quinta-feira, 30 de julho de 2009

Tartaruga é morta por redes de pesca em Barra Velha (SC)

Foto: Mauricio Coimbra

Foto: Mauricio Coimbra

Bolinha era uma espécie de talismã dos surfistas no Costão do Náufragos, Barra Velha (SC). Fiel companheira, a tartaruga era considerada a mais antiga do pico, e o pessoal conseguia até brincar com ela, tocando no seu casco. Mas, infelizmente, o surf por lá nunca mais será o mesmo. A tartaruga foi encontrada morta por causa das redes de pesca que ficam próximas dos costões rochosos e das lajes.

Em prol da preservação da fauna marinha em Barra Velha, a Associação de Surf Costão dos Náufragos (ASCN) irá lançar uma campanha de conscientização dos pescadores artesanais sobre o afastamento das redes destes costões. O projeto será desenvolvido em parceria com a Fundação Municipal de Meio Ambiente (Fundema) e a Secretaria Municipal de Educação, pretendendo criar uma postura ativa da sociedade na luta contra a captura e morte de tartarugas nas praias do município.

A campanha envolverá o público em geral, pescadores artesanais e alunos do ensino médio e das últimas séries do ensino fundamental. ”Queremos primeiramente que os pescadores sejam conscientes de que a captura acidental de uma tartaruga não é crime, porém o arremesso de redes em locais proibidos é uma infração que coloca em risco a vida destes animais”, alerta Maurício Coimbra, vice-presidente da ASCN e um dos organizadores da campanha.

Os surfistas denunciam todos os anos a colocação de redes irregulares em lajes e costões rochosos. “São poucos os locais da costa brasileira onde uma pessoa pode nadar ao lado de uma tartaruga marinha sem que o animal se sinta afugentado. É um ponto que deveria ser repensado até no aspecto turístico. Para os pescadores é mais fácil matar o animal que tirar ele da rede”, destaca Ricardo Michereff, surfista e shaper da cidade.

Foto: Arquivo Pessoal

Foto: Arquivo Pessoal

Ezequiel Díaz Savino, repórter do Jornal do Comércio, também organiza a campanha e explica que o projeto busca a conscientização dos alunos para gerar uma postura ativa da comunidade diante do problema, para que atos de pesca irregular sejam denunciados.

Entre os trabalhos a serem desenvolvidos está prevista a realização de palestras informativas para os pescadores e para a comunidade em geral, atividades escolares, além de um concurso com a melhor frase para identificar a campanha.

Hoje em dia, as tartarugas marinhas das espécies Verde e Cabeçuda podem ser vistas a olho nú na praia das Canoas, no centro da cidade, na praia do Costão, no bairro Tabuleiro e na praia de Pedras Brancas e Negras, no bairro Itajuba.

Nestes locais, os animais se alimentam de algas e de pequenos animais durante o ano todo, sendo maior o número de tartarugas entre a chegada da primavera e o verão. Em todas as praias onde as tartarugas se alimentam, já foram achadas espécies mortas na areia.

Também serão colocadas placas informativas e de sensibilização sobre os animais, para que não seja deixado lixo na praia, evitando que as tartarugas o confundam com algas.

Fonte: Waves

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