sábado, 8 de maio de 2010

Parcerias com universidades vão dobrar o número de castração em animais

A Prefeitura de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, vai dobrar, por meio de parcerias com universidades, a castração de cães e gatos no município para controlar a superpopulação desses animais na cidade. A ação será realizada dois anos depois da promulgação da lei que prevê o Programa de Controle de Natalidade de Animais Domésticos. Só no ano passado, cerca de 700 animais foram castrados gratuitamente no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

De acordo com a chefe da divisão do CCZ, Eliana Colluci, a parceria tornará possível duplicar a quantidade de castrações na cidade além de conscientizar os tutores de animais. “Hoje o trabalho existe de uma forma reduzida, porque funciona apenas com o CCZ. Com a parceria, poderemos dividir as ações e chegar a até 2 mil castrações em um ano, a partir da parceria firmada, o que deve acontecer no meio do ano”, afirmou.

Ainda de acordo com Eliana, a distribuição dos animais na cidade não é uniforme. A concentração pode ser percebida em bairros como Parque Ribeirão Preto e Jardim Aeroporto. Segundo ela, com as parcerias, será possível direcionar os trabalhos. “Vamos estabelecer prioridades. Uma das propostas é receber inscrições da comunidade local para fazer a análise”, afirmou.

O preço para a castração de cães e gatos varia de R$ 30 a R$ 150.

Para a veterinária e professora do Centro Universitário Barão de Mauá Bianca Shimizu, a necessidade do controle populacional de animais em Ribeirão Preto é urgente. “Hoje existem muitos animais abandonados nas ruas. Com a castração evita que os animais procriem e é possível diminuir a população com o passar do tempo”, afirmou.

Ainda segundo a veterinária, a castração reduz as chances de câncer de mama e tumores nas fêmeas, caso seja realizada antes do primeiro cio. A cirurgia é aconselhada a partir dos seis meses de qualquer animal.

A fonoaudióloga Isabela Acrani, responsável por duas cadelas, apóia a iniciativa da castração para controle dos animais na cidade. Além disso, ela acredita no benefício da castração para a saúde dos animais. “Pretendo castrar a mais nova, que está com seis meses, para evitar tumores”, disse.

Cães são mais resgatados
Os cães são os mais resgatados pelos moradores de Ribeirão no Centro de Controle de Zoonoses. Segundo a chefe do CCZ, Eliana Colluci, 451 animais sadios chegaram ao centro durante o ano passado. Do total, 40 cães tinham tutores e foram resgatados e apenas nove gatos voltaram para casa. “Em média, doamos cerca de 300 animais por ano. No ano passado, doamos 190 cães e 52 gatos”, afirmou.

A estimativa do Instituto Pasteur é de que haja um cão para cada sete habitantes. Em Ribeirão, este número pode chegar a 80 mil. Já para gatos, a estatística é de um animal para cada 16 pessoas, o que resulta em mais de 35 mil gatos na cidade. Segundo a chefe do CCZ, a ideia do programa de castração é trabalhar com animais comunitários – que vivem em um local, mas que possuem algum responsável – e animais que possuem tutores. “Para o convênio será preciso ter um tutor, para que possamos, ao mesmo tempo, fazer o trabalho de conscientização”.

Fonte: Gazeta do Ribeirão

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