sábado, 15 de maio de 2010

Égua amamenta bezerro e até faz sombra para ele dormir

O bezerrinho chega a mamar na mãe adotiva. Agora, como uma égua que nunca teve filhotes pode dar leite?

Nenhuma mãe gosta de ficar longe do filho, ainda mais uma mãe zelosa e muito agitada. Tordilha é uma graça de mãe que só se tranqüiliza, quando vê o filhote chegando. Mas quem chega é um bezerrinho que segue a mãe, uma égua, por onde ela vai.

“Ele nasceu e, quando tinha uns 15 dias, a mãe dele ficou doente e morreu. A gente começou a dar mamadeira. A égua andava por lá amarrada. E eles foram se acariciando. Depois, nós trouxemos o terneiro para cidade, para amamentar ele aqui. O meu marido trouxe a égua para o desfile e aqui ficaram juntos e foram se tornando inseparáveis”, conta a massagista Salete Michelon.

O cuidado de Tordilha é tanto que, em dias de sol quente, ela se posiciona para fazer sombra para o seu bezerrinho. Na hora do almoço, o leite vem em uma grande mamadeira. São três por dia, e a responsabilidade é de Salete e do neto Michel.

Quem dá a sobremesa é a mamãe. Mas uma égua que nunca teve filhotes pode dar leite? Fomos até a Faculdade de Veterinária da USP para tentar entender essa relação entre animais de espécies tão diferentes.

O veterinário Enrico Lippi Ortolani, da USP, explica como se dá esse acolhimento de uma espécie com outra espécie, no caso, da égua com o bezerro: “quando você tem um filhote abandonado, ele passa a mudar o seu comportamento. E se você força aproximação ao lado de uma fêmea de outra espécie, de certa forma você estimula esse relacionamento. O filhote começa a mordiscar, começa a chupar o peito dessa égua, e, em pouco tempo, o animal tem a liberação de alguns hormônios e começa a produzir leite”.

Salete conta que ficou impressionada quando viu o bezerro mamando na égua pela primeira vez: “às vezes, as pessoas abandonam os seus filhos, e esse animal adotou um animal que não é da mesma raça dela. Ela adotou e cuida bem. É uma história de amor que impressiona. Cuida como se fosse mãe mesmo. Os animais também sentem amor”.

Afinal, o que sentir, senão encantamento, ao ver a égua tordilha e o seu bezerro?

Fonte: Globo Repórter

Um comentário:

Virginia disse...

ví sobre esta égua na globo reporter de sexta.... incrivel mesmo... fiquei bem emocionada principalmente com a historia da gatinha que foi morar no cimiterio...

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