sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Veterinário usa cola em pata quebrada de cachorro em SP


SÃO PAULO - Uma cadela da raça poodle teve a pata quebrada e a pele colada com cola instantânea junto ao peito, em São Manuel, no interior de São Paulo. O procedimento foi usado por um veterinário para imobilizar a região fraturada. O caso foi parar na polícia e no Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo.


Kelly Padovan, a dona da cadela Radija, um poodle de 4 meses, entrou em desespero e procurou outro profissional. A cadela quebrou uma das patas da frente depois de cair do sofá. Existe risco da pata ser amputada. O pelo e a pele da região colada caíram.


Ao ver a cachorra chorando e gemendo de dor, além de recusar alimento, Kelly lavou a cachorra debaixo do chuveiro com água quente e cola se soltou. Ela procurou um outro veterinário, que ficou surpreso com o que viu. A pele do animal ficou com lesões.


O veterinário que atendeu a cadela e usou a cola, Airton Ribeiro Romão, afirma que a técnica funciona e já teria colado um cabrito e um passarinho, que se recuperaram bem. À TV Tem ele disse que o problema foi a dona ter descolado antes dos 30 dias, prazo dado para que a cadela se recuperasse. - Tentaram desfazer o meu procedimento. O bisturi ou a água muito quente provocaram lesão no animal. A cola não provoca isso - disse o veterinário.


A consulta custou R$30 mais o valor da cola, de R$3,70. O departamento de cirurgia Faculdade de Veterinária da Unesp de Botucatu disse que existem estudos sobre o uso da cola instantânea em fraturas e ferimentos, mas os resultados ainda são controversos. O hospital afirmou também que não adota o procedimento


Um boletim de ocorrência foi registrado e o veterinário pode responder por crueldade contra animais, segundo o delegado José Mario Toniato. O Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) vai apurar o caso. - Será aberto um inquérito, onde será avaliado o fato. Tanto o veterinário quanto o proprietário serão ouvidos e depois o caso será julgado. A penalidade pode ser desde uma advertência até a suspensão do exercício profissional. Este tipo de imobilização eu desconheço - revelou à TV Tem a delegada do CRMV Maria Lúcia de Souza.


A cachorra está com a pata enfaixada e consegue andar, segundo a dona।


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