagartas no Brasil que usam o mesmo tipo de imitação que a Papilio troilus.

Sorriso
A Theridion grallator tem apenas alguns milímetros, mas é capaz de confundir seus predadores com um belo "sorriso". "Existem diversas teorias sobre o motivo pelo qual a aranha desenvolveu os traços, um deles é que se pode confundir os predadores" afirma Geoff Oxford, um estudioso em aranhas da Universidade de York. "O predador pensa antes de decidir se quer ou não comer algo que ele não conhece ou está vendo pela primeira vez. A aranha pode ter desenvolvido as variações para escapar no momento em que o predador está decidindo se vai ou não atacar" completa Oxford. O animal vive no Havaí.

A cobra com duas cabeças
Descoberta por uma pesquisa dinamarquesa na Ásia, a Laticauda colubrina finge ter duas cabeças para enganar os predadores. Na verdade ela torce o rabo de uma forma que dá a ilusão de ser outra cabeça. Os estudiosos acreditam que esse "disfarce" seja uma evolução que protege a cobra marinha de ataques enquanto procura por suas presas. Apesar de serem extremamente venenosas, estas cobras são vulneráveis a vários predadores, incluindo tubarões e outros peixes.

"Isto (a estratégia de fingir ter duas cabeças) pode aumentar as chances de (as cobras) sobreviverem a ataques de predadores, ao expor uma parte do corpo 'menos' vital", afirmou Arne Rasmussen, que liderou a pesquisa. "Mas, mais importante, pode impedir o ataque se (os predadores) acharem que o rabo é tão venenoso quanto a cabeça da cobra", acrescentou.

O tubarão invisível
Na verdade, esse animal não se disfarça, e sim desaparece completamente. O truque do "caçador fantasma dos fiordes", como é chamado pelos cientistas, é emitir luz da parte inferior do corpo. Em certa profundidade, onde não há escuridão total, mas também não há muita luz, ele ajusta a emissão da parte inferior com a luz que vem de águas que estão acima dele. Quando a luminosidade do corpo é igual à que vem de cima, ele fica invisível para aqueles que o veem por baixo. Além disso, o animal tem a boca para baixo, o que diminui ainda mais a chance de sobrevivência da vítima.

"Clone"
Outra especialista em disfarces é a aranha Cyclosa mulmeinensis, que vive em Taiwan. O animal costuma "decorar" sua teia com detritos, partes de plantas, restos de presas ou sacos de ovos. Contudo, os cientistas ficavam intrigados com o fato dessas "decorações" terem o tamanho aproximado do animal. Após notarem que as "decorações" também reproduziam as cores da aranha, eles perceberam que elas eram na verdade réplicas. Ela pode ser o primeiro animal no mundo a criar uma réplica de si mesmo em tamanho real para escapar de ataques de predadores.

Disfarce de pedra
O lagarto Cnemaspis neangthyi imita tão bem seu ambiente que fica quase imperceptível em fendas de rochas e árvores। Descoberto em uma região inóspita do Camboja, ele foi descoberto em uma expedição da Universidade La Sierra e pela ONG Fauna & Flora International (FFI).

Terra Brasil

Nenhum comentário:

Ocorreu um erro neste gadget

Receita da semana

Vídeo da Semana

Comercial do Mês

Vamos Refletir