domingo, 12 de julho de 2009

Viajar com animais exige alguns cuidados especiais



Julho chegou e, para muitos, o mês é sinônimo de férias e viagens. O momento que deveria ser de muita alegria é para os tutores de animais de estimação um período de preocupação, afinal o que fazer com o companheiro de todas as horas nessa época do ano? Levar ou não cachorros e gatos para outra cidade?
A professora Tatiane Balthazar não tem dúvida. Na próxima semana vai viajar com toda família, inclusive com Mel, a lhasa apso de 1 ano. Esta será a segunda vez que a cachorra pegará a estrada. “Sempre visito meus parentes em outros estados e não consigo nem pensar em deixar a Mel. Ela passa o dia todo comigo, seria muito difícil ficar sem ela”, disse a professora.

Segundo a veterinária Sarah Bonnas, quando a família decide viajar com o animal de estimação, alguns cuidados devem ser tomados antes do embarque. ”Toda e qualquer viagem precisa ser acompanhada por um atestado de saúde emitido por um médico veterinário. Além disso, o animal deve estar corretamente vacinado”, afirmou.
Outro cuidado a ser tomado é não alimentar nem oferecer água ao animal 6 horas antes da viagem para evitar que ele se sinta mal. “No mercado existem remédios que combatem vômitos e enjoos em animais, mas esses medicamentos devem ser prescritos apenas por veterinários”, disse Bonnas.
A veterinária também não recomenda que os tutores levem animais para viagens muito longas ou quando a família precise ficar em um hotel. “Mas não há motivo para deixar o animal, se a família se hospedar em uma casa espaçosa, por exemplo”, disse.
Meio de transporte
Antes de decidir levar o animal, o tutor deve estar preparado para qualquer situação de emergência. A veterinária explica que toda mudança de rotina é um estresse para o animal. É comum alguns sentirem enjoos, outros se sentirem perdidos e alguns, não muitos, podem ter diarreia pelo estresse ou desenvolver alguma doença que esteja encubada durante a viagem.
Segundo Bonnas, de uma maneira geral, viagens de avião costumam ser mais estressantes para o animal por conta do barulho, das condições térmicas, por ter que ficar em caixas de transporte e por outros fatores. “Já as viagens de carro, são mais tranquilas para o animal por estar com a família e ainda ser possível realizar algumas paradas durante o percurso”, disse a veterinária.
Hotel para animais de estimação é uma solução
A cadela Leca, sem raça definida (SRD), de 1 ano e 4 meses, já está acostumada com a rotina de viagens dos tutores. “Eu e meu marido viajamos sempre para visitar os parentes em Belo Horizonte e, quando ficamos mais tempo na cidade, a levamos conosco”, disse a advogada Luciana Carvalho, tutora da cachorra que até mala possui.
No entanto, mesmo cercada de cuidados, a advogada afirma que para Leca o melhor mesmo é ficar hospedada em um hotel para cães. “Ela adora conviver com outros cães”, afirmou a advogada.
Em Uberlândia, há vários hotéis para cachorros e gatos. A maioria deles oferece conforto e segurança para os bichos e exige que eles entrem depois de serem medicados contra parasitas como pulgas e carrapatos.
O esteticista de animais, Alex de Oliveira, trabalha em uma clínica veterinária que possui sete boxes para hospedar animais.
“Nossos hóspedes são tratados com muito carinho. Soltamos os animais para tomar banho de sol, conversamos e brincamos com eles quando estão tristes e tomamos todo cuidado com horários de alimentação e medicação deles”, disse Alex.
Oliveira orienta que é sempre bom que o tutor leve para o hotel a cama, o comedouro, o bebedouro, a ração, os brinquedos e as roupas do animal. “Tudo isso ajuda a melhorar a adaptação do pet no hotel. Com os objetos dele ao lado, o bichinho se sente como se estivesse em casa”, afirmou.
A médica veterinária Sarah Bonnas, que também possui um hotel para animais em sua clínica, afirma que os primeiros dias são os mais difíceis, mas com o passar do tempo os animais se adaptam facilmente. ”Uma história engraçada foi a de uma cliente tutora de uma poodle medrosa que foi para o hotel e, nos primeiros dias, não saía da casinha. Depois, a cadelinha se socializou com outros animais, brincava o dia todo e, na hora de ir embora, entrou em depressão. Hoje é uma cadelinha tranquila e sociável, o medo passou.”, disse Sarah.
Cuidados com animal antes da viagem
* Procure saber as condições de saúde do animal
* O animal deve estar com o cartão de vacina em dia
* Em viagens internacionais e interestaduais, o animal precisa de um Guia de Trânsito Animal (GTA), emitido por médicos veterinários credenciados
* Não alimente e ofereça água ao animal 6 horas antes da viagem para evitar vômitos e enjoos
* Para os animais que enjoam com facilidade existem remédios. Procure o médico veterinário para que ele prescreva o remédio mais indicado e na posologia certa
* Se o animal apresentar algum problema de saúde em outra cidade, a melhor opção é procurar um médico veterinário mais próximo
Fonte: Correio de Uberlândia

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