quinta-feira, 3 de junho de 2010

Neste sábado haverá feira de adoção de animais no centro de Criciúma

Criciúma - Neste sábado, 05 de junho, acontece mais uma Feira de adoção de animais (adultos e filhotes) promovida pela ONG SOS Vira Lata de Criciúma. A ação acontece das 9h às 17h, na Praça do Congresso. Os interessados em adotar cães ou gatos devem levar RG, CPF e comprovante de residência. Estão na condição de serem doados animais frutos de abandono ou maus tratos, que foram resgatados, tratados e cuidados por membros da SOS.

A ONG não estará recebendo, no dia da Feira, animais oriundos de abandono, sem vacina e com estado de saúde duvidosa para doar। Quem desejar pode fazer doação de ração, remédios ou potes. Devidamente registrada, a ONG agora possui conta em banco. Os interessados em colaborar com qualquer quantia podem depositar na conta 100.392-5, agência 3420-7, Banco 001 (Banco do Brasil).

Rádio Criciuma

quarta-feira, 2 de junho de 2010

As sacolas de plástico devem ser substituídas

Quando surgiram, no fim da década de 1950, as sacolas de plástico eram motivo de orgulho das redes de supermercados e símbolo de status entre as donas-de-casa.

Em meio século, passaram de símbolo da modernidade a vilãs do meio ambiente. Celebridades como a atriz Keira Knightley e Ivanka Trump desfilam hoje com sacolas de pano que trazem a inscrição "I'm not a plastic bag"(Eu não sou uma sacola de plástico),como a da foto abaixo.

Fábio Mangabeira{txtalt}
"Eu não sou uma sacola de plástico", diz a sacola de pano que é moda em Nova York
O motivo: o plástico polui - e muito। As sacolas são incapazes de se decompor em curto prazo। Trata-se, portanto, de uma decisão lógica: aboli-las dos supermercados.

As sacolas de plástico demoram pelo menos 300 anos para sumir no meio ambiente. Em todo o mundo são produzidos 500 bilhões de unidades a cada ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia ou a 1 milhão por minuto. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente - o que dá 66 sacolas por brasileiro ao mês.

No total, são 210 mil toneladas de plástico filme, a matéria-prima das sacolas, ou 10% de todo o detrito do país. Não há dúvida: é muito lixo. Algumas alternativas estão sendo adotadas. Uma delas, muito popular na Europa e nos Estados Unidos, é o uso de sacolas de pano ou sacos e caixas de papel. Em Nova York, as que levam a inscrição "Eu não sou uma sacola de plástico" viraram febre.

Em São Francisco, as sacolas de plástico foram banidas. Somente as feitas de produtos derivados do milho ou de papel reciclado podem ser usadas. Outra solução é a cobrança de uma taxa por sacola, como acontece na Irlanda desde 2002. O dinheiro é revertido em projetos ambientais.

No Brasil, a principal alternativa são as sacolas de plástico oxibiodegradáveis. Elas vêm com um aditivo químico que acelera a decomposição em contato com a terra, a luz ou a água. O prazo de degradação é até 100 vezes menor - ou seja, uma sacola leva apenas três anos para desaparecer. O governo do Paraná distribui gratuitamente essas sacolas.

Muitos supermercados de Curitiba, onde se consomem 900 milhões de sacolas por ano, aderiram à novidade por conta própria. O Pão de Açúcar vende uma sacola feita de tecido semelhante ao usado em fraldas descartáveis por R$ 3,99 a unidade.

Projetos de leis estaduais para substituir as sacolas de plástico pelas oxibiodegradáveis tramitam no Rio Grande do Sul, no Paraná e no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a Assembléia Legislativa chegou a aprovar um projeto do deputado Sebastião Almeida (PT), que tornaria obrigatório o uso dos oxibiodegradáveis.

"O ideal seria a troca, pura e simples, do material plástico por pano ou papel। Mas ao menos um composto oxibiodegradável poderia acelerar a decomposição de bilhões de toneladas que ficam no ambiente à espera da degradação", escreve Almeida em artigo na Folha de S.Paulo.

planetasustentavel

200 pássaros silvestres são soltos em Aquiraz

A ação, coordenada pela superintendência do Ibama no Ceará, fez parte das comemorações da Semana do Meio Ambiente. Em uma fazenda em Aquiraz, as aves, apreendidas pelo instituto, voltaram a voar

Os pássaros foram soltos em uma fazenda cadastrada pelo Ibama (Foto: IANA SOARES)

Depois de morarem em pequenas gaiolas e serem comercializados ilegalmente em feiras de todo o Estado, cerca de 200 pássaros silvestres puderam voltar a voar livremente, na manhã de ontem. A superintendência do Ibama/CE realizou a soltura das aves em uma fazenda de Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza. A ação faz parte da comemoração da Semana do Meio Ambiente, que segue até o próximo sábado, 5, Dia Mundial do Meio Ambiente.

O superintendente do Ibama/CE, João Juvêncio, diz que a ação é uma oportunidade de conscientizar as pessoas para que evitem a compra de animais silvestres. ``Fazemos soltura o ano inteiro. Agora, na Semana do Meio Ambiente, queremos sensibilizar as pessoas e dar um retorno, mostrar para onde vão os animais apreendidos``, afirma.

Segundo Juvêncio, os animais apreendidos pelo Ibama/CE são soltos apenas em propriedades cadastradas pelo órgão. ``É preciso que os criadores garantam a segurança dos animais para que eles não voltem a ser capturados``, diz. No Ceará, somente dez áreas estão habilitadas para receber esses bichos. Uma delas é a fazenda na qual foi feita a soltura na manhã de ontem. O superintendente lembra ainda que, antes de serem devolvidos à natureza, os animais são tratados no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). ``Como são animais vindos de comercialização irregular, perdem a capacidade física. Precisamos recompor a alimentação deles``, afirma.

O chefe de fiscalização do Ibama, Rolfran Ribeiro, diz que 138 dos quase 200 pássaros silvestres chegaram ao instituto na última semana a partir de uma apreensão da Polícia Federal, em Canindé.

Aos poucos, o canto dos passarinhos soltos começou a ecoar pela fazenda. O proprietário, Lourival Assunção Tavares comemorava a ação. ``Isso é uma festa pelo meio ambiente``. A fazenda tem viveiros onde são criados pássaros e mamíferos. Equipes de biólogos e veterinários cuidam dos animais. ``Eles chegam debilitados. Aqui são cuidados e até se reproduzem``, diz. Tudo com autorização e acompanhamento do Ibama.

Enquanto os pássaros ganhavam a liberdade, o analista ambiental do Ibama, Rômulo George Silveira, se transformou no palhaço Bem-te-vi para lembrar que todo animal comercializado ilegalmente é maltratado. A ideia era conscientizar os alunos do 1º ano da escola Telina Matos Pires, que visitavam a fazenda na manhã de ontem.


NÚMEROS

16
MIL rEAIS É O TOTAL GASTO PELO IBAMA POR MÊS PARA MANTER OS ANIMAIS NO CENTRO DE TRIAGEM DE ANIMAIS SILVESTRES (CETAS).

E-Mais

>O Ibama recebe, todos os meses, cerca de 400 animais silvestres. A maioria & aproximadamente 300 & chega ao órgão através de apreensões.

>Até maio, 2.090 animais chegaram ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama. 87% eram aves.

>O chefe de fiscalização do Ibama/CE, Rolfran Ribeiro, informou, durante a ação de soltura das aves, que 15 macacos-prego foram soltos, também na manhã de ontem, na região da Ibiapaba.

>Além disso, segundo ele, nas próximas semanas devem ser soltos três gatos
do mato, duas onças pardas e uma cobra coral em área isolada do Estado ainda não escolhida.

>O Ibama gasta R$ 16 mil mensalmente para manter os animais no Cetas. No Dia Mundial do Meio Ambiente (sábado, 5), o Ibama realizará a queima de redes caçoeiras.

> Denúncias sobre a posse e o tráfico de animais silvestres pelo telefone: (85) 3272 1600.
O Povo

Organização ambiental lança projeto para preservar peixe-boi na Amazônia

A Associação Amigos do Peixe-Boi (Ampa) lança na noite desta quarta-feira, 2, o projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia: Conservação e Pesquisa. A finalidade é ampliar os estudos científicos para preservar, segundo a organização, as cinco espécies da Amazônia mais ameaçadas de extinção (peixe-boi, lontra neotropical, ariranha, boto-cinza e boto-vermelho).
Divulgação
Divulgação
Peixe-boi (foto) e boto-rosa são os mais ameaçados

Segundo o ecólogo e diretor da Ampa, Jone César Silva, esses animais são alvo de caça direta e indireta, como é o caso do peixe-boi, que tem a carne bastante apreciada na região amazônica. Muitos chegam ao centro machucados ou órfãos, pois tiveram os pais caçados. O caso do boto-vermelho, mais conhecido como boto-rosa, é diferente: a carne dele não é consumida, mas serve como isca de pesca.

"Estamos nos concentrando em pesquisas de habitat e num acompanhamento intensivo para saber se [as populações de boto] estão diminuindo ou aumentando. Procuramos deixá-los em lugares onde não existam histórico de caça ou de pesca" diz Jones.

De acordo com o ecólogo, 10% da população de botos está sendo morta a cada ano, por caça predatória. Jones destaca que o peixe-boi e o boto-rosa são os mais ameaçados. Ele disse que o projeto tem parcerias com outros órgãos de fiscalização e combate à caça e pesca dos animais, como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), porém, o objetivo é a preservação por meio da educação ambiental.

"Pretendemos montar uma rede de estudos e incentivo à preservação desses animais, que vêm sendo ameaçados há muito tempo, e consequentemente pretendemos [alcançar] a preservação de outros animais indiretamente", destacou।

Estadão

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sacolas plásticas X meio ambiente

As sacolas plásticas ou saquinhos de supermercado são uma "praga" moderna que deve ser aos poucos abandonada por todos nós. Saiba mais sobre seus malefícios e como eliminá-la de sua vida.

A maioria das invenções estão diretamente relacionadas com nosso conforto e praticidade, porém muitas delas são colocadas no mercado sem nenhuma pesquisa mais profunda de seu impacto, principalmente ambiental. A regra é o lucro imediato. Este é o caso das sacolas plásticas ou "saquinhos de supermercado". Que nos últimos tempos ela virou uma "praga" ninguém pode negar. Uma praga digo no sentido de que qualquer coisa que compramos, até mesmo uma cartela com 4 comprimidos, é embalada nela.

Origem

Sua invenção data de 1862 e foi uma revolução para o comércio por sua praticidade e por ser barata. Apesar de antiga a invenção veio explodir no Brasil a partir da década de 80, contribuindo para a filosofia do "tudo descartável". Mas agora sabemos (e os Europeus já sabem há um bom tempo) que elas são um dos grandes vilões do meio ambiente e apenas agora nos demos conta disto, bem como várias outras coisas que antes utilizávamos sem nenhum peso na consciência.

Motivos de sobra para abandoná-la

Mas porque ele é assim tão prejudicial para o meio ambiente? Bem, em primeiro lugar o saquinho plástico é um derivado do petróleo, substância não renovável, feita de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD) e sua degradação no ambiente pode levar séculos, ou seja, seu tataraneto pode no futuro se deparar com o saquinho que você jogou fora hoje. No Brasil aproximadamente 9,7% de todo o lixo é composto por saquinhos plásticos, além disso a produção do plástico é ambientalmente nociva. Para produzir uma toneada de plástico são necessários 1.140 kw/hora (esta energia daria para manter aproximadamente 7600 residências iluminadas com lâmpadas econômicas por 1 hora), sem contar a água utilizada no processo e os degetos resultantes.

Há um outro grande problema: a poluição dos mares por este tipo de lixo. Saquinhos plásticos no mar são confundidos por peixes e, principalmente, pelas tartarugas marinhas como águas vivas, um de seus alimentos. Assim ao ingerir o saquinhos as tartarugas morrem por obstrução do aparelho digestivo. Se você tiver oportunidade de um dia visitar o Projeto Tamar, verá que lá estão expostos vários cadáveres de tartarugas que morreram desta forma.

Os saquinhos também são uma das causas do entupimento da passagem de água em bueiros e córregos, contribuindo para as inundações e retenção de mais lixo. Quando incinerado libera toxinas perigosas para a saúde.

O que fazer então?

A grande idéia é aos poucos substituirmos as sacolas plásticas descartáveis, ou por sacolas realmente biodegradáveis (pesquisas estão sendo feitas no Brasil para a produção de plásticos a partir da cana de açúcar e milho) ou por sacolas não descartáveis. Lembra daquelas antigas sacolas de feira? Isto mesmo, elas aos poucos estão voltando e com força total. Nós aqui do Ser Melhor já temos a nossa!

Seguem algumas dicas de como começar a diminuir o uso das sacolas descartáveis:

  • Comece a levar uma sacola própria para fazer as compras, seja no supermercado, na venda, quitanda ou feira. Não importa que nela não caibam todas as suas compras, pelo menos uma parte delas vai para a sua casa sem utilizar o saquinhos;
  • As famosas "sacolas de feira" são uma grande dica, seja ela de plástico resistente, seja de pano;
  • Se a quantidade de compras seja muito grande, peça no supermercado caixas de papelão para transportar as compras. Algumas redes de supermercados já oferecem esta opção;
  • Caso seu supermercado utilize sacolas biodegradáveis, de preferência para estas;
  • Cuidado com as sacolas Oxibiodegradáveis. Apesar delas se "desfazerem" no ambiente, diferentemente de uma sacola biodegradável, que é consumida por microorganismos, a sacolas Oxidegradáveis se utilizam de componentes químicos nocivos para decompô-la, continuando a poluir o ambiente, apenas não serão visíveis aos nossos olhos (para mais detalhes consulte http://www.ambiente.sp.gov.br/artigos/270707_engodo_plastificado.htm);
  • De preferência pelos sacos de papel;
  • Verifique as datas de validade dos produtos. Você poderá estar levando um produto que irá para o lixo. Além do desperdício de dinheiro você terá utilizado um ou vários saquinhos a toa;
  • Repense suas compras. Será que tudo que você está comprando será utilizado ou boa parte irá estragar e ir para o lixo? Você precisa mesmo do que está comprando ou foi a propaganda que lhe disse para comprar? Quanto menos compras, menos saquinhos serão utilizados.

Movimentações em torno do tema

Na Europa os costumes já começam a mudar. Na Alemanha se você não levar sua própria sacola ao supermercado tem que pagar um preço salgado por cada saquinho que utiliza, além de outras medidas adotadas pelo governo. A Irlanda segue o mesmo caminho e na Inglaterra redes de supermercados já oferecem saquinhos totalmente biodegradáveis.

No estado de São Paulo, o governo e entidades já estão se movimentando para reduzir o número de sacolas plásticas, incentivando com campanhas de esclarecimento a população, visando utilizar suas próprias sacolas para fazer as compras.

Mas sei que é difícil desvenciliar-se de um costume, de algo tão prático quanto as sacolinhas plásticas, porém temos que começar algum dia। Que tal hoje!?

sermelhor

Alimentação é 'fonte da juventude' para os cachorros

Como os humanos, os cachorros sofrem os efeitos da idade. Os sintomas incluem a perda de memória e da capacidade de aprendizagem. Mas, como na medicina, a veterinária tem buscado soluções para retardar o envelhecimento dos animais. Um estudo canadense publicado no British Journal of Nutrition sugere que a alimentação pode ser fundamental nesse processo।


De acordo com os especialistas, os cachorros com mais de sete anos sofrem com a redução na atividade cerebral, já que as células do cérebro perdem a habilidade de usar a energia da glicose de maneira tão eficiente como faziam quando eles eram mais novos. Essa redução afeta diretamente as atividades diárias do cão, provocando pequenas mudanças no comportamento do animal, como a falta de atenção e a lentidão para realizar tarefas.

A novidade trazida pelos cientistas da Universidade de Toronto é que uma alimentação anti-idadem, baseada em óleos vegetais, como o de coco, pode retardar o envelhecimento, melhorar a memória do animal e aumentar sua capacidade de aprendizagem. A dieta das gorduras especiais - conhecidas como triglicerídeos de cadeia média (TCM) - permite que elas sejam facilmente convertidas em energia que, absorvidas pelo cérebro, fornecem combustíveis que ajudam no funcionamento das atividades cerebrais.

Para ajudar seu cão a envelhecer com saúde, os veterinários aconselham a buscar entre as rações disponíveis no mercado aquelas que contenham alimentos com suplementos TCM. Mas alertam que só isso não basta.

"O primeiro passo para combater o envelhecimento é aceitar que o animal está ficando velho. Os donos geralmente vivem negando isso. Eles sabem que o cachorro já está apresentando sinais de envelhecimento mas insistem em ignorá-los", afirmou ao jornal britânico The Telegraph o veterinário Barton Stephen। "Uma dieta correta para um labrador de sete anos – que na contagem humana já estaria próximo dos 50 anos – pode ajudar a mantê-lo jovem por mais tempo", finaliza.

veja.com

Esquilos mostram um lado mais doce ao adotar órfãos

Normalmente, os esquilos são animais insociais, que brigam por comida e território. Mas quando sentem que algum filhote órfão é um familiar próximo, adotam-no

Os esquilos que normalmente a população do hemisfério norte vê brigando por causa de comida podem não parecer altruístas. Mas um estudo da Universidade de Guelph, no Canadá, descobriu que esses bichinhos adotam seus parentes órfãos. A pesquisa do professor Andrew McAdam, junto com outros pesquisadores da Universidade de Alberta e McGill, revelou que os esquilos vermelhos adotam filhotes que perderam suas mães. É uma descoberta importante porque, embora tais adoções sejam típicas entre espécies que vivem em grupos familiar, são muito raras entre os animais antissociais, como os esquilos.

Os esquilos vermelhos adotam filhotes órfãos de familiares próximos

"Animais sociais, incluindo leões e chimpanzés, estão sempre cercados por familiares, então não é surpreendente que uma fêmea adote um membro órfão da família, já que passaram muito tempo juntos", disse McAdam, biólogo। Segundo ele, os esquilos vermelhos vivem completamente isolados e são muito territoriais. "A única vez eles permitem outro esquilo em seu território é um dia por ano, quando as fêmeas estão prontas para acasalar, ou quando estão amamentando seus filhotes", diz.

O estudo, publicado na Nature Communications, também constatou que os esquilos têm limites para o altruismo. Eles adotam somente os órfãos da mesma família, e mesmo assim é raro de acontecer. Durante duas décadas, a equipe de pesquisadores registrou apenas cinco casos de adoção. "São cinco casos de milhares de filhotes que nasceram desde o início do projeto", disse McAdam.

Um dos pesquisadores identificou 34 casos de possível adoção em 20 anos. A adoção só é possível quando a mãe morre e a mãe adotiva está amamentando. O grau de relacionamento, para os esquilos, desempenha um papel importantíssimo na decisão de adoção. Nos cinco casos de adoção analisadas pelos pesquisadores, os filhotes eram sobrinhos, irmãos ou netos da mãe adotiva.

"De uma perspectiva evolucionária, a adoção levanta a questão dos motivos que levam um animal a adotar, uma vez que põe em risco a sobrevivência de seus próprios filhos", disse McAdam. "Sob as condições corretas, um animal pode propagar mais cópias de seus genes, ajudando a aumentar a sua prole, do que cuidando de sua própria prole. Assim, em alguns casos, pode ser uma boa adotar e aceitar esses custos."

Os pesquisadores descobriram que os esquilos só adotam um filhote órfão quando os custos são baixos, ou se os órfãos carregam uma grande porcentagem dos mesmos genes – quando são irmãos, sobrinhos ou netos, em vez de parentes mais distantes. Também notável aos cientistas, é o fato de os esquilos serem capazes de avaliar quais filhotes são seu familiares.

Como esses animais raramente interagem, eles aprendem quais dos seus vizinhos são parentes por um único sinal। Se eles não conseguem ouvir o chamado de um parente próximo durante alguns dias, podem investigar o território. "Nós suspeitamos que, se encontrarem filhotes no território, os esquilos lembram que esse vizinho era um parente e levam os filhotes para seu ninho. Isso seria um comportamento bastante inteligente para um esquilo", diz McAdam.

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