terça-feira, 12 de abril de 2011

Tamanduá-mirim é espancado e jogado no lixo no Pará




Foto: naturezajpa


Um tamanduá-mirim foi espancado e jogado ainda vivo numa lixeira em Marabá, no sudeste do Pará। “É chocante presenciar tamanha violência gratuita com a vida de um animal inocente”, afirmou a veterinária Christina Whiteman, chefe do Núcleo de Fauna da Gerência Executiva do Ibama na cidade, que vem tentando, com uso de antibióticos, anti-inflamatórios, suplementos vitamínicos e alimentação especial, salvar a vida do pequeno mamífero desde o último final de semana, quando foi encontrado।


Um telefonema anônimo avisou o Corpo de Bombeiros dos maus-tratos. O animal foi achado agonizando e levado ao órgão. Agora, recebe tratamento veterinário, mas ainda corre grande risco de morrer. Segundo Christina, não há fratura evidente, mas o estado do animal, com várias escoriações pelo corpo, indicam que pode haver danos internos, principalmente, na cabeça.


O tipo de ferimento indica que ele pode ter sido ferido por paus ou pedras. “Infelizmente, não é o primeiro caso aqui na região”, lamenta a veterinária. Neste ano, um motorista foi visto ao atropelar propositadamente uma sucuri que passava lentamente pela estrada e os bombeiros salvaram outro tamanduá-mirim que estava sendo apedrejado por crianças.


“Estamos orientando a população que ferir animais é considerado crime pela lei। E reforçando que mesmo aqueles que possam oferecer risco não devem ser feridos ou mortos, como serpentes e jacarés. Em caso de risco, os bombeiros e órgãos ambientais devem ser chamados para retirada do animal”, indica Christina.


Fonte: Primeira Edição

Metade das espécies brasileiras ameaçadas está protegida em unidades de conservação



Metade das 627 espécies brasileiras em Unidades de Conservação Federais, o levantamento detalha quais são e onde estão as 314 espécies encontradas em unidades de conservação (UCs) de todo o país, inclusive no bioma marinho. Entre os animais ameaçados encontrados nas áreas de conservação, estão o peixe-boi-da-amazônia, a onça-pintada, o mico-leão-dourado e a arara-azul-de-lear, símbolos da fauna brasileira ameaçada.


Apesar da proteção de espécies emblemáticas, ainda não se sabe se a outra metade da lista de animais ameaçados está em territórios protegidos. A maioria dos animais com risco de extinção registrados nas UCs são aves e mamíferos, mais fáceis de identificar, segundo o coordenador geral de espécies ameaçadas do ICMBio, Ugo Vercillo. “Peixes e invertebrados são mais difíceis de serem encontrados e identificados”.


A meta brasileira, assumida diante da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, é garantir que 100% dos animais ameaçados tenham exemplares em territórios protegidos. “O primeiro passo para conservar é saber onde elas estão, procurar cada espécie”, avalia Vercillo.


O bioma com maior número de registros de animais ameaçados encontrados em UCs é a Mata Atlântica, onde parques nacionais, estações ecológicas e outras unidades abrigam 168 espécies ameaçadas de extinção. Na Caatinga, das 43 espécies ameaçadas de extinção no bioma, 41 estão em unidades de conservação.


O presidente do ICMBio, Rômullo Melo, disse que o levantamento pode orientar a gestão das unidades espalhadas pelo país e ajudar a identificar lacunas de preservação. “O atlas fez o cruzamento para saber que unidades de conservação protegem que espécies ameaçadas. Vai ser um instrumento importante para orientar a definição de áreas prioritárias para ampliação e criação de novas unidades de conservação”.


O ICMBio lançou ontem(11) uma revista eletrônica para divulgação de informações científicas sobre espécies brasileiras, inclusive as ameaçadas de extinção. A meta é avaliar 10 mil espécies nos próximos cinco anos. O instituto também colocou no ar sua nova página na internet, com serviços e informações sobre as 310 unidades de conservação federais do país. O endereço eletrônico do ICMBio é o http://www.icmbio.gov.br/।


Fonte: Jornal do Brasil

domingo, 10 de abril de 2011

PASSEATA PELO DIREITO DOS ANIMAIS EM CAMPINAS - SP

Unidades de conservação da Amazônia possuem animais ameaçados de extinção

Parque Nacional de Anavilhanas, unidade de conservação federal localizada no Amazonas Parque Nacional de Anavilhanas, unidade de conservação federal localizada no Amazonas (Divugação/ICMBio )

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia do Ministério do Meio Ambiente, lança nesta segunda-feira (11), o Atlas da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção que residem em Unidades de Conservação Federais.


Somente no Estado no Amazonas, existem 26 unidades de conservação federais, entre parques nacionais, reservas biológicas, estações ecológicas, reservas extrativistas e florestas nacionais, entre outras.


No Amazonas, duas das espécies mais ameaçadas são o peixe-boi e a onça pintada.


Segundo informações da assessoria de comunicação do Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (IMCBio), há peixes-bois ameaçados em várias unidades de conservação federais do Amazonas.


Entre elas, estação ecológica de Curiã e florestas nacionais do Amazonas, de Humaitá, Pau-Rosa, Inauini e Purus.


A onça pintada localizada no Parque Nacional do Jaú e Campos Amazônicos também está ameaçada. Há também registros de animais ameaçados na Reserva Extrativista do baixo e médio Juruá e rio Jutaí.


No total, foram compilados 1.293 registros de 314 espécies da fauna ameaçada em 194 UCs federais.


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o presidente do Instituto, Rômulo Mello, estarão presentes.


Conforme informações da asessoria de comunicação do ICMBio, o trabalho é resultado do esforço de mais de uma centena de pessoas que buscaram informações sobre ocorrências de espécies, fotos, sugestões e todo tipo de apoio para tornar possível a elaboração do projeto.


O objetivo do Atlas é possibilitar uma primeira avaliação da eficiência do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) na proteção das espécies da fauna ameaçadas de extinção.


Também serão lançados no evento a revista eletrônica Biodiversidade Brasileira, BioBrasil, e o novo portal na internet do ICMBio. A revista BioBrasil é voltada para a divulgação de informações técnico-científicas relativas ao conhecimento, manejo e conservação das das espécies ameaçadas de extinção e das unidades de conservação federais।


Fonte: Portal A Crítica

Bicharada unida por uma boa causa


Vestida como dálmata, Fernanda Meirelles ajuda na conscientização


Vestida como dálmata, Fernanda Meirelles ajuda na conscientização


Cachorra, gato e várias pessoas unidas para ajudar um cavalo. Estranho? Pois quem passou pela avenida Getúlio Vargas no cruzamento com a rua Amadeu Sangiovani entre as 10h e as 16h deste sábado é testemunha.


Por baixo da roupa de dálmata, estava a jovem Fernanda Meirelles, 14. E o gato é, na verdade, Leonardo Meirelles, 15.


Ambos são filhos de voluntárias da Ong Instituto Vida Digna, de proteção aos animais, e participavam do ‘Pedágio de Amor aos Animais’.


“Adoro animais”, dizia Fernanda.


O sol era forte, mas não desanimou a menina. “A gente perde uns quilinhos e ainda ajuda”, brincou.


Além de conscientizar a respeito dos cuidados com os animais e arrecadardinheiro para a Ong, o pedágio tinha a intenção de juntar dinheiro para pagar o tratamento do cavalo Cacique.


Vítima de maus-tratos, o animal foi recolhido pela Ong após cair de cansaço em uma rua da cidade.


Já velho - tem cerca de 18 anos - estava com a saúde debilitada.


Os voluntários o encaminharam para o hospital veterinário da Unip. O tratamento ficou em mais de R$ 1 mil.


Hoje Cacique está bem, e recebe cuidados em um sítio na região de Bauru.


Na tarde deste sábado, cerca de 15 pessoas prestaram auxílio no pedágio। Os voluntários da Ong sentem-se felizes em ajudar, mas sabem que há muito ainda por ser feito. “É preciso mudar a mentalidade da população e do poder público para haver mais cuidado e respeito com os animais”, diz a presidente da Ong Beatriz Schuler, 57.


Fonte: Rede Bom Dia

Animais também xavecam



Foto: Divulgação

Nada mais natural do que se exibir para o outro. A diferença do ser humano e dos animais, é que os bichos agem 100% por instinto. Eles precisam caprichar na paquera para impressionar e fortalecer o vínculo entre o casal. Tudo para que se comprometam a dividir as responsabilidades de se constituir uma família e evitem a separação ou até a morte depois do acasalamento (algumas espécies de aranhas matam o parceiro).


Cada animal tem a sua técnica para atrair o outro. O pássaro fragata, por exemplo, sofre até mudanças físicas. No período reprodutivo, o macho enche de ar um saco de pele localizado no papo, fazendo com que pareça uma grande bola avermelhada. O saco fica até 30 vezes maior que seu tamanho natural. O pavão, por sua vez, mostra as penas coloridas do rabo para a fêmea quando quer chamar a atenção.


Já a fêmea da espécie dos musaranhos (tipo de roedor) é bem exigente: ela só corresponde se o macho der várias lambidas na face e na nuca dela. Os macacos gibões precisam treinar a cantoria. As fêmeas só prestam atenção após um longo período de demonstração em cima das árvores.


A ave aquática megulhão-de-crista pratica um glamuroso show durante o xaveco। Um dos parceiros nada e mergulha na direção do outro, emergindo com as asas abertas e o corpo ereto. Os dois seguem juntos com o peito colado no outro, dando mergulhos e fazendo piruetas, em uma espécie de tango animal.


Fonte: Diário do Grande ABC

Agentes apreendem mais de 5.000 animais vendidos ilegalmente no RJ


Foto:Arquivo


Agentes da Secretaria Especial da Ordem Pública apreenderam mais de 5।000 animais vendidos ilegalmente em uma feira livre de Honório Gurgel, na zona norte do Rio de janeiro। Durante a operação Choque de Ordem, três pessoas foram detidas e encaminhadas à delegacia, acusadas de maus tratos aos animais e de não terem licença para realização de venda. Entre os animais estavam mais de 5.000 peixes ornamentais e mais de 600 pássaros, incluindo sete espécies em extinção. As aves foram encaminhadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, em Seropédica, na Região Metropolitana, onde passarão por uma fase de adaptação até que possam ser devolvidas à natureza। Os outros animais foram encaminhados ao Zoológico do Rio.

Fonte: eBand

sábado, 9 de abril de 2011

Primeiro peixe-boi nascido em cativeiro na Amazônia faz aniversário



Erê e a mãe, Boo, em cativeiro localizado nos laboratórios do Inpa, no Amazonas


Erê e a mãe, Boo, em cativeiro localizado nos laboratórios do Inpa, no Amazonas


(Divulgação/Inpa)



Erê, o primeiro peixe-boi da Amazônia nascido em cativeiro completou nesta sexta-feira 13 anos de idade.


O nascimento e a história de Erê é considerado são considerados um marco na ciência e nos projetos de proteção desta espécie de animal, que está na lista de riscos de extinção na Amazônia.


Erê é filho do primeiro peixe-boi recolhido pelo projeto Peixe-boi da Amazônia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT).


Tudo começou com o resgate de um filhote de peixe-boi fêmea, batizada como “Boo”, nos anos 70, período em que se sabia muito pouco sobre a espécie.


Ela foi levada ao Instituto ainda filhote, vítima de maus tratos. Recebeu os primeiros cuidados da pesquisadora pioneira do Projeto, Diana Magor.


Boo resistiu a dias difíceis vividos pelo Projeto nas décadas de 70 e 80, e, pelo bem da ciência, em 1998, aos seus 24 anos, deu à luz a Erê. O nome foi escolhido por meio de uma campanha.


O nascimento do Erê foi uma grande surpresa.


No dia 08 de abril de 1998, os tratadores do Projeto Peixe-boi da Amazônia esvaziaram o tanque para ser realizado exame de biometria, pesagem e medida dos animais, e levaram um grande susto. Havia um bebê peixe-boi ainda envolto na placenta junto aos demais.


“Foi um misto de sentimentos: surpresa, alegria, espanto. Nós já tínhamos observado que a Boo estava mais gorda e mais resistente ao toque na hora que fazíamos a biometria, mas não esperávamos que ela estivesse grávida. Infelizmente não presenciamos o parto, o que tornaria a surpresa muito mais emocionante. Para mim é um orgulho ter acompanhado o crescimento desse filhote”, conta emocionado o tratador que atua no Projeto há 15 anos, Marcelo da Silva.


Para o veterinário do Inpa, Anselmo d’Affonseca, esse foi um acontecimento importante para obtenção de mais informações sobre a biologia da espécie.


“A partir desse nascimento, começamos a ter dados sobre a interação de mãe e filhote, a composição do leite, da vocalização da mãe e filhote, da época de desmame, foi possível também começar a comparar o crescimento do Erê com os filhotes órfãos”, explica.


Grande família


Boo aumentou a família. No ano em que o Erê completou três anos, mais um herdeiro dela veio ao mundo, infelizmente natimorto.


No entanto, mais uma vez ela surpreendeu a todos ao realizar outra façanha inédita, ela adotou dois filhotes órfãos: Tapajós e Manaós.


Depois de ter criado os filhos adotivos, a mamãe Boo novamente engravida e em 2004, nasce Kinja.


No ano em que a Ampa comemorava suas 10 primaveras, o Parque Aquático Robin C. Best ganha mais um morador, Ayrumã, o terceiro filho legítimo da super-mamãe, que não satisfeita, resolveu aumentar a família com mais um membro, adotando sua terceira filha, Erapuã.

Fonte: Acritica.com

Marcha pelos animais em Lisboa


A Associação Animal promove, este sábado, uma marcha em Lisboa que se insere nas iniciativas de apoio à campanha de recolha de assinaturas com o objectivo de levar ao Parlamento a proposta de uma nova lei de protecção dos animais. Segundo a página no Facebook da Associação, mais de 2700 pessoas mostraram disponibilidade para marcar presença num protesto cuja concentração está marcada, «por razões óbvias», segundo a organização, para a praça de touros do Campo Pequeno. A marcha segue depois até à Assembleia da República, onde irá ter lugar uma conferência com a presença de algumas figuras públicas que apoiam a causa.
Fonte: abola

Instituição que protege animais rejeita casa do atirador de Realengo


O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, órgão que agrega mais de 100 entidades de proteção animal de todos os estados brasileiros, rejeitou nesta sexta-feira a casa oferecida pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, autor da tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira, nesta quinta-feira, em Realengo, Zona Oeste do Rio.


Na carta encontrada no local, Wellington, de 23 anos, afirmou que gostaria de doar a casa em que morava, em Sepetiba, para instituições de proteção animal. Mas a presidente do fórum, Sonia Peralli Fonseca, repudiou a oferta. "Qualquer entidade de proteção animal veria com horror essa possibilidade, vinda de um assassino que, covardemente, por doença ou seja por que motivo for, matou tantas crianças. Seria a maior impropriedade possível você receber uma doação com essa origem".


* Com informações da Agência Brasil

sexta-feira, 8 de abril de 2011

A Câmara Municipal de Natal aprovou uma lei que proíbe a eutanásia



A Câmara Municipal de Natal aprovou uma lei que proíbe a eutanásia (eliminação da vida) de cães e gatos e controle de zoonoses, canis públicos e estabelecimentos oficiais congêneres, sob pena de R$ 1 mil para quem descumprir a norma. A lei abra exceção apenas para casos em que os animais apresentem doenças graves ou enfermidades infecto-contagiosas incuráveis que coloquem em risco a saúde de pessoas ou de outros animais. A eutanásia será justificada através de laudos e exames que comprovem a necessidade do sacrifício do animal.


De acordo com a lei, os cães e gatos com histórico de mordedura injustificada e comprovada por laudo médico, será inserido em um programa especial de adoção, com critérios diferenciados, prevendo assinatura de termo de compromisso pelo qual o adotante será obrigado a cumprir o estabelecido em legislação específica para cães bravios, a manter o animal em local seguro e em condições favoráveis ao seu processo de ressocialização. Caso estas medidas não sejam adotadas em até 90 dias, o animal deve ser eutanasiado.


Para o recolhimento dos animais, a lei prevê procedimentos de manejo, de transporte e de averiguação da existência do tutor, de responsável ou de cuidador em sua comunidade. O animal reconhecido como comunitário será recolhido para esterilização, registro e devolução à comunidade de origem, após identificação e assinatura de termo de compromisso de seu cuidador principal. Após a esterilização, o responsável tem até 72 horas para buscar o animal, caso contrário, ele será encaminhado para adoção.


Fonte: Tribuna do Norte

A morte de morcegos pode trazer um prejuízo anual de US$ 3,7 bilhões


A morte de morcegos pode trazer um prejuízo anual de US$ 3,7 bilhões para a agricultura americana por gastos com pesticida e queda de produtividade. Atualmente, as populações do animal sofrem um grave declínio nos EUA. Os autores do estudo publicado na Science afirmam que as conclusões servem de alerta para outros países, entre eles o Brasil.

Cerca de 1 milhão de morcegos americanos morreram nos últimos anos (mais informações nesta página). Com isso, até 1,3 mil toneladas de insetos aumentam anualmente, ameaçando cultivos e florestas. “Sem dúvida, morcegos insetívoros também desempenham um papel importante no controle de insetos no Brasil”, afirma o autor do artigo, Justin Boyles, da Universidade de Pretória, na África do Sul.


Os pesquisadores Susi Pacheco, do Instituto Sauver, em Porto Alegre, e Carlos Esbérard, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), realizaram um cálculo semelhante ao dos americanos. “Cerca de 500 morcegos insetívoros, cada um pesando 10 gramas, consumiriam 6 toneladas de insetos por ano”, pondera Susi.


“Além disso, como há uma grande diversidade de morcegos no Brasil, eles realizam outros serviços importantes para a regeneração de florestas: polinização e dispersão de sementes”, pondera Boyles.


O brasileiro Marco Mello, pós-doutorando da Universidade de Ulm, na Alemanha, publicou há um mês um artigo na PLoS One sobre as interações entre plantas frutíferas e morcegos no Brasil. Eles constituem o segundo grupo dispersor de sementes mais importante. Perdem apenas para as aves.


Mello mostrou que as redes de interação com plantas que envolvem morcegos são mais sensíveis à extinção de uma espécie que as que envolvem aves: o desaparecimento de um elo da rede causa um impacto maior na saúde do ecossistema. Outros estudos apontam que os morcegos costumam cuidar da dispersão das sementes de plantas pioneiras – aquelas que iniciam um processo de reflorestamento. As aves seriam responsáveis principalmente pelas árvores mais tardias. Ou seja, em áreas degradadas ou fragmentadas, os morcegos desempenhariam um papel importante.


Para Ludmilla Aguiar, da Universidade de Brasília (UnB), faltam estudos para entender o serviço prestado por morcegos nos diversos ecossistemas do País. “A gente mal sabe que tipo de insetos eles comem”, afirma Ludmilla. “O Cerrado, bioma com maior número de áreas agrícolas, tem muitos morcegos insetívoros. Precisamos estudar seu comportamento.” Ela participa de um projeto de pesquisa que relaciona a ocorrência de morcegos no Cerrado – por meio do som dos animais – à presença de pragas. “Dados preliminares mostram que há relação: com certeza, eles se alimentam desses insetos”, afirma Ludmilla.


O presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros (Sbeq), Ricardo Moratelli, sublinha a necessidade de mais taxonomistas – profissionais especializados na classificação de espécies – para realizar inventários da fauna de morcegos. “Sem isso, não dá para dizer quando uma espécie está ameaçada”, explica Moratelli, pesquisador da Fiocruz, no Rio. Ele também reclama da falta de editais de financiamento para promover um conhecimento mais aprofundado das espécies, não restrito a simples inventários.


Por enquanto, apenas uma espécie – o morceguinho-do-cerrado – mereceu um plano especial de manejo do Ministério do Meio Ambiente. O diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, explica que o morceguinho-do-cerrado, uma espécie que se alimenta de néctar, possui uma distribuição relativamente restrita no território nacional. “Espécies assim são mais vulneráveis que aquelas menos especializadas, encontradas em mais lugares.”


Bráulio afirma que, a pedido do ministério, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) está se reunindo com especialistas para atualizar a avaliação do estado de conservação das espécies da fauna brasileira. Possivelmente, até o fim do ano, haverá uma nova lista de morcegos ameaçados.


Fonte: Primeira Edição

domingo, 3 de abril de 2011

Casal de pandas terá de sair do Japão por conta do desastre natural


A vida de Xiannu e Bill, um casal de pandas-gigantes chineses que se mudaram para o Japão no mês passado, está prestes a mudar novamente. Os animais, que custariam ao governo japonês mais de R$ 1,5 milhão a cada ano passado na ilha nipônica, terão de voltar para a China. A causa do retorno dos animais, que vivem no Zoo Ueno de Tóquio desde que foram emprestados pelos chineses aos seus vizinhos, são as graves consequências do terremoto e do tsunami que assolaram o Japão no último dia 11. Mas, para dar aos japoneses um gostinho do que seria ter a companhia dos simpáticos pandas-gigantes, os administradores do parque de Tóquio resolveram apressar a estreia dos bichões para o público।

Assim, nesta sexta (1º), Xiannu e Bill foram apresentados na capital japonesa. A dupla fez bastante sucesso. Já a fêmea Xiannu mostrou que tem um apetite daqueles: ela não largou o bambu, alimento favorito dos animais de sua espécie, mesmo com tanta plateia.

Cadela dá à luz 18 filhotes no interior paulista


A cadela Menina, de Rio Claro (SP), deu à luz 18 filhotes na quarta-feira, 30. Segundo a presidente da ONG que mantém a clínica onde ocorreu o parto, Roberta Escrivão de Campos, o feito é recorde mundial para a raça de Menina, que é uma pitbull. "Ela chegou aqui e foi direto para a cirurgia. Aí, começou a pingar cachorrinho", disse ela ao iG. Um dos filhotes morreu.


O veterinário que realizou a cesariana em Menina, André Luiz Caperucci, disse que Menina chegou à clínica pesando dez quilos a mais do que o normal para uma cadela de sua raça. Ainda de acordo com os dados levantados pelo veterinário, Menina tem dez anos e essa foi sua primeira gestação. Ao todo, seis profissionais, sendo dois veterinários e quatro estagiários, tomaram parte na operação.


"Quando a dona chegou com ela aqui, nossa preocupação era salvar a cadela", explicou Caperucci, acrescentando que Menina apresentava sinais de anemia e dificuldade para respirar. "A gestação normal seria de 62 dias, mas a dona disse que a cadela estava grávida havia mais de 75 dias".


Menina já passa bem, diz o veterinário. "Ela está ótima. É uma cadela brava que está protegendo os filhotes". Já o prognóstico dos cãezinhos é mais complicado. "Só o tempo vai dizer quais vão vingar, ou não. Não se espera que todos cheguem à idade adulta". Entre as dificuldades no caminho dos 17 pequenos pitbulls, está o fato de que Menina não tem como amamentar todos de uma vez.


A clínica veterinária onde Menina foi operada é voltada para população de baixa renda e vinculada à ONG Grupo de Apoio e Defesa dos Animais (Gada)।


Fonte: IG

Bom senso e respeito aos animais são regras para evitar brigas em condomínios


Para levar a sua cadela Pitchuca, de 10 anos, para passear, a psicóloga Iacy Mastropietro, 48 anos, e o filho Rodrigo, 15, precisam de tempo e paciência। Após descer os sete andares de escada, todo o trajeto entre o hall de entrada e a calçada precisa ser feito com a cadela no colo। O animal também deve estar com a coleira. Regras impostas pelo regulamento de seu prédio.




"Sei que em todos os condomínios existem regras que precisam ser respeitadas para que haja uma boa convivência entre os moradores। Mesmo com um trabalho maior de ter que subir e descer as escadas, eu e meus filhos seguimos todas as normas. Porém, nem sempre nos sobra disponibilidade para os passeios de Pitchuca. Às vezes, ela fica até 20 dias sem sair do apartamento", diz a psicóloga.


Antes de se mudar para o prédio, Iacy morou em um condomínio de casas, em que as regras estabelecidas nem sempre eram cumpridas, o que às vezes gerava conflitos entre os moradores. "Já surpreendi o gato do vizinho dentro do quarto do meu filho, mas nem adiantou reclamar porque, segundo o regulamento, os gatos podiam circular livremente pelas áreas comuns".


A estudante Mariana Ferreira, 25, também faz de tudo para evitar reclamações dos outros condôminos. Quando precisa passear com a Mel, de oito anos, ela usa apenas o elevador de serviço e a saída do prédio só pode ser pela garagem.


"Usar o elevador de serviço tudo bem, mas ter que levar o bichinho no colo já acho exagero. Minha cachorra está acostumada e não vai fazer sujeira aqui dentro", diz.


Dicas


• A regulamentação interna que inclui a questão de animais de estimação deve contemplar fatores que não levem riscos à saúde, e sossego dos moradores
• Antes de criar regras, síndicos e condôminos devem se reunir para que opiniões divergentes sejam ouvidas e debatidas, para que seja possível chegar a um consenso
• Atenção e bom senso para o cumprimento das normas estabelecidas
• Campanhas de conscientização ajudam a disseminar ideiais de respeito aos vizinhos e à integridade dos animais de estimação
• Evite circular com o animal solto nas áreas comuns. Use coleira, focinheira e limpe qualquer sujeira que ele fizer
• Prefira sempre o diálogo para resolver os problemas


Fonte: Jornal a Cidade

Efeito do tsunami no Japão provoca diminuição da vida animal


Os prejuízos causados pelo recente tsunami do Japão à vida animal não se restringiram ao país। Milhares de albatrozes, peixes e outras espécies ameaçadas foram mortos após a onda atingir o atol de Midway, no noroeste do Havaí. Mas enquanto operações de resgate se iniciam em santuários remotos, como no caso dos atóis, a situação no Japão é mais grave. Veterinários de diversos zoológicos do país relataram falta de gás, combustível para aquecedores, comida e água potável para os animais, e alguns consideram a transferência de suas espécies de mamíferos marinhos para outras regiões menos afetadas.


O tsunami que devastou o Japão também causou danos no Havaí, onde uma tartaruga marinha encalhou na praia e teve que ser resgatada por biólogos. Foto: AP


Os animais que estavam fora dos zoológicos, porém, não tiveram a oportunidade de serem salvos. "A maioria dos animais terrestres que viviam nas áreas alagadas morreram afogados devido ao volume e à velocidade com a qual a água invadiu o continente", diz o professor do Departamento de Biodiversidade e Ecologia da Faculdade de Biociências da PUCRS, Júlio César Bicca-Marques.


O biólogo aponta os detritos e destroços que contaminaram o mar após a destruição de casas, carros e barcos como uma das grandes ameaças às espécies do local. "Os destroços aumentarão a poluição, e desta forma, poderão comprometer a sobrevivência dos seres vivos marinhos, especialmente aqueles que vivem na região próxima à costa", explica.


Conforme Bicca-Marques, outra séria consequência de eventos nos quais o mar alaga grandes extensões do ambiente terrestre é a salinização de reservatórios de água doce e o transbordo da rede de esgotos. "O transbordo reduz a qualidade e a disponibilidade de água potável ao contaminá-la com agentes patogênicos, aumentando a incidência de doenças em seres humanos e outros animais. Assim, a água que invadiu a terra retorna para o mar contaminada, contribuindo ainda mais com a poluição do ambiente marinho", diz o especialista.


Especulações dos cientistas A real extensão dos danos à vida selvagem ainda vai demorar a ser revelada. Com base em estudos sobre as consequências do terremoto ocorrido na costa da Sumatra em 2004, cientistas especulam que sistemas de corais sejam bastante atingidos no ambiente marinho. Nas áreas terrestres, as regiões de serviam de fonte de alimento e que foram soterradas por areia podem nunca se recuperar, enquanto outras podem voltar ao normal conforme o fluxo de chuva.


Mas diferente de 2004, o tsunami do Japão ainda provocou o vazamento da usina nuclear de Fukushima, e frente à radioatividade, os animais estão expostos aos mesmos riscos que os humanos. "Os riscos da radioatividade para os animais são os mesmos que são conhecidos para nós: câncer, doenças hereditárias, comprometimento do funcionamento de órgãos e tecidos, malformação fetal, esterilidade, cataratas e problemas de pele", aponta o biólogo.


Como os humanos se alimentam de produtos de origem animal, a população das áreas próximas à usina de Fukushima foi orientada a evitar o consumo de leite e peixes. Em documento oficial, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que a radioatividade foi detectada em alimentos que apresentavam nível de iodo radioativo acima dos limites regulamentados no país, e com menores concentrações de césio.


Fazendeiros foram aconselhados à proteger seus rebanhos com lonas de plástico impermeáveis, enquanto exames frequentes avaliam a saúde de animais domésticos que estão em abrigos, junto dos seus donos. Mesmo assim, a diminuição da vida animal, seja ela de aves, peixes ou animais terrestres, é inevitável.


"Não há dúvida। Todas as consequências do tsunami e do vazamento de material radioativo provocaram, e continuarão provocando, uma diminuição significativa nas populações da maioria dos animais das áreas atingidas, seja pela morte de indivíduos adultos e jovens, seja pelo comprometimento do processo reprodutivo das espécies, através da destruição de ovos, por exemplo, além da devastação de áreas de procriação e redução da disponibilidade de alimento decorrente da destruição dos habitats e poluição", diz Bicca-Marques.



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