segunda-feira, 10 de maio de 2010

ONU alerta para fracasso em proteger a biodiversidade, entre elas a Amazônia, que perdeu extensas regiões de mata

RIO - A Convenção de Diversidade Biológica, vinculada à ONU, lança na manhã desta segunda-feira a terceira edição do Panorama da Diversidade Global (GBO, na sigla em inglês)। A publicação servirá como guia para as discussões entre chefes de Estado na Assembleia Geral das Nações Unidas, em 22 de setembro. E as conversas serão repletas de más notícias. O GBO alerta que nenhum país cumpriu integralmente as metas de preservação da biodiversidade com que se comprometeram em acordo assinado seis anos atrás.

desmatamento na amnazônia, uma das ameaças à biodiversidade / foto: arquivo

São três as principais áreas atingidas pelo colapso ambiental. A Amazônia perdeu extensas regiões de sua mata, acometidas por mudanças climáticas, devastação e incêndios - uma relação com danos em potencial para o clima do planeta e que pode provocar a extinção de diversas espécies.

As intervenções humanas em lagos de água doce, transformando-os em sítios dominados por algas, causou o acúmulo de nutrientes e a morte de peixes em larga escala.

Por último, a poluição e acidificação dos oceanos vitima os recifes de corais - o que, além de desfigurar o ecossistema, ataca a principal fonte de renda de milhares de famílias.

As espécies que, em 2002, estavam sob ameaça agora se encontram ainda mais próximas da extinção. As populações de vertebrados caiu em cerca de 30% entre 1970 e 2006 - e esta queda continua até hoje, especialmente nas regiões tropicais e entre animais marinhos.

Houve, segundo o GBO, um aumento significativo nas áreas de proteção ambiental, mas boa parte delas (44% das regiões terrestres e 82% das marinhas) protegeu menos espécies do que se comprometeram.

- Não é uma boa notícia. Continuamos a perder biodiversidade em uma velocidade nunca vista antes - lamenta o secretário-executivo da Convenção de Diversidade Biológica, Ahmed Djoghlaf. - As taxas de extinção podem ser até mil vezes maior do que as médias históricas.

Os habitats naturais continuam a declinar em extensão e integridade em grandes regiões do mundo, principalmente zonas úmidas de água doce, localidades de água congelada, recifes de corais e de mariscos, leitos de águas marinhas। Houve, no entanto, um progresso significativo na preservação de florestas tropicais e manguezais.

O Globo

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