domingo, 12 de fevereiro de 2012

Animais idosos não perdem neurônios, indica estudo



Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em preás mostrou que, diferentemente do que se imaginava, animais idosos não sofrem redução do número de neurônios do sistema nervoso autônomo periférico – a parte do sistema nervoso situada nos diversos órgãos do indivíduo e fora do cérebro.

O estudo foi publicado no International Journal of Developmental Neuroscience – revista de referência da Associação Internacional da Neurociência do Desenvolvimento.

O trabalho corresponde à tese de mestrado conduzida por Aliny Antunes Barbosa Lobo Ladd na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP, com Bolsa da FAPESP e sob a supervisão do professor Antonio Augusto Coppi, responsável pelo Laboratório de Estereologia Estocástica e Anatomia Química (LSSCA) do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP (FMVZ-USP).

O estudo se soma a uma série de trabalhos do grupo que reforçam a tese de que os animais idosos não sofrem necessariamente redução do número de neurônios. "Além disso, o trabalho teve o mérito de observar neurônios se dividindo em animais idosos – algo que há alguns anos era considerado impossível na literatura médica", disse Coppi à Agência FAPESP.

De acordo com Coppi, já é possível afirmar que o envelhecimento não corresponde necessariamente a uma condenação à perda de células nervosas. Essa perda, segundo ele, era um dogma da neurociência há algumas décadas.

"De 1954 a 1984, vários trabalhos indicavam que havia perda de neurônios durante o envelhecimento. Mas atribuímos essa conclusão ao método bidimensional utilizado na época para quantificar as células nervosas. A partir de 1984, quando um grupo da Dinamarca publicou o primeiro trabalho utilizando o método de estereologia em três dimensões chamado de 'Disector', a contagem de células em geral passou a ser muito mais acurada e precisa", explicou.

Desde então, a comunidade científica internacional começou a refazer os trabalhos realizados nas décadas anteriores, com resultados mais acurados, mas os estudos em geral são voltados para o sistema nervoso central. Os trabalhos na FMVZ-USP são voltados especificamente a neurônios do sistema autônomo periférico, procurando confirmar as conclusões dos demais estudos realizados no cérebro.

"Iniciamos essa linha de pesquisa em 2002 e esse é o sétimo trabalho internacional que publicamos sobre o tema. Estamos confirmando por meio desses estudos que o número de neurônios do sistema nervoso periférico não diminui necessariamente durante o envelhecimento. Ao contrário, na maior parte das vezes se mantém estável", disse Coppi.

Divisão celular

O grupo já realizou estudos com ratos, cobaias, cavalos, cães, gatos, capivaras, pacas, cutias e, agora, preás – incluindo estudos com modelos de doença de Parkinson e de doença de Huntington. No caso dos preás, aos três anos e meio os animais são considerados idosos.

"Por meio dos métodos imuno-histoquímicos associados à estereologia, pudemos detectar neurônios uninucleados e binucleados em pleno processo de divisão em animais idosos. Nossa hipótese é que o número de células nervosas que se dividem é maior que o número de neurônios que morrem e isso permite que o número total de neurônios permaneça estável", disse Coppi.

Em meio aos muitos modelos animais estudados pelo grupo nos últimos dez anos, só uma exceção foi registrada: as cobaias. "No caso das cobaias tivemos uma redução de 21% no número total de neurônios entre os animais idosos. Não sabemos explicar as causas dessa redução. Em compensação, no caso do cão, houve um aumento incrível do número de neurônios em animais idosos: 1.700%", afirmou.

Apesar da exceção, o conjunto dos estudos mostra que a tendência na velhice é uma estabilidade ou aumento do número total de neurônios. "Esse dado por si só quebra o dogma de que o número de neurônios deveria necessariamente diminuir", afirmou.

O diferencial do estudo com os preás, segundo Coppi, é que pela primeira vez foram observados neurônios do sistema nervoso autônomo em pleno processo de divisão celular, os quais foram quantificados em três dimensões pelo método estereológico do fractionator óptico.

"Dessa vez utilizamos marcadores imunohistoquímicos especiais para detectar as células que estavam se dividindo. Mostramos que o número de células em divisão é uma proporção constante em cada faixa etária. Assim, o número total de células se mantém exatamente o mesmo em cada uma das quatro faixas etárias que observamos: animais neonatos, jovens, adultos e idosos", explicou.

O artigo SCG postnatal remodelling - hypertrophy and neuron number stability – in Spix's Yellow-toothed Cavies (Galea spixii), de Aliny Ladd, Antonio Coppi e outros, pode ser lido por assinantes da International Journal of Developmental Neuroscience em www.ncbi.nlm.nih.gov .

Mais informações sobre a pesquisa: www2.fmvz.usp.br/lssca e guto@usp.br.

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Eu Sou Seu

Você me fez fez e aposto que você sentiu

Eu tentei te vencer, mas você é tão quente, que derreti

Eu cai através rachaduras, agora eu estou tentando voltar

Antes que o frio passe, Eu darei o meu melhor

E nada, além de uma intervenção divina, vai me parar

Eu cobro de novo, minha vez de ganhar ou aprender um pouco

Mas eu não vou hesitar, não mais, não mais

Eu não posso esperar, eu sou seu

Bem, abra sua mente, e veja como eu

Abra seus planos, e caramba, você é livre

Olha para seu coração e você encontrará amor, amor, amor

Escute a música do momento, pessoas cantam e dançam

Nós somos só uma grande família, e

É seu direito divino esquecido de ser amada, amor, amada, amor, amada

Então eu não vou hesitar, não mais, não mais

Eu não posso esperar, com certeza

Não há necessidade de complicar, nosso tempo é curto

Esse é o nosso destino, sou seu

Você, mas você, vai

Mas você não quer vir

Vem pra mais perto, querida

E eu vou mordiscar sua orelha

Eu gastei muito tempo vendo minha língua no espelho

Inclinando para trás para tentar vê-la mais claramente

A minha respiração embaçou todo o vidro

Então eu desenhei um rosto novo e ri

Eu acho que estou dizendo que não há razão melhor

Se livrar da vaidade e apenas ir com o ritmo

É o que almejamos fazer, o nosso nome é a nossa virtude

Mas eu não vou hesitar, não mais, não mais

Eu não posso esperar, eu sou seu

Bem, abra sua mente, e veja como eu

Abra seus planos, e caramba, você é livre

Olha para seu coração e você verá que o céu é seu

Então por favor não, por favor não, por favor não

Não precisa complicar

Porque nosso tempo é curto

Esse é, esse é, esse é nosso destino, eu sou seu!






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