sábado, 8 de agosto de 2009

Cegonhas aumentaram 15 por cento num ano

A tendência é de expansão do número de cegonhas na região de Aveiro। Muitos dos filhotes que lá nascem, voltam para se reproduzir। Escolhem o local devido às zonas úmidas e vales de água doce com campos agrícolas।

No último ano registou-se um aumento de 15 por cento no número de casais de cegonhas que, habitualmente, escolhem a zona da Ria de Aveiro para nidificar. Eram 200, agora são 230. E a tendência é aumentar. Fernando Leão, da associação ambientalista Quercus, explica que isso se deve ao fato “dos filhotes que nascem aqui, escolherem esta zona para se reproduzir, daí que todos os anos apareçam novos casais”.

Os casais de cegonhas existem em quase todos os conselhos limítrofes à Ria de Aveiro. De fora dos locais preferidos ficam Vagos e Ílhavo “porque não têm as condições de habitat necessárias para as cegonhas, isto é, poucos campos agrícolas perto de vales de água doce”, explica Leão.

Este ritmo acelerado de crescimento do número de cegonhas na região verifica-se desde meados dos anos 90. “O primeiro casal apareceu em 1989, mas em meados dos anos 90, por volta de 1995, registou-se um aumento acentuado”.

A zona da Ria de Aveiro apresenta as condições ideais para as cegonhas se reproduzirem. Trata-se de um habitat localizado em zonas úmidas, com proximidade dos rios e campos agrícolas onde se alimentam. É normal ver-se muitos ninhos de cegonhas em cima de postes e sinais de trânsito na zona da auto-estrada 25 (A25), por exemplo.

Esta realidade, no entanto, será mudada. “Há um esforço para se retirar os ninhos destes locais para as imediações devido a questões de segurança para os automobilistas”, afirma Leão, explicando que “podem cair paus dos ninhos, ou até mesmo filhotes quando começam a aprender a voar e podem cair em cima de um carro”.

O ambientalista concorda com a retirada dos ninhos destas zonas junto à auto-estrada e alerta que a melhor época para isso é agora: “As cegonhas nidificam durante fevereiro e março e os filhotes saem dos ovos em junho. Por isso, agosto e setembro são os meses ideais para a retirada dos ninhos para locais mais seguros”, esclarece Fernando Leão.

Fonte: Jornal de Notícias

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