sábado, 31 de dezembro de 2011

Pets: proteção ameniza medo de fogos

Fim de ano é sempre um problema para quem tem bicho de estimação. Com a chegada das comemorações, as explosões de fogos de artifício costumam ser traumáticas para os animais, que têm audição bem mais sensível do que a humana.


O medo dos bichinhos é tão grande que muitos fogem apavorados e acabam, muitas vezes, até mesmo se perdendo de casa. Mas, para ajudá-los a contornar este período estressante, os donos podem adotar algumas medidas simples que se tornam bastante eficazes.


Uma das alternativas apontadas pela médica veterinária Maria Isabel Garib é usar florais para deixar o animal mais tranquilo. “Mas é preciso que ele comece a ser administrado uma semana antes, sob a supervisão de um especialista que calcule a dosagem correta para o animal. A última dose deve ser dada no final da tarde que antecede as comemorações”, aponta.


Na hora dos fogos, a dica é manter o pet preso em algum cômodo dentro de casa, com a porta fechada, o que evita a fuga e ajuda a abafar o barulho. O local deve ter água, alimento e o pano ou cama onde o bicho costuma dormir, além de pouca iluminação, para ajudar os bichos a se sentirem mais seguros e protegidos.


“Na penumbra, é como se eles estivessem em uma toca. Mas o ideal é que o dono fique ao lado do animal, para acalmá-lo nesta ocasião. Nos casos em que é inevitável deixar o cachorro sozinho, aconselho que ele fique em um local da casa que conheça e se sinta confortável”, aponta.


Segundo Maria Isabel, não é aconselhável deixar cães e gatos soltos no quintal. Isso porque, quando o barulho dos explosivos tiver início, eles poderão entrar em pânico e até mesmo se machucar. “Já acompanhei um caso de um rottweiler que atravessou uma porta de vidro durante a queima de fogos. Os bichos se sentem em meio a uma guerra mundial, não entendem o que está acontecendo e acham que vão morrer. Então, o desespero é grande mesmo”, comenta.



Algodão


Outra orientação da veterinária e que já é adotada há algum tempo pelo comissário de voo Vinicius Orti, 29 anos e dono de nove cães, é inserir tufos de algodão no ouvido dos animais. Em substituição a este estratagema, a indústria pet, bastante sofisticada, também já conta com protetores auriculares feitos em silicone, fabricados exatamente para estas ocasiões.


“Além de pôr algodão, deixo todos na lavanderia, que é o local mais afastado do som dos fogos. É claro que eles não deixam de ouvir o barulho, mas ameniza um pouco o medo que eles sentem”, diz Vinicius, que solta fogos todos os anos nas comemorações familiares realizadas na chácara onde vivem labradores, pastores alemães e um dálmata.


Alguns veterinários também possuem o hábito de receitar ansiolíticos para diminuir a ansiedade e a tensão dos bichos de estimação. Mas, para Maria Isabel, o uso de medicamentos mais fortes não é recomendado devido a possíveis efeitos colaterais.


“A saúde dos animais é muito delicada e, se um cão é cardíaco e o dono não sabe, pode acabar agravando a situação. Os florais já garantem um bom resultado”, ensina.



Humanos também precisam de cuidados para evitar acidentes


Para o Corpo de Bombeiros, a queima de fogos de artifício é totalmente condenada pelos riscos que seu manuseio e armazenamento representam. Mas, para quem não abre mão da comemoração pirotécnica, alguns cuidados devem ser observados no sentido de evitar acidentes.


Primeiramente, é importante conhecer a procedência dos explosivos a serem queimados e jamais fazer uso dos que forem produzidos de maneira artesanal. Crianças e bebidas alcóolicas não devem ser envolvidas na brincadeira. “É importante, ainda, a pessoa não manter contato direto com rojões quando for lançá-los. O ideal é que seja utilizado algum tipo de suporte fixado ao chão e, depois de acender o pavio, sair de perto”, ensina o tenente José Mário de Freitas Junior, do Corpo de Bombeiros.


De acordo com ele, os fogos devem ser lançados preferencialmente em descampados, longe dos fios de alta tensão, habitações, veículos e concentração de pessoas. “Se adotadas, estas medidas ajudam a evitar graves acidentes, que podem prejudicar vidas e acabar com a festa de qualquer um”, frisa.


Em caso de acidentes, a recomendação é lavar o ferimento com água corrente, sem tocar ou aplicar qualquer substância sobre a lesão, como manteiga, creme dental, café, clara de ovo ou pomadas. A pessoa ferida deve procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo para o atendimento médico adequado.



Barulhentos, rojões continuam sendo os campeões de vendas


Para desespero dos animais, os rojões - os mais ruidosos dos fogos de artifício - permanecem como campeões de vendas nas lojas especializadas de Bauru. É o que garante o comerciante Ismael Henrique Patrício, que trabalha no ramo há mais de 30 anos.


“Os que mais vendem são os rojões de três e treze tiros, que custam entre R$ 10,00 e R$ 20,00. O pessoal gosta do estrondo, mas os fogos coloridos, um pouco menos barulhentos, também tem tido boa saída”, afirma.


Segundo Patrício, as vendas nesta época do ano aumentam cerca de 30% em relação a meses normais. E esta demanda maior acaba trazendo como resultado o aumento da incidência de fugas de animais, conforme destaca a médica veterinária Maria Isabel Garib.


Para quem tem bichos em casa e, em respeito a eles, se conforma em comemorar as festas de final de ano de maneira mais discreta, não faltam opções para brincar sem causar traumas aos amigos de quatro patas। “Temos muitos itens que quase não fazem barulho, como vulcõezinhos, estalinho, traque, chuva de prata, fósforo de cor e borboletinhas. Com a supervisão de adultos, garantem, inclusive, a diversão das crianças”, observa.


Jornal Cidade - Rio Claro

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