sexta-feira, 16 de abril de 2010

Cinzas de vulcão em erupção ameaçam vida animal

Formada por pó, gás, vapor de água, silicone e enxofre, a cinza do vulcão Eyjafjallajökull, que entrou em erupção na Islândia, pode ser nociva a animais.

Essa mistura de substâncias foi lançada com tamanha força pelo vulcão que atingiu até 10 quilômetros de altura.

Ulrich Schreiber, vulcanólogo da Universidade de Duisburg-Essen, na Alemanha, acrescenta que a situação da Islândia é especial, pois o vulcão encontra-se em área coberta por neve e gelo. Segundo ele, a água gerada pelo derretimento aumentou enormemente a potência da erupção.

“As forças eruptivas envolvidas são enormes. Água em contato com temperaturas elevadas e sob pressão gera, justamente, explosões. Além disso, temos um enorme transporte de material livre, micropartículas, para a atmosfera”, explicou Schreiber.

Segundo o vulcanólogo, há possíveis riscos para a fauna da região. “A cinza por si só não seria grave, mas sim os elementos contidos nos gases, como flúor e enxofre, que são muito prejudiciais à saúde dos animais”, explica.

O material tóxico se deposita sobre o pasto, sendo ingerido juntamente com o capim. “Já houve, na história da Islândia, frequentes mortes de gado em consequência de teores altos de enxofre”, lembra Schreiber.

Fonte: Tudo Global

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Esquilo raro sobrevive a queda e é adotado

Um filhote de esquilo vermelho foi resgatado depois que seu ninho foi varrido pelo vento. Agora ele é amamentado e vive dentro de um chapéu. Os esquilos vermelhos são uma espécie considerada em extinção.

Charles, o esquilo vermelho resgatado, bebe seu leitinho na seringa (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Um pedestre conseguiu ver o animal caído debaixo de uma árvore. Isso foi a salvação de Charles, um filhote de esquilo vermelho. Encaminhado para o Penrith and District Red Squirrel Group, grupo que ajuda a preservar essa espécie ameaçada, Charles agora tem uma mãe adotiva. Sarah McNeil vai cuidar dele até que possa voltar para a vida selvagem.

Charles recebeu esse nome em homenagem ao Príncipe Charles, que também é um conservacionista dos esquilos vermelhos. O jardim do castelo de Balmoral, na Escócia, é um santuário para esses bichinhos.

Agora ele mora em uma gaiola de 1,2 metro por 91 centímetros no apartamento de Sarah. Para que ele se sinta em casa, a gaiola está cheia de musgo, raminhos, folhas e fiapos. O “ninho” é dentro de um chapéu de feltro que simula o calor da mamãe esquilo.

Sarah McNeil segura seu filho adotivo, Charles, dentro do ninho em um chapéu (Foto: Reprodução/Daily Mail)

Os esquilos vermelhos estão em extinção. Desde a década de 40 há um declínio muito grande no número de esquilos. Os motivos para esse declínio não foram completamente descobertos. Acredita-se que a chegada e crescimento dos esquilos cinza e de tipos de gripe de esquilo sejam as principais razões. A mãe adotiva, Sarah McNeil explica: “os cinza são mais agressivos e são portadores imunes da gripe de esquilos, doença que pode matar os vermelhos com facilidade.

Fonte: Vírgula

Austrália: cientistas usam reflexo condicionado para tentar salvar marsupiais

SYDNEY — Cientistas australianos anunciaram nesta quarta-feira ter conseguido ensinar os marsupiais, ameaçados de extinção, a evitar a ingestão dos venenosos sapos-cururu, uma medida que, acreditam, ajudará outras espécies ameaçadas a sobreviver।

Ecologistas da Universidade de Sydney revelaram ter conseguido treinar o gato-marsupial (Dasyurus hallucatus) a suprimir seus instintos e se recusar a comer os anfíbios invasores, que viraram praga em várias partes do país.

A ingestão desta espécie de sapo é fatal para os marsupiais. Mas os cientistas conseguiram condicioná-los a evitar se alimentarem destes animais na natureza, disponibilizando para eles sapos pequenos salpicados com um produto químico enjoativo.

A Austrália sofre com a praga de milhões de sapos-cururu, dotados de uma bolsa de veneno em suas cabeças, tóxicas o suficiente para matar cobras e crocodilos, e foram introduzidos nos anos 1930 para controlar a população de besouros.

"Ocorreu-me que se nós pudéssemos ensinar os gatos-marsupiais a associar o mal-estar aos sapos-cururu, poderíamos encontrar uma forma de preservá-los", disse o cientista Jonathan Webb.

Os resultados, publicados no Jornal de Ecologia Aplicada da British Ecological Society, demonstraram que os gatos-marsupiais jovens submetidos ao 'tratamento' de aversão pelo paladar eram mais propensos a associar o sapo-cururu à sensação desagradável e, assim, evitá-lo.

Os animais foram marcados antes de serem soltos na natureza e os pesquisadores descobriram que os gatos-marsupiais condicionados sobreviveram até cinco vezes mais que os outros.

"Nossos resultados demonstram que este tipo de abordagem funciona", disse Webb.

"Se você consegue ensinar ao predador que os sapos-cururu o fazem sentir-se doente, então o predador os deixará em paz em seguida. Como resultado, animais como os gatos-marsupiais podem sobreviver na natureza mesmo em uma área infestada por estes anfíbios", acrescentou.

O gato-marsupial enfrenta a ameaça de extinção em muitas partes do país, enquanto os sapos-cururu se espalham em alguns de seus poucos hábitats remanescentes.

Segundo os cientistas, o próximo desafio será aumentar a escala de seu trabalho para que faça a diferença em populações selvagens de outras espécies que se alimentam de sapo-cururu, como as iguanas e os lagartos de língua azul.

"Primeiro, temos que checar se a aversão que criamos aos sapos-cururu é duradoura", explicou o professor Rick Shine.

"Se for o caso, o próximo passo será refinar nossos métodos de entrega, por exemplo, talvez agências de proteção da vida selvagem pudessem distribuir por via aérea 'iscas anfíbias' antes da invasão de sapos-cururu para educar os marsupiais a evitar atacá-los", concluiu।

Fonte: AFP

Associação Voz Animal realiza evento beneficente

No próximo sábado, 17, a AVA, Associação Voz Animal, realiza um jantar beneficente no restaurante do Servidor Público, no Centro Político Administrativo de Cuiabá. Será uma noite de massas, com renda revertida para a manutenção do abrigo da entidade. Hoje, cerca de 80 cães e 25 gatos vivem no local. “Todos estão a espera de um lar adotivo. Mas enquanto não encontramos novos donos, precisamos custear as despesas com alimentação, castração, vacinas e remédios ”, explica Maria das Dores Gonçalves Silva, presidente da entidade.

O abrigo recebe animais perdidos, abandonados ou vítimas de maus tratos. No entanto, o local está superlotado. “Atualmente, não temos condições de receber mais nenhum animal. Precisamos tanto de apoio financeiro quanto de voluntários que queiram nos ajudar no cotidiano da associação. O evento também será uma oportunidade de mostrar nosso trabalho e encontrar mais pessoas dispostas a participar”, conta Brenda Suli, segunda-tesoureira da AVA.

Quem quiser adotar um bichinho também pode conseguir mais informações durante a festa e agendar uma visita ao abrigo. “Os animais são extremamente dóceis e recebem a todos com o maior carinho. É difícil não se apaixonar. Além disso, damos toda a orientação para os novos donos”, adianta Mônica Buzelle, vice-presidente da AVA. A entidade trabalha com o conceito de posse responsável e os animais só são liberados para adoção depois que houver a certeza de que o animal terá condições adequadas. Inclusive, os voluntários fazem visitas periódicas aos novos lares para conferir a adaptação entre o animal e a família. Para quem não pode ter um animal em casa, há o apadrinhamento. Nesse caso, a pessoa contribui com R$ 35 e escolhe um animal para ser seu “afilhado”.

O jantar da AVA terá ainda música ao vivo e sorteio de brindes. O cardápio será de massas variadas e o ingresso custa R$ 15.

Mais informações pelo e-mail vozanimal.mt@gmail.com ou pelo tel. 9992 7677।

Fonte: Circuito Mato Grosso

Luisa Mell faz campanha pela adoção de animais rejeitados

Do EGO, no Rio

Divulgação /Divulgação

Luisa Mell faz campanha pela adoção de cães deficientes

Você sabia que até mesmo os animais são vítimas de preconceito? E este é um problema mais sério do que pode parecer. Por conta disso, a atriz Luisa Mell encabeça uma campanha para adoção de animais idosos, deficientes e de pelagem preta, que muitos acreditam "dar azar". E promove a feira "Adoção sem preconceito", que facilitará o processo.

O evento, que também conta com o apoio da atriz Thayla Ayala, dará oportunidade de adoção a animais que estão condenados a passar o resto dos seus dias presos, por conta de suas deficiências, idade ou cor. "Queremos atrair adotantes que querem e podem fazer a diferença na vida de um cães idosos, deficientes ou de pelagem preta, que na maioria das vezes são preteridos na hora da adoção. Os bonitos, fofos, engraçadinhos e tricolores costumam ser os preferidos", explica a atriz.


Durante a feira - que acontece no próximo dia 24, no Centro de Zoonoses (CCZ) de São Paulo - haverá um desfile dos animais, para as pessoas poderem ver de perto o cão que desejam adotar. O CCZ de São Paulo fica na Rua Santa Eulália, 86, Santana, e o evento acontece das 10h às 16h.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ética e Experimentação Animal


O uso de animais não-humanos em pesquisa biomédica será o tema da próxima reunião do Grupo de Estudos de Direitos Animais da Unicamp (Campinas/SP).

Data: 17 de abril de 2010.
Horário: 15h.
Local: Teatro de arena da Praça da Paz, Unicamp, Campinas-SP. Em caso de chuva, o estudo será realizado no vão do Prédio Ciclo Básico II. Consulte o mapa.
Foto: glanimal
Após a reunião haverá uma confraternização com piquenique vegano.

Mais informações: gdaunicamp@gmail.com
Fonte: Infosentiens

No Rio Grande do Sul, Justiça manda vizinho pagar R$ 20 mil por morte de cão

Fonte: O Globo

PORTO ALEGRE - A Justiça de Porto Alegre condenou um homem a pagar R$ 20 mil de indenização a uma família pela morte de um cão labrador. O homem era vizinho da casa e degolou o animal. Ainda cabe recurso à sentença assinada pelo juiz Régis de Oliveira Montenegro Barbosa, da 18ª Vara Cível de Porto Alegre, em primeira instância.

O cão Elvis tinha 10 anos quando foi encontrado morto em frente à fazenda da família, em Sentinela do Sul, em novembro de 2007. Quem avisou foi o próprio réu: o agropecuarista Santiago Brasil da Veiga, que telefonou para o capataz da propriedade do advogado Alfredo de Mello Gomes da Rocha e contou que havia sacrificado o animal. Tudo porque, segundo ele, Elvis havia matado 12 ovelhas e ferido outras seis de seu rebanho, em um único ataque, horas antes.

O agropecuarista chegou a entrar com um processo na Justiça contra a família do dono do labrador, exigindo indenização pela morte das ovelhas, mas o caso foi julgado improcedente, por falta de provas. Os donos garantem que, além de manso e acostumado a brincar com as crianças, Elvis era idoso e sequer teria energia suficiente para atacar um rebanho.

Um dos agravantes considerados pelo magistrado foi o fato de o autor também ter degolado a cadela de outra vizinha, que tinha menos de 20 centímetros de altura e se chamava Pituxa, no mesmo dia. Em sua sentença, o juiz salientou que a medida tem um cunho pedagógico, "de modo que, ao mesmo tempo que pune o agressor, visa a impeli-lo de praticar a conduta de forma reiterada". Ao questionar a prática, o juiz salienta que, "mesmo que o animal tivesse, de fato, atacado os ovinos, tal atitude proveniente de um ser irracional, que age de forma instintiva, não justificaria a atrocidade perpetrada pelo demandado, detentor de racionalidade."

A família pretende doar o valor da indenização a uma organização que cuide de animais abandonados.

- A gente não queria o valor, queríamos a condenação e o reconhecimento do crime, para que este fato não ficasse em vão. Acreditamos que o juiz ficou sensibilizado pela crueldade - disse o também advogado Marcelo Hugo da Rocha, filho de Alfredo e um dos donos de Elvis.

O advogado de defesa, Eduardo Telechea, afirma que irá recorrer.

- No campo, é comum a prática de sacrificar animais que tiveram contato com sangue, porque depois não se consegue contê-los. A degola não foi por crueldade - afirmou Telechea.

Para a diretora do Movimento Gaúcho de Defesa Animal, Maria Luiza Nunes, a decisão é um marco, pelo alto valor da indenização, e merece ser comemorada:

- Nunca vi um valor tão alto envolvendo animais. Isso mostra que a consciência vem crescendo, para acabar com essa violência - elogiou.

Entenda o caso

- Novembro de 2007: no dia 15, depois de 12 ovelhas aparecerem mortas em sua propriedade, o agropecuarista Santiago Brasil da Veiga apanha o labrador e o degola com uma faca

- Março de 2008: o dono das ovelhas entra com um processo na Justiça de Tapes contra a família do dono do labrador, pedindo indenização. Ele exigia uma reparação equivalente a 495 ovelhas

- Setembro de 2008: a ação é julgada improcedente

- Setembro de 2009: a família do dono do labrador entra com processo pedindo indenização por danos morais pela morte do cão.

- Março de 2010: no dia 31, a Justiça condena o agropecuarista a pagar R$ 20 mil de indenização

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