sábado, 15 de maio de 2010

Macaco ciumento não deixa nem esposa chegar perto do dono

Chico, na verdade, é fêmea, mas ganhou o nome quando filhote e não mudaram mais. Mais do que um macaquinho de estimação, ele é considerado como filho.

Chico é esperto, curioso e engraçado. Mais do que um macaquinho de estimação, ele é um amigão. Adora crianças, o cachorrinho e é considerado como filho. Filho, não, mas filha.

O estudante Leonardo Pazini Silva que se considera o irmão mais novo revela que descobriram, só depois de escolher o nome, que Chico, na verdade, é uma fêmea. “Foi acostumado sempre a chamar de Chico e daí pegou”, conta.

Desde que o Chico chegou há 23 anos, a rotina nunca mais foi a mesma. Nos programas que o empresário Ricardo Beltrame da Silva e a esposa dele, Gilvana Pazini Silva, fazem, o Chico sempre está incluído. Hoje é dia de almoçar na beira do Rio Uruguai, e o Chico é claro que vai junto. O tempo inteiro, Chico recebe mimos e atenções.

“Ele tem ciúmes, porque foi criado desde pequenininho com o Ricardo e quer ser dono sozinho dele. Não quer repartir com ninguém”, afirma Gilvana.

Essa é uma relação de amizade que começou por acaso. “Na verdade, eu comprei em um impulso, mas nunca imaginei que ele ia fazer parte da nossa família, fazer parte do nosso negócio e fosse conhecer tantas pessoas. Ele é conhecido no Brasil inteiro, porque aqui passa gente de todo canto do Brasil, e todo mundo conhece o Chico. As pessoas param e batem foto. Até gostaria de ter R$ 1 de cada foto batida dele. Já estaria aposentado”, brinca Ricardo.

Como explicar esse amor, essa cumplicidade tão forte? “Os animais acabam tendo figuras de referência mesmo em uma família. Eles não têm a mesma intensidade afetiva com as diferentes pessoas, embora possam gostar de todos. São aquelas figuras de referência, que eles são apaixonados”, explica Ceres Berger Faraco, da Sociedade Brasileira do Bem Estar Animal.

E essa atitude de tratar os animais de estimação como se fossem filhos? “É uma nova configuração familiar. Hoje, a gente tem uma sociedade que é uma ‘sociedade mestiça’, que é constituída de núcleos familiares com animais humanos e não-humanos. Mais de 50% das casas, de apartamentos, são constituídos por pessoas e seus animais. Existe, sim, uma nova configuração social e uma nova configuração familiar que está promovendo essa reestruturação social que é uma sociedade entre humanos e animais de companhia especialmente”, destaca Ceres Berger Faraco.

Fonte: Globo Repórter

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