sábado, 17 de abril de 2010

Os direitos dos animais

Por Josiele

Uma das grandes preocupações de quem zela pelo bem-estar dos animais é sobre como as pessoas têm coragem de abandoná-los. Eles são seres que possuem sentimentos, nos fazem companhia e, principalmente no caso dos cães, vivem praticamente para os humanos. A sociedade moderna vê os animais de outra forma. Eles deixaram de pertencer à classe dos que têm direito à vida e viraram objetos. Para algumas pessoas, não existe problema em não cuidar dos cavalos que trabalham tanto para elas. As pessoas estão perdendo os valores e demonstram isso na sua relação com os animais.

Temos a Lei 9.605/98, que trata de crimes ambientais. O artigo 32 diz que “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” tem pena de três meses a um ano de prisão e multa, aumentada de um sexto a um terço, se ocorrer a morte do animal. São considerados maus-tratos abandonar, espancar, envenenar, não dar comida diariamente, manter preso em corrente, local sujo ou pequeno demais os animais domésticos, entre outras práticas. Essas ações são comuns e os agressores não sofrem penalidade. Lembram do carroceiro que não cuidou e não alimentou o próprio cavalo e o animal morreu em plena Avenida Beira-Mar, em Florianópolis? Sua pena foi apenas prestar serviços comunitários durante alguns meses.

Os animais também sentem dor e felicidade, mas há muitas pessoas que não percebem isso. O norte-americano Louis Camutti dizia: “Os animais não sofrem menos que os homens. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos”.

* Protetora dos animais e voluntária da Organização Bem-Estar Animal (OBA)

Fonte: Diário Catarinense

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