domingo, 2 de agosto de 2009

Faltam doadores no hemocentro veterinário de Uberlândia (MG)

Quem já viveu uma situação difícil com seu animal por conta de uma anemia ou hemorragia grave sabe da importância de poder contar com um banco de sangue veterinário.

Em Uberlândia, o serviço existe há dois anos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A dificuldade, assim como acontece com o Hemocentro, é encontrar tutoress dispostos a levar seus animais para doar sangue no Hemovete, o hemocentro veterinário.

Segundo o diretor-executivo do Hospital Veterinário, Amado da Silva Nunes Junior, desde que foi criado, o Hemovete é mantido graças a doadores de Ituiutaba. “Em Uberlândia, quase não temos doadores. Os tutores de animais precisam se conscientizar que uma hora os animais podem precisar de sangue”, disse o diretor.

Mesmo sem muitos doadores de Uberlândia, o Hemovete, que foi o primeiro banco de sangue veterinário de Minas Gerais e o terceiro do Brasil, recebe de 8 a 12 bolsas de sangue diárias.

“Graças aos nossos parceiros de Ituiutaba temos condições de atender à demanda que chega aqui no hospital, como também a demanda das clínicas particulares. No entanto, se o número de coletas aumentasse em Uberlândia nosso estoque poderia ser bem maior”, afirmou Nunes.

Covero, um pit bull de 4 anos, faz exames no hospital veterinário antes de doar sangue. Foto: Paulo Augusto

Covero, um pit bull de 4 anos, faz exames no hospital veterinário antes de doar sangue. Foto: Paulo Augusto

O Hemovete conta hoje com cerca de 100 cães doadores. Um deles é o Covero, um pit bull de 4 anos, que pesa 40 quilos. Segundo seu tutor o cinotécnico Marcelo Félix, o cão nunca deu trabalho na hora de receber a agulhada.

O pit bull de Félix foi um dos primeiros doadores do Hemovete. Para o cinotécnico, levar o animal para doar sangue é um ato de solidariedade. “Não sabemos se um dia nosso animal vai precisar de sangue. O Coveiro faz uma boa ação tanto para outros cães como para ele próprio que sempre passa por vários exames antes de fazer a doação”, disse o cinotécnico.

Segundo a médica veterinária Renata Lima, antes da coleta do sangue o animal passa por uma avaliação clínica e realiza uma série de exames laboratoriais como, hemograma completo, pesquisa de hemoparasita e perfil bioquímico sérico (proteínas, metabólitos, enzimas e minerais).

“Só depois de verificar que está tudo bem com o animal é que ele passa a fazer parte do grupo de cães doadores do Hemovete e a cada 4 meses é feita uma nova avaliação”, afirmou Lima.

Ciente da importância de contribuir com o banco de sangue veterinário de Uberlândia, o vendedor Paulo César Jorge resolveu levar a cadela Afrodite ao Hemovete para ser uma doadora. A pit bull de dois anos que pesa 30 quilos estará apta a fazer parte do banco de sangue depois de os exames constatarem que está tudo bem com ela.

O Hemovete fica no Hospital Veterinário da UFU, na avenida Mato Grosso, 3.289. Telefones: 34-3218-2135/2196.

O que é preciso para que um cão seja doador?

• Ter entre 2 e 7 anos

• Pesar acima de 25 quilos

• Estar com as vacinas em dia

• Não ter pulgas e carrapatos

• Ter volume globular (número de glóbulos vermelhos no sangue) superior a 40%

• Não ter feito transfusão

• Não estar gestante

Fonte: Correio de Uberlândia

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