domingo, 25 de abril de 2010

De banho a creche, pets têm tudo

Banho tomado, unhas cortadas, penteado feito, loção e perfume। As atividades, comuns e necessárias para os seres humanos, já viraram pré-requisito também para muitos animais de estimação, em especial os cachorros. Especificamente em Mogi das Cruzes, há cada vez mais opções para os proprietários cuidarem de seus bichinhos e até praticarem pequenos luxos. Tudo isso graças à evolução do mercado pet, que é um fenômeno nacional e não deixou o Município de fora.

Nos últimos 10 anos, o crescimento do setor foi notável. Ao longo desse período, a Cidade ganhou grandes grupos, como Polipet e Center Marginal, e também registrou um significativo aumento nas lojas de médio e pequeno porte. Além de unidades comerciais dos mais diferentes tamanhos – no caso do Center Marginal, a loja no Mogilar tem 1000 metros quadrados – os mogianos encontram clínicas especializadas no atendimento veterinário que funcionam em regime de 24 horas, tratamentos alternativos para cães, venda de filhotes, farmácia, rações nacionais e importadas, roupas, itens de higiene e beleza, acessórios, petiscos, brinquedos, bijuterias, comedouros, tapetes higiênicos, livros e vídeos. Há, ainda, estabelecimentos que fazem adestramento de cães, promovem doações de animais, alugam cães de guarda, vendem filhotes e oferecem hotel para os bichinhos.

Essa ampla oferta de produtos e serviços acaba desencadeando o que muitos já chamam de humanização dos animais. Mas quem trabalha no ramo geralmente discorda da utilização do termo. Há quase 25 anos comandando a loja Mogivet, na Avenida Narciso Yague Guimarães, o empresário Fernando Cecin é um dos que acredita que tudo, na realidade, depende do bom senso. "Existem os que extrapolam. Acho que o dono tem de dar todo o carinho possível para o seu animal, mas tem de entender que cachorro é cachorro. Tudo, na verdade, é uma questão de bom senso".

Cecin, aliás, é um bom exemplo de quem viu o mercado pet da Cidade progredir। Para ele, esse avanço é algo extremamente positivo, pois estimula todos a se renovarem e a se manterem sempre atualizados. Ele mesmo admite que, não fosse o surgimento de grandes lojas, talvez ainda estaria no antigo e pequeno endereço.

O mercado de luxo animal foi algo que o empresário também incorporou ao longo do tempo. "No começo mexia mais com animais de grande porte. Depois, com a transformação e valorização desse mercado pet, adaptei toda a loja e comecei a explorar esse nicho. Ainda tenho produtos para grandes animais, mas esse ramo de cães e gatos é o mais rentável".

Literalmente encravado entre grandes lojas, ele defende que sua sobrevivência se dá por conta de alguns diferenciais. "Temos uma forma diferenciada de trabalhar. A loja existe desde 1986, então temos clientes fieis, e o atendimento é personalizado". A receita, aliás, tem dado tão certo que ele já tem planos de ampliar. "Quero crescer mais. Meu problema aqui é o espaço físico, mas em breve pretendo transferir meu depósito para outro local e usar o espaço dele para aumentar a loja", afirma.

Juntamente ao aumento no número de produtos e serviços, cresceu também a profissionalização nos tratamentos clínicos e ambulatoriais de cães e gatos. Hoje em dia, os cachorros que desenvolvem doenças como diabetes, por exemplo, já podem ser tratados com medicação específica. O veterinário Américo Tadashi Miki, que atua em uma clínica no Alto do Ipiranga, informa que os serviços mais buscados atualmente para os pets são vacinação (20%), tratamento para problemas de pelo (30%) e para complicações gastrointéricas (30%). Já os 20% restantes, diz ele, ficam distribuídos entre percalços variados, como tumores, neoplastia, problemas de ouvido e acidentes, tais como brigas, atropelamentos e envenenamentos.

Miki tem uma posição firme com relação à expansão do mercado de luxo para animais de estimação. De acordo com ele, o mais importante é cuidar da higiene, saúde e dar carinho para os bichos. O restante, para ele, é supérfluo. "A medicina humana diz que o mais importante é ter qualidade de vida e prevenir doenças. Dar roupas, banhos, colocar brincos e tudo mais é secundário. O cachorro só precisa de duas coisas, além da vacina: comida e carinho. O que acho preocupante é uma reversão de valores. Às vezes, a pessoa se preocupa em comprar roupas de marca para o animal, mas esquece das partes mais importantes, que são cuidados sanitários, vacinação".

A própria diversificação nos tipos de ração, segundo o veterinário, não é algo extremamente necessário. De acordo com ele, analisando de perto é possível perceber que todas as rações são feitas com base em subprodutos de frango, a proteína animal mais barata que existe. As diferenças de preço, diz ele, vem de aspectos externos. "Existe o vitamínico mineral que eles usam, o aromatizante, o estabilizante e aí tem o pacote que tem alumínio, o outro que não tem. As rações industriais, na verdade, tem muita aceitação porque elas são muito cômodas, mas na realidade o cachorro não a comeria se tivesse outras opções".

Quanto à questão da humanização, ele também é contra. De acordo com ele, o certo seria se falar na individualização dos animais. Isso porque, uma vez que são criados em casa e têm todo tipo de cuidados e mimos, os cães acabam perdendo o instinto natural de bando, e criam até mesmo um ambiente de territorialismo. "Ele deixa de aceitar cachorros de fora, quer ser dono do outro. Acho ótimo as pessoas se preocuparem e cuidarem de seus बिचोस

Fonte: O Diario de Mogi

Um comentário:

Osvaldo disse...

Olá, eu realmente gostei do post. Eu queria saber se você poderia me ajudar com uma pergunta que eu tenho. Eu queria comprar alguns Tapetes Higiênicos para os meus cães, que são as melhores marcas? obrigado

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