terça-feira, 1 de junho de 2010

Esquilos mostram um lado mais doce ao adotar órfãos

Normalmente, os esquilos são animais insociais, que brigam por comida e território. Mas quando sentem que algum filhote órfão é um familiar próximo, adotam-no

Os esquilos que normalmente a população do hemisfério norte vê brigando por causa de comida podem não parecer altruístas. Mas um estudo da Universidade de Guelph, no Canadá, descobriu que esses bichinhos adotam seus parentes órfãos. A pesquisa do professor Andrew McAdam, junto com outros pesquisadores da Universidade de Alberta e McGill, revelou que os esquilos vermelhos adotam filhotes que perderam suas mães. É uma descoberta importante porque, embora tais adoções sejam típicas entre espécies que vivem em grupos familiar, são muito raras entre os animais antissociais, como os esquilos.

Os esquilos vermelhos adotam filhotes órfãos de familiares próximos

"Animais sociais, incluindo leões e chimpanzés, estão sempre cercados por familiares, então não é surpreendente que uma fêmea adote um membro órfão da família, já que passaram muito tempo juntos", disse McAdam, biólogo। Segundo ele, os esquilos vermelhos vivem completamente isolados e são muito territoriais. "A única vez eles permitem outro esquilo em seu território é um dia por ano, quando as fêmeas estão prontas para acasalar, ou quando estão amamentando seus filhotes", diz.

O estudo, publicado na Nature Communications, também constatou que os esquilos têm limites para o altruismo. Eles adotam somente os órfãos da mesma família, e mesmo assim é raro de acontecer. Durante duas décadas, a equipe de pesquisadores registrou apenas cinco casos de adoção. "São cinco casos de milhares de filhotes que nasceram desde o início do projeto", disse McAdam.

Um dos pesquisadores identificou 34 casos de possível adoção em 20 anos. A adoção só é possível quando a mãe morre e a mãe adotiva está amamentando. O grau de relacionamento, para os esquilos, desempenha um papel importantíssimo na decisão de adoção. Nos cinco casos de adoção analisadas pelos pesquisadores, os filhotes eram sobrinhos, irmãos ou netos da mãe adotiva.

"De uma perspectiva evolucionária, a adoção levanta a questão dos motivos que levam um animal a adotar, uma vez que põe em risco a sobrevivência de seus próprios filhos", disse McAdam. "Sob as condições corretas, um animal pode propagar mais cópias de seus genes, ajudando a aumentar a sua prole, do que cuidando de sua própria prole. Assim, em alguns casos, pode ser uma boa adotar e aceitar esses custos."

Os pesquisadores descobriram que os esquilos só adotam um filhote órfão quando os custos são baixos, ou se os órfãos carregam uma grande porcentagem dos mesmos genes – quando são irmãos, sobrinhos ou netos, em vez de parentes mais distantes. Também notável aos cientistas, é o fato de os esquilos serem capazes de avaliar quais filhotes são seu familiares.

Como esses animais raramente interagem, eles aprendem quais dos seus vizinhos são parentes por um único sinal। Se eles não conseguem ouvir o chamado de um parente próximo durante alguns dias, podem investigar o território. "Nós suspeitamos que, se encontrarem filhotes no território, os esquilos lembram que esse vizinho era um parente e levam os filhotes para seu ninho. Isso seria um comportamento bastante inteligente para um esquilo", diz McAdam.

Revista Época

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