terça-feira, 4 de maio de 2010

Como é feita a limpeza dos animais sujos de óleo?


Sempre que há um desastre com plataformas de petróleo e petroleiros, os animais são os que mais sofrem, banhados por uma gosma escura nas praias e no mar. No entanto, pesquisadores alertam para que as pessoas não recolham esses animais, pois o óleo pode causar problemas para a saúde. O ideal é encaminhar a centros de reabilitação de vida selvagem, onde existe pessoal especializado para limpar os animais de uma maneira adequada. Veja as imagens de como está a situação no Golfo do México.

Tubarão é encontrado morto na região do Golfo do México. Ainda não se sabe se os animais estão morrendo por causa do vazamento

O governo americano montou dois destes centros para lidar com as vítimas do vazamento no Golfo do México, em Venice, na Louisiana e Mobile, no Alabama, e estabeleceu uma central telefônica para quem encontrar animais afetados pelo derramamento.

Feito em contato, os pesquisadores seguem para recolher os animais afetados, vivos e mortos, e os examinam. Os que sobreviveram são aquecidos, alimentados, hidratados e permanecem em repouso por cerca de 48 horas. Depois, são lavados com uma mistura de agente de limpeza diluído e quente e, suavemente, com água.

Após o banho, os animais são colocados em alojamentos adequados। Dependendo da condição, o retorno para a natureza pode levar de três dias até meses. Antes de serem soltos em um habitat limpo, eles recebem outro exame e, em alguns casos, são marcados e monitorados. No caso de pequenos organismos marinhos como moluscos e peixes, as equipes de resgate tentam manter o óleo longe com barreiras na água.

Grande Prêmio

Polícia busca suspeito de envenenar e matar 25 cães em SP

A polícia procura o suspeito de ter matado por envenenamento ao menos 25 animais no último mês em Sales Oliveira, município localizado a 362 km de São Paulo. Apesar de a maioria das vítimas serem cães de rua, alguns animais tinham donos e morreram dentro das casas. O veneno utilizado nos crimes ainda é desconhecido. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O delegado Luiz Carlos Oliveira, que investiga o caso, suspeita que o "serial killer" possa ser o mesmo autor de uma série de crimes semelhantes em 2007। Na época, cerca de 50 cães foram mortos e outros cem foram intoxicados por um veneno conhecido como "chumbinho", utilizado normalmente para exterminar ratos. A empresa que vende o produto chegou a ser investigada, mas a polícia não conseguiu identificar o autor das mortes. Ativistas em defesa dos animais pressionam a prefeitura para a construção de um canil municipal para evitar novas mortes.

Terra

domingo, 2 de maio de 2010

Pepino gigante cresce no quintal de aposentada em Itabuna

Um pepino gigante cresceu em cima do muro da casa de uma aposentada no bairro da Califórnia, em Itabuna. O vegetal de tamanho fora do comum, ainda não foi pesado, mas mede 48 cm de comprimento e 66 cm de diâmetro.


Pepino gigante despertou a curiosidade dos vizinhos

(Foto: Reprodução Bahia Meio Dia)

Segundo dona Maria Pereira dos Santos, não foi usado nenhum adubo especial para proporcionar o crescimento anormal do pepino. Ela disse que usa apenas cascas de verdura.

As sementes que deram origem ao pepino gigante foram dadas por uma amiga. 'Ela me avisou que quem deu a semente a ela, o peso [do pepino] tinha dado 18Kg', contou a aposentada.

Em maio de 2007, dona Maria plantou as primeiras sementes e cresceram três pepinos gigantes de uma só vez, cada um com 7 kg, que foram colhidos sete meses depois.

'Chamou a atenção da gente, pelo tamanho dele. Desenvolveu bastante e a vizinhança começou a chegar, a observar. Depois a gente dividiu com os vizinhos', lembrou o pedreiro Luís Sérgio Santos.

(com informações do Bahia Meio Dia)

Desaparecida há 50 anos

Em meados de março foi avistado um exemplar da gaivina-dos-pauis (Chlidonias hybrida) na lagoa do Negro, ilha Terceira. De acordo com os especialistas, a ave permaneceu no local por pelo menos três semanas, o que reforça a hipótese de ter circulado por outras zonas úmidas do arquipélago. O episódio até poderia passar despercebido, não fosse o fato de não se avistar uma gaivina-dos-pauis nos Açores há 50 anos.

Foto: Challiyan / Wikimedia Commons

Segundo Eduardo Dias, pesquisador da Universidade dos Açores, “a lagoa do Negro serviu como zona de resguardo, alimentação e proteção durante um tempo”, o que permitiu depois à ave retomar a sua rota original. O episódio da gaivina-dos-pauis acabou sendo uma contribuição a “mais para a salvação da espécie”.

Mais do que tudo, esta presença veio reforçar a importância dos Açores “como plataforma no meio do Atlântico, para espécies que estão perdidas ou em viagem e param para descansar ou se alimentar”. E não foi a primeira vez que apareceram espécies de outras zonas, como a águia-americana na ilha das Flores. “Existem provas da passagem de cerca de 300 espécies só nos últimos 50 anos.”

A gaivina é conhecida pelo voo rasante que faz junto dos pauis para encontrar alimento – insetos e peixes que estejam na superfície da água. Distingue-se de suas congêneres pela associação a zonas úmidas, já que as outras gaivinas são de zonas salgadas e marítimas. Originária do Mediterrâneo e Ásia Menor, onde pode ser observada com relativa frequência, existe também em Portugal continental.

Contudo, apesar de algumas zonas de distribuição confirmadas no centro e sul do país, seu caráter de nidificação irregular torna difícil estimar o número exato de indivíduos. Os dados do Livro Vermelhos dos Vertebrados apontam para um valor que não ultrapassa os 250 indivíduos. Apesar de não existirem grandes evidências sobre o declínio da espécie, está classificada em Portugal com o estatuto de Criticamente em Perigo. Não só pelo reduzido sucesso na reprodução, como pela dependência, da população portuguesa, da imigração de outras gaivinas-dos-pauis.

Entre as principais ameaças inclui-se a drenagem de zonas úmidas – habitat favorável, por excelência, à sua nidificação -, a regularização intensiva e desajustada dos rios e outros cursos de água, que aniquila a vegetação flutuante onde a gaivina-dos-pauis faz os ninhos e o aumento da presença humana junto das colônias de nidificação. Por outro lado, a instalação de linhas de transporte de energia em zonas que cruzem as rotas de migração provocam algumas mortes. Um cenário que se repete com a instalação de parques eólicos.

Para que possa ser protegida é essencial, antes de mais, proteger as zonas úmidas, manter os cursos de água e vegetação associada. Também podem ser criadas zonas de nidificação artificial, para atrair aves reprodutoras, uma medida com grande sucesso na Itália, depois da colonização de habitats artificiais, como arrozais e aquaculturas.

Entre as medidas de orientação do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade também está assinalada a melhoria de fiscalização sobre a perturbação, a proibição de instalação de linhas de transporte de energia nas zonas de maior importância para a espécie ou a introdução de sinais anti-colisão nas já existentes.

“Vários ornitólogos acreditam que, com as condições ecológicas necessárias do meio selvagem, as gaivinas-dos-pauis poderiam passar de visitantes casuais a nidificantes nos Açores.” Mas para que isso possa acontecer é essencial que sejam renaturalizadas diversas zonas das ilhas.

Fonte: DN Ciência

Moradores protestam contra extermínio de gatos em Vila Velha

Um grupo de moradores do bairro Itapoã, em Vila Velha, realizou um protesto curioso na manhã deste sábado (01). Segundo eles, animais em situação de abandono têm sido vítimas de um verdadeiro massacre. Os manifestantes dizem que, nos últimos dias, pelo menos quinze gatos foram mortos envenenados e foram postos em ruas para serem atropelados.
foto: Eduardo Fachetti GAZETA ONLINEProtesto gatos - Norma Silvia de Melo
A representante comercial Norma Sílvia de Melo tem dez gatos em casa। Todos eles foram retirados das ruas de Itapoã e cuidados। Ela é uma das defensoras dos animais e denuncia a matança। "Infelizmente não sabemos quem faz isso, mas é um crime। É preciso entender que a matança dos animais tem ligação com a falta de amor entre as pessoas, é um reflexo da violência urbana। Alguém tem que enxergar isso", afirmou।

Colaboradora da Sociedade Protetora dos Animais do Espírito Santo (Sopaes), a dona de casa Maria Helena Dibe também foi para as ruas protestar. Os manifestantes, usando roupas pretas em sinal de luto, levaram faixas e até um megafone para chamar a atenção das pessoas que passavam pela Avenida Gil Veloso.

"É um absurdo o que estão fazendo. Os gatos não fazem mal a ninguém, têm o direito de viver. Além disso, desde que começou essa matança, convivemos com ratos no bairro. É a lei natural, os gatos matam os ratos", afirmou Maria Helena.
GAZETA ONLINE

sábado, 1 de maio de 2010

Uma aventura na África

O continente reserva um roteiro turístico inesquecível para quem procura aventura e paisagens repletas de vida selvagem

Transitar em terras com animais selvagens como leões, leopardos e elefantes. Esse é o espírito de quem faz um safári pela África. Embora muitos acreditem que a verdadeira expedição aventureira aconteça só na África do Sul, Quênia e Tanzânia, em todo continente africano é possível desbravar um inesquecível roteiro. A começar pelo Parque Nacional Kruger, na província de Limpopo, fronteira com Moçambique. Conhecido por sua rica vida animal, o local tem uma das maiores reservas de mamíferos selvagens do mundo.


Espécies raras

Foto: Divulgação

O parque contabiliza cerca de 140 espécies, incluindo os big five (leão, leopardo, búfalo, elefante e rinoceronte), os ruminantes (girafa, zebra, gnu, impala e outras espécies de antílopes), além de mais de 500 tipos de pássaros, 114 espécies de répteis, 49 de peixes (nos rios Sandy e Sabie) e 33 de anfíbios. A flora também tem lugar de destaque, com suas 23 mil espécies de plantas. Toda a área é protegida pelo governo sul-africano e possui infraestrutura completa, com estradas asfaltadas, aeroporto, pousadas, restaurantes e o conforto das reservas privadas.


Ao Sul da reserva, há cachorros selvagens ameaçados de extinção, zebras e girafas. No extremo Norte, encontram-se sítios arqueológicos e históricos, como o de Masorini e o de Thulamela, que oferecem aos visitantes uma perspectiva de vida das antigas culturas da Idade do Aço. Pela agência paulista Teresa Perez Tour, roteiros personalizados de 10 dias no país, incluem dois dias no The Palace, em Sun City, outros três dias desfrutando os safáris no Kruger Park com orientação de rangers especializados em vida animal e na preservação da natureza, e mais três dias na Cidade do Cabo e dois dias em Joanesburgo.


Copa do Mundo

Além dos safáris e das belas cascatas, a África do Sul conta com um atrativo a mais para os turistas este ano: a Copa do Mundo de futebol, que começa no dia 9 de junho. Em sua 19ª edição, o campeonato estreia em continente africano, que construiu cinco novos estádios de futebol – fato recente na África do Sul, uma vez que o antigo governo do apartheid só permitia a construção de estádios exclusivamente para o rúgbi e críquete.


O mascote do mais importante evento esportivo mundial é o leopardo Zakumi, cujo nome é formado por “ZA”, abreviação de África do Sul, e “Kumi”, que significa dez, o ano da Copa। São 32 seleções participantes, divididas em oito grupos em chaves de A a F, contendo quatro países cada. Nove cidades sul-africanas receberão os jogos da Copa: Bloemfontein, Cidade do Cabo, Durban, a capital Joanesburgo, Nelspruit, Polokwane, Porto Elizabeth, Pretória e Rustenburgo.

Fonte: MaisComunidade.com

Quando chega a hora de dizer adeus

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Optar pelo fim da vida de um bicho de estimação requer sangue frio dos donos de cães e gatos doentes, mas colocar fim ao sofrimento também é um ato de amor

Decidir pela eutanásia de um animal de estimação não é uma tarefa fácil. Esse processo exige dos donos muita compreensão sobre o momento que o bicho está passando, e muita sensibilidade por parte dos médicos veterinários para explicar quando o sofrimento do animal torna-se maior do que a vontade de que ele continue vivo.

Em 2008, o Conselho Federal de Medicina Veterinária alterou as metodologias preconizadas para a eutanásia em animais. Uma alteração importante foi a proibição do uso de CO e CO2, como utilizado na polêmica “câmara de gás”. A legislação indica o procedimento apenas para casos em que o bem-estar do animal está ameaçado, ou seja, como uma forma de eliminar a dor e a angústia do bichinho.


História 1

Juliana Tracz, farmacêutica e bioquímica.

“Bruna estava sofrendo”

Minha fila brasileiro Bruna morava comigo e com meus pais. Por complicações de alguns anos de gravidez psicológica, desenvolveu câncer de mama. Ela fez cirurgia para a retirada dos nódulos, mas ocorreu metástase. Dois anos e meio depois ela começou a apresentar problemas de locomoção, que foram se agravando, até que ela não levantou mais. A Bruna se arrastava em seu canil e estava sofrendo. A eutanásia foi realizada comigo ao lado dela, o tempo todo. Não a vi sofrer, foi tudo muito rápido. É lógico que meu coração estava despedaçado, mas fiquei satisfeita por colocar um fim em seu sofrimento. Fizemos a eutanásia em 2005, mas falamos nela e contamos suas histórias até hoje.

História 2

Mauro Iplinski, corretor de seguros.

“Royce me viu e ficou feliz”

O nosso boxer Royce sempre foi muito especial para a gente. Ele estava com 14 anos, sempre foi muito grande e estava bastante debilitado pela idade avançada. Teve vários problemas de saúde, até que foi diagnosticado um câncer de medula. Em casa, concordamos que ele não ficaria sofrendo. O ápice foi uma convulsão de madrugada, em que ele foi internado. No dia seguinte, fui até a clínica e, quando ele me viu, ficou muito feliz. O médico veterinário perguntou se eu queria acompanhar, então entrei com ele na gaiolinha e o coloquei no colo. O semblante dele era de tanto sofrimento que não tinha como adiar mais. Foi muito difícil, por mais que a gente saiba que essa foi a decisão certa.

A médica veterinária Raquel Sillas, do Hospital Veterinário Batel, explica que a eutanásia deve ser realizada apenas em situações em que o animal não tem mais qualidade de vida: quando não come mais e não demonstra vitalidade. “A primeira pergunta que os donos fazem é se ele vai sofrer. E a resposta é não, na eutanásia ele não sente nada”, explica.

Como funciona

Em um processo de eutanásia, assim que o animal chega ao médico veterinário, ele recebe uma sobredose de anestesia. Em alguns casos, dependendo do estado clínico do paciente, a morte acontece nessa etapa. Caso não ocorra, após a anestesia ele recebe também uma medicação que causa uma parada respiratória.

O médico veterinário José Car­­los Kloss Filho, do Hospital Vete­rinário Santa Mônica, conta que o procedimento não demora mais do que cinco minutos, independentemente do porte do animal. “É muito tranquilo para todos. Não há reação porque o paciente está anestesiado, perde a consciência.”

Equívocos

Ele explica que ainda chegam ao hospital donos de cães e gatos que solicitam a eutanásia, mesmo havendo possibilidade de tratamento. “Mas nós não realizamos porque sempre que há possibilidade, mesmo que mínima, de investir em tratamento, é nosso dever fazê-lo.”

A decisão de realizar a eutanásia deve ser tomada pelo médico veterinário junto com o dono do animal. O presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR), Massaru Sugai, aponta que é importante para o profissional demonstrar que o método é importante, e que só deve ser utilizado como último recurso. “Nin­­guém gosta de fazer a eutanásia. O médico veterinário precisa ter sensibilidade para dizer que é difícil, mas necessário naquele momento”, explica.

Quando fazer

Saiba se o caso do seu bichinho necessita de eutanásia

SIM

A eutanásia só deve ser realizada quando não há mais como tratar o animalzinho, e o sofrimento dele não pode mais ser aliviado. É obrigatória a participação de um médico veterinário no processo, que deve seguir a legislação do Conselho Federal de Medicina Veterinária.

NÃO

A eutanásia não deve ser realizada em casos em que há tratamento como, por exemplo, um acidente que provoque a perda das patinhas do animal. Existem rodinhas adaptadas que o ajudam a se locomover normalmente. Agressividade também não é motivo para eutanásia: adestramento e psicologia animal existem para tentar reverter problemas relacionados a comportamento.

Fonte: Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-PR)e médicos veterinários Raquel Silas, do Hospital Veterinário Batel e Carlos Kloss Filho, do Hospital Veterinário Santa Mõnica.

Receita da semana

Vídeo da Semana

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