sábado, 9 de abril de 2011

Instituição que protege animais rejeita casa do atirador de Realengo


O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, órgão que agrega mais de 100 entidades de proteção animal de todos os estados brasileiros, rejeitou nesta sexta-feira a casa oferecida pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, autor da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, nesta quinta-feira, em Realengo, Zona Oeste do Rio.


Na carta encontrada no local, Wellington, de 23 anos, afirmou que gostaria de doar a casa em que morava, em Sepetiba, para instituições de proteção animal. Mas a presidente do fórum, Sonia Peralli Fonseca, repudiou a oferta. "Qualquer entidade de proteção animal veria com horror essa possibilidade, vinda de um assassino que, covardemente, por doença ou seja por que motivo for, matou tantas crianças. Seria a maior impropriedade possível você receber uma doação com essa origem".


* Com informações da Agência Brasil

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Câmara Municipal de Natal aprovou uma lei que proíbe a eutanásia



A Câmara Municipal de Natal aprovou uma lei que proíbe a eutanásia (eliminação da vida) de cães e gatos e controle de zoonoses, canis públicos e estabelecimentos oficiais congêneres, sob pena de R$ 1 mil para quem descumprir a norma. A lei abra exceção apenas para casos em que os animais apresentem doenças graves ou enfermidades infecto-contagiosas incuráveis que coloquem em risco a saúde de pessoas ou de outros animais. A eutanásia será justificada através de laudos e exames que comprovem a necessidade do sacrifício do animal.


De acordo com a lei, os cães e gatos com histórico de mordedura injustificada e comprovada por laudo médico, será inserido em um programa especial de adoção, com critérios diferenciados, prevendo assinatura de termo de compromisso pelo qual o adotante será obrigado a cumprir o estabelecido em legislação específica para cães bravios, a manter o animal em local seguro e em condições favoráveis ao seu processo de ressocialização. Caso estas medidas não sejam adotadas em até 90 dias, o animal deve ser eutanasiado.


Para o recolhimento dos animais, a lei prevê procedimentos de manejo, de transporte e de averiguação da existência do tutor, de responsável ou de cuidador em sua comunidade. O animal reconhecido como comunitário será recolhido para esterilização, registro e devolução à comunidade de origem, após identificação e assinatura de termo de compromisso de seu cuidador principal. Após a esterilização, o responsável tem até 72 horas para buscar o animal, caso contrário, ele será encaminhado para adoção.


Fonte: Tribuna do Norte

A morte de morcegos pode trazer um prejuízo anual de US$ 3,7 bilhões


A morte de morcegos pode trazer um prejuízo anual de US$ 3,7 bilhões para a agricultura americana por gastos com pesticida e queda de produtividade. Atualmente, as populações do animal sofrem um grave declínio nos EUA. Os autores do estudo publicado na Science afirmam que as conclusões servem de alerta para outros países, entre eles o Brasil.

Cerca de 1 milhão de morcegos americanos morreram nos últimos anos (mais informações nesta página). Com isso, até 1,3 mil toneladas de insetos aumentam anualmente, ameaçando cultivos e florestas. “Sem dúvida, morcegos insetívoros também desempenham um papel importante no controle de insetos no Brasil”, afirma o autor do artigo, Justin Boyles, da Universidade de Pretória, na África do Sul.


Os pesquisadores Susi Pacheco, do Instituto Sauver, em Porto Alegre, e Carlos Esbérard, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), realizaram um cálculo semelhante ao dos americanos. “Cerca de 500 morcegos insetívoros, cada um pesando 10 gramas, consumiriam 6 toneladas de insetos por ano”, pondera Susi.


“Além disso, como há uma grande diversidade de morcegos no Brasil, eles realizam outros serviços importantes para a regeneração de florestas: polinização e dispersão de sementes”, pondera Boyles.


O brasileiro Marco Mello, pós-doutorando da Universidade de Ulm, na Alemanha, publicou há um mês um artigo na PLoS One sobre as interações entre plantas frutíferas e morcegos no Brasil. Eles constituem o segundo grupo dispersor de sementes mais importante. Perdem apenas para as aves.


Mello mostrou que as redes de interação com plantas que envolvem morcegos são mais sensíveis à extinção de uma espécie que as que envolvem aves: o desaparecimento de um elo da rede causa um impacto maior na saúde do ecossistema. Outros estudos apontam que os morcegos costumam cuidar da dispersão das sementes de plantas pioneiras – aquelas que iniciam um processo de reflorestamento. As aves seriam responsáveis principalmente pelas árvores mais tardias. Ou seja, em áreas degradadas ou fragmentadas, os morcegos desempenhariam um papel importante.


Para Ludmilla Aguiar, da Universidade de Brasília (UnB), faltam estudos para entender o serviço prestado por morcegos nos diversos ecossistemas do País. “A gente mal sabe que tipo de insetos eles comem”, afirma Ludmilla. “O Cerrado, bioma com maior número de áreas agrícolas, tem muitos morcegos insetívoros. Precisamos estudar seu comportamento.” Ela participa de um projeto de pesquisa que relaciona a ocorrência de morcegos no Cerrado – por meio do som dos animais – à presença de pragas. “Dados preliminares mostram que há relação: com certeza, eles se alimentam desses insetos”, afirma Ludmilla.


O presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros (Sbeq), Ricardo Moratelli, sublinha a necessidade de mais taxonomistas – profissionais especializados na classificação de espécies – para realizar inventários da fauna de morcegos. “Sem isso, não dá para dizer quando uma espécie está ameaçada”, explica Moratelli, pesquisador da Fiocruz, no Rio. Ele também reclama da falta de editais de financiamento para promover um conhecimento mais aprofundado das espécies, não restrito a simples inventários.


Por enquanto, apenas uma espécie – o morceguinho-do-cerrado – mereceu um plano especial de manejo do Ministério do Meio Ambiente. O diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, explica que o morceguinho-do-cerrado, uma espécie que se alimenta de néctar, possui uma distribuição relativamente restrita no território nacional. “Espécies assim são mais vulneráveis que aquelas menos especializadas, encontradas em mais lugares.”


Bráulio afirma que, a pedido do ministério, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está se reunindo com especialistas para atualizar a avaliação do estado de conservação das espécies da fauna brasileira. Possivelmente, até o fim do ano, haverá uma nova lista de morcegos ameaçados.


Fonte: Primeira Edição

domingo, 3 de abril de 2011

Casal de pandas terá de sair do Japão por conta do desastre natural


A vida de Xiannu e Bill, um casal de pandas-gigantes chineses que se mudaram para o Japão no mês passado, está prestes a mudar novamente. Os animais, que custariam ao governo japonês mais de R$ 1,5 milhão a cada ano passado na ilha nipônica, terão de voltar para a China. A causa do retorno dos animais, que vivem no Zoo Ueno de Tóquio desde que foram emprestados pelos chineses aos seus vizinhos, são as graves consequências do terremoto e do tsunami que assolaram o Japão no último dia 11. Mas, para dar aos japoneses um gostinho do que seria ter a companhia dos simpáticos pandas-gigantes, os administradores do parque de Tóquio resolveram apressar a estreia dos bichões para o público।

Assim, nesta sexta (1º), Xiannu e Bill foram apresentados na capital japonesa. A dupla fez bastante sucesso. Já a fêmea Xiannu mostrou que tem um apetite daqueles: ela não largou o bambu, alimento favorito dos animais de sua espécie, mesmo com tanta plateia.

Cadela dá à luz 18 filhotes no interior paulista


A cadela Menina, de Rio Claro (SP), deu à luz 18 filhotes na quarta-feira, 30. Segundo a presidente da ONG que mantém a clínica onde ocorreu o parto, Roberta Escrivão de Campos, o feito é recorde mundial para a raça de Menina, que é uma pitbull. "Ela chegou aqui e foi direto para a cirurgia. Aí, começou a pingar cachorrinho", disse ela ao iG. Um dos filhotes morreu.


O veterinário que realizou a cesariana em Menina, André Luiz Caperucci, disse que Menina chegou à clínica pesando dez quilos a mais do que o normal para uma cadela de sua raça. Ainda de acordo com os dados levantados pelo veterinário, Menina tem dez anos e essa foi sua primeira gestação. Ao todo, seis profissionais, sendo dois veterinários e quatro estagiários, tomaram parte na operação.


"Quando a dona chegou com ela aqui, nossa preocupação era salvar a cadela", explicou Caperucci, acrescentando que Menina apresentava sinais de anemia e dificuldade para respirar. "A gestação normal seria de 62 dias, mas a dona disse que a cadela estava grávida havia mais de 75 dias".


Menina já passa bem, diz o veterinário. "Ela está ótima. É uma cadela brava que está protegendo os filhotes". Já o prognóstico dos cãezinhos é mais complicado. "Só o tempo vai dizer quais vão vingar, ou não. Não se espera que todos cheguem à idade adulta". Entre as dificuldades no caminho dos 17 pequenos pitbulls, está o fato de que Menina não tem como amamentar todos de uma vez.


A clínica veterinária onde Menina foi operada é voltada para população de baixa renda e vinculada à ONG Grupo de Apoio e Defesa dos Animais (Gada)।


Fonte: IG

Bom senso e respeito aos animais são regras para evitar brigas em condomínios


Para levar a sua cadela Pitchuca, de 10 anos, para passear, a psicóloga Iacy Mastropietro, 48 anos, e o filho Rodrigo, 15, precisam de tempo e paciência। Após descer os sete andares de escada, todo o trajeto entre o hall de entrada e a calçada precisa ser feito com a cadela no colo। O animal também deve estar com a coleira. Regras impostas pelo regulamento de seu prédio.




"Sei que em todos os condomínios existem regras que precisam ser respeitadas para que haja uma boa convivência entre os moradores। Mesmo com um trabalho maior de ter que subir e descer as escadas, eu e meus filhos seguimos todas as normas. Porém, nem sempre nos sobra disponibilidade para os passeios de Pitchuca. Às vezes, ela fica até 20 dias sem sair do apartamento", diz a psicóloga.


Antes de se mudar para o prédio, Iacy morou em um condomínio de casas, em que as regras estabelecidas nem sempre eram cumpridas, o que às vezes gerava conflitos entre os moradores. "Já surpreendi o gato do vizinho dentro do quarto do meu filho, mas nem adiantou reclamar porque, segundo o regulamento, os gatos podiam circular livremente pelas áreas comuns".


A estudante Mariana Ferreira, 25, também faz de tudo para evitar reclamações dos outros condôminos. Quando precisa passear com a Mel, de oito anos, ela usa apenas o elevador de serviço e a saída do prédio só pode ser pela garagem.


"Usar o elevador de serviço tudo bem, mas ter que levar o bichinho no colo já acho exagero. Minha cachorra está acostumada e não vai fazer sujeira aqui dentro", diz.


Dicas


• A regulamentação interna que inclui a questão de animais de estimação deve contemplar fatores que não levem riscos à saúde, e sossego dos moradores
• Antes de criar regras, síndicos e condôminos devem se reunir para que opiniões divergentes sejam ouvidas e debatidas, para que seja possível chegar a um consenso
• Atenção e bom senso para o cumprimento das normas estabelecidas
• Campanhas de conscientização ajudam a disseminar ideiais de respeito aos vizinhos e à integridade dos animais de estimação
• Evite circular com o animal solto nas áreas comuns. Use coleira, focinheira e limpe qualquer sujeira que ele fizer
• Prefira sempre o diálogo para resolver os problemas


Fonte: Jornal a Cidade

Efeito do tsunami no Japão provoca diminuição da vida animal


Os prejuízos causados pelo recente tsunami do Japão à vida animal não se restringiram ao país। Milhares de albatrozes, peixes e outras espécies ameaçadas foram mortos após a onda atingir o atol de Midway, no noroeste do Havaí. Mas enquanto operações de resgate se iniciam em santuários remotos, como no caso dos atóis, a situação no Japão é mais grave. Veterinários de diversos zoológicos do país relataram falta de gás, combustível para aquecedores, comida e água potável para os animais, e alguns consideram a transferência de suas espécies de mamíferos marinhos para outras regiões menos afetadas.


O tsunami que devastou o Japão também causou danos no Havaí, onde uma tartaruga marinha encalhou na praia e teve que ser resgatada por biólogos. Foto: AP


Os animais que estavam fora dos zoológicos, porém, não tiveram a oportunidade de serem salvos. "A maioria dos animais terrestres que viviam nas áreas alagadas morreram afogados devido ao volume e à velocidade com a qual a água invadiu o continente", diz o professor do Departamento de Biodiversidade e Ecologia da Faculdade de Biociências da PUCRS, Júlio César Bicca-Marques.


O biólogo aponta os detritos e destroços que contaminaram o mar após a destruição de casas, carros e barcos como uma das grandes ameaças às espécies do local. "Os destroços aumentarão a poluição, e desta forma, poderão comprometer a sobrevivência dos seres vivos marinhos, especialmente aqueles que vivem na região próxima à costa", explica.


Conforme Bicca-Marques, outra séria consequência de eventos nos quais o mar alaga grandes extensões do ambiente terrestre é a salinização de reservatórios de água doce e o transbordo da rede de esgotos. "O transbordo reduz a qualidade e a disponibilidade de água potável ao contaminá-la com agentes patogênicos, aumentando a incidência de doenças em seres humanos e outros animais. Assim, a água que invadiu a terra retorna para o mar contaminada, contribuindo ainda mais com a poluição do ambiente marinho", diz o especialista.


Especulações dos cientistas A real extensão dos danos à vida selvagem ainda vai demorar a ser revelada. Com base em estudos sobre as consequências do terremoto ocorrido na costa da Sumatra em 2004, cientistas especulam que sistemas de corais sejam bastante atingidos no ambiente marinho. Nas áreas terrestres, as regiões de serviam de fonte de alimento e que foram soterradas por areia podem nunca se recuperar, enquanto outras podem voltar ao normal conforme o fluxo de chuva.


Mas diferente de 2004, o tsunami do Japão ainda provocou o vazamento da usina nuclear de Fukushima, e frente à radioatividade, os animais estão expostos aos mesmos riscos que os humanos. "Os riscos da radioatividade para os animais são os mesmos que são conhecidos para nós: câncer, doenças hereditárias, comprometimento do funcionamento de órgãos e tecidos, malformação fetal, esterilidade, cataratas e problemas de pele", aponta o biólogo.


Como os humanos se alimentam de produtos de origem animal, a população das áreas próximas à usina de Fukushima foi orientada a evitar o consumo de leite e peixes. Em documento oficial, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que a radioatividade foi detectada em alimentos que apresentavam nível de iodo radioativo acima dos limites regulamentados no país, e com menores concentrações de césio.


Fazendeiros foram aconselhados à proteger seus rebanhos com lonas de plástico impermeáveis, enquanto exames frequentes avaliam a saúde de animais domésticos que estão em abrigos, junto dos seus donos. Mesmo assim, a diminuição da vida animal, seja ela de aves, peixes ou animais terrestres, é inevitável.


"Não há dúvida। Todas as consequências do tsunami e do vazamento de material radioativo provocaram, e continuarão provocando, uma diminuição significativa nas populações da maioria dos animais das áreas atingidas, seja pela morte de indivíduos adultos e jovens, seja pelo comprometimento do processo reprodutivo das espécies, através da destruição de ovos, por exemplo, além da devastação de áreas de procriação e redução da disponibilidade de alimento decorrente da destruição dos habitats e poluição", diz Bicca-Marques.



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