quarta-feira, 30 de junho de 2010

Faro de cão ajuda doente com diabetes

Treinada para detectar a queda do nível de açúcar no sangue, uma cadela de raça "labrador", tem ajudado uma menina britânica a não entrar em coma por causa de diabetes.

Faro de cão ajuda doente com diabetes

“Ela salva a minha vida”, diz Rebecca Farrar, de seis anos, a primeira criança a receber um cão para este efeito. “Ela é a minha melhor amiga”, acrescenta a criança, citada pela BBC.

Shirley é o nome da cadela, um dos dez animais treinados para alertar diabéticos quando a sua condição piora, que acompanha Rebecca, com diabetes tipo 1 diaagnosticados há quatro meses।

A cadela sente uma mudança de odor do corpo de Rebecca sempre que o seu nível de açúcar baixa ou sobe, cheiro que não é detectado pelos seres humanos।

Segundo Claire, mãe de Rebecca, “Shirley percebe a queda do nível de açúcar rapidamente e começa a lamber as mãos e as pernas de Rebecca até ela beber uma coca-cola ou ingerir açúcar, de modo a elevar os seus níveis de açúcar novamente. Quando a taxa está muito alta, Shirley também sente e alerta”.

A mãe defende ainda que a presença do animal na casa tornou a vida de todos mais fácil. “Ela tinha uma crise a cada dois dias. Às vezes eu socorria-a pouco antes de ela entrar em coma, outras vezes tinha de chamar uma ambulância”, disse Claire.

A entidade que concedeu a cadela à família, “Cancer & Bio-detection”, treina os animais para detectarem todo o tipo de doenças, incluindo o cancro.

“O que descobrimos nos últimos anos é que os cães são capazes de detectar doenças humanas pelo odor। Quando a nossa saúde altera, temos uma pequena alteração do odor no nosso corpo. Para nós é uma diferença mínima, mas para o cão é fácil de notar”, Claire Guest da organização da entidade beneficente.

Jornal de Notícias


Jovens protestam nus em Washington contra caça de focas no Canadá

Protesto do grupo de defesa dos animais Peta chamou a atenção para o alto número de animais a serem caçados este ano

Foto: AP

Sem roupas e pintados com as cores da bandeira canadense (vermelho e branco), um grupo de jovens protestou hoje em frente à Embaixada do Canadá em Washington contra a caça de focas.

A caça de focas harpa começa toda primavera no Canadá, quando os animais migram da Groenlândia para a costa do país para dar à luz. A manifestação de hoje foi organizada pelo grupo de defesa dos animais Peta. Em declarações à Agência Efe, Virginia Fort, organizadora das campanhas da ONG, denunciou a caça como "vergonhosa" e "sem rentabilidade".

No início de abril, o Governo canadense levanta a proibição para a prática e, sempre entre denúncias de grupos defensores de animais, os caçadores buscam entre o gelo as focas. As autoridades canadenses autorizaram este ano a caça de 380 mil focas harpa, um número maior que o permitido no ano passado, quando se caçaram 74.500 do total de 280 mil permitido.

A União Europeia e os Estados Unidos proíbem a venda de produtos de foca, e a Rússia vetou a caça desses animais। O Senado americano também já aprovou resoluções de condenação à prática.

Último Segundo

Festa cãonina diverte animais e donos‎

Bandeirinhas, barracas de comida típica e brincadeiras, música, dança e até um parque. Festa junina é sempre assim. E não poderia ser diferente com a Festa Cãonina na tarde de segunda-feira, dia 28 de junho. Véspera do dia de São Pedro em um clube de São Bernardo.

Segundo os organizadores, pelo menos 150 cães passaram pelo local. Para entrar no evento era necessário levar 1 kg de ração canina para entidades de proteção animal, ou um agasalho, para asilo da região.

Um dos pontos altos da festa, a terceira do gênero, foi a ‘cãodrilha'', a quadrilha formada por cães e seus donos. "Eu vos declaro cão e cadela", finalizou o padre.

Cãopirinha - A vira-lata Trufa, 3 anos, foi uma das campeãs do Concurso Cãopirinha. "Ela tinha 1 ano quando a achei na rua. Levou seis meses para se curar de doença do carrapato, de anemia e de uma pata quebrada. Até cirurgia foi feita na pata. Agora está aqui ganhando prêmio", contou a dona Talita de Paulo, 22, que estuda administração e mora em Osasco.

Outra ganhadora do concurso foi a chow chow Vita, 4 meses. "Temos cinco cachorros, trouxemos três deles. O Gorran, 18 meses, ganhou como melhor chow chow jovem em 2009. Eventos como esse são importantes por causa do contato com outros cães", contou o casal de São Bernardo, Elaine, 30, e Ragucci, 34.

Diário do Grande ABC

Menor grupo de baleias do mundo tem apenas oito fêmeas‎

Eubalaena japonica, com 30 animais identificados, corre isco de desaparecer

Do R7, com France Presse

Reprodução
Foto por Reprodução
Baleia-franca-do-pacífico pode chegar a 18 metros de
comprimento e habita o norte do oceano Pacífico

O menor grupo conhecido de baleias, o da espécie Eubalaena japonica, que vive no mar de Bering e no golfo do Alaska, no norte do oceano Pacífico, tem atualmente cerca de 30 integrantes, sendo apenas oito fêmeas, o que coloca esses animais em seríssimo risco de extinção.

De acordo com a IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza, na sigla em inglês), a região abrigava dezenas de milhares desses animais, conhecidos também como baleia-franca-do-pacífico, mas a caça acabou com a maior parte dos integrantes da espécie no século 19 – apenas na década de 40 daquele século foram mortas 30 mil dessas baleias. A caça realizada pela União Soviética nos anos 1960 também intensificaram o processo.

Essas baleias, que podem chegar a 18 metros de comprimento, estão também ameaçadas pelo tráfego marítimo, principalmente por causa de colisões com embarcações.

O pesquisador Paul Wade, do Centro de Ciência da Pesca do Alaska, diz que agora o número de fêmeas é o mais preocupante.

– É uma situação precária, consequência direta da exploração descontrolada e ilegal das baleias. Isso mostra o fracasso internacional em evitar esse tipo de abuso.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores usaram dois métodos de medição de populações de baleias. O primeiro foi por meio de observações visuais, por meio de fotos feitas por avião durante o período entre 1998 e 2001 e também em 2008, e imagens tiradas por navios entre 2005 e 2007. A outra medida foi feita por meio da coleta de tecidos desses animais, com o objetivo de fazer análises genéticas – foram feitas 43 amostras em dez anos.

Os dois métodos indicaram dados parecidos e alarmantes: 31 animais identificados por meio de fotografias e 28 por meio da análise genética.

Outra população de baleias francas vive a oeste do Pacífico norte। Também corre o risco e, segundo estimativas, conta com menos de 900 indivíduos. As duas populações não têm contato entre si.

R7

PF prende 30 pessoas por tráfico de animais silvestres

A Polícia Federal identificou e prendeu 30 integrantes de uma quadrilha que pode ser a maior do país no tráfico internacional de animais silvestres. Foram expedidos mandados de prisão contra 32 pessoas em 12 cidades dos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina, que estão sendo cumpridos nesta quarta-feira, além de 42 mandados de busca e apreensão em repartições públicas e residências. Segundo balanço da PF, até agora cerca de dez mil animais foram apreendidos e serão levados a centros do Ibama para se recuperar dos maus tratos a que foram submetidos.

Alguns animais deverão ser repatriados para a Holanda, se houver condições, já que a quadrilha também atuava no sentido inverso trazendo ilegalmente animais para o Brasil. Os exemplares brasileiros levados clandestinamente também serão repatriados.

A PF identificou como responsáveis pelo tráfico um brasileiro que mora na Austrália e um holandês que mora próximo a Amsterdã, capital holandesa. Entre os animais apreendidos estão principalmente aves, que eram vendidas a preço exorbitantes no exterior. Uma empresa e uma pessoa física tiveram o sequestro de seus bens determinado pela Justiça.

Segundo a PF, que começou a investigar o esquema há oito meses, entre os envolvidos estão servidores públicos que ocupam cargos nos quais deveriam justamente fiscalizar e reprimir crimes ambientais. Entre eles, já foi identificado um servidor do Instituto Ambiental do Paraná.

Os integrantes da quadrilha responderão por maus-tratos de animais, tráfico internacional de espécies das faunas nativa e exótica, receptação, formação de quadrilha, falsificação públicos, tráfico de influência, crimes contra a ordem tributária e de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores.

A operação, batizada de São Francisco, tem o apoio da Interpol, a polícia internacional, que cumpre mandados de busca e apreensão também no exterior. No Brasil, buscas e prisões estão sendo realizadas nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu, no Paraná; São Paulo, Ribeirão Preto, Araraquara, Piracicaba, Campinas e Capivari, em São Paulo; e Florianópolis.

Em Ribeirão Preto, a 319 km de São Paulo, duas pessoas foram presas e 389 aves exóticas, apreendidas। Duas apreensões já foram feitas durante a investigação. Uma delas ocorreu no aeroporto de Guarulhos, onde foi surpreendido um estrangeiro que chegava ao Brasil trazendo 64 ovos. Ele foi foi flagrado quando um dos ovos eclodiu.

O Globo

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Gato que perdeu patas traseiras em acidente ganha próteses

É a primeira vez que uma cirurgia deste tipo é realizada no mundo

Rio - Oscar ficou famoso após sobreviver a um violento acidente que lhe custou as patas traseiras. Depois de nove meses do choque, ele foi cobaia de uma cirurgia pioneira que o devolveu a capacidade de andar: ele recebeu próteses de titânio e outros metais que substituem as patas. Confira o vídeo do "gato biônico":

O bichano de dois anos de idade, que foi operado pelo veterinário Noel Fitzpatrick, vai ser estrela do primeiro episódio de uma série da BBC, "O veterinário biônico", em tradução literal.

A série vai mostrar o veterinário salvando animais com artifícios de tecnologia de ponta. O público vai ver como foi realizada a operação, que durou três horas, no momento em que ele perfura os buracos das pernas do gato e insere as hastes de metal em seus ossos do tornozelo. Estes implantes de ponta foram desenvolvidos pela University College London.

Mas Oscar terá agora de ser um gato caseiro, porque os membros implantados não são adequados para a vida ao ar livre। O procedimento realizado custou milhares de libras.

O Dia Online

Macacos usam filhotes para impressionar os outros, diz estudo

Não muito tempo atrás, Julia Fischer, do Centro Alemão de Estudo de Primatas, em Gottingen, se divertiu quando viu dois de seus distintos colegas homens se vangloriando sobre um tópico muito diferente dos motivos usuais de bazófias acadêmicas - ensaios publicados, verbas de pesquisa conquistadas, vitórias que humilham intelectuais rivais। "Um deles disse, com orgulho, que tinha três filhos", recorda Fischer. "E o outro rebateu dizendo que tinha quatro filhos". "Há homens que vão se gabar de seus Porsches", ela acrescentou. "Aqueles dois estavam se gabando de seu número de filhos".

E embora Fischer relute em estabelecer comparações levianas entre os seres humanos e outros primatas, não conseguiu deixar de pensar nos macacos de Gibraltar, que ela estuda e para os quais não há nada que confira mais status ou impressione mais os outros rapazes do que caminhar pela região carregando um filhotinho.

Em estudo publicado na edição atual da revista Animal Behaviour, Fischer e seus co-pesquisadores descrevem o modo pelo qual os macacos de Gibraltar usam os filhotes como "dispendiosas ferramentas sociais", para o propósito expresso de formar relacionamentos com outros machos e expandir sua influência social. "Se você deseja fazer amizade com o potentado local, melhor levar um bebê. Se o objetivo é reforçar uma aliança com outro macho ou reparar uma amizade abalada, melhor não esquecer o bebê".

Não importa que o filhote seja mesmo do macaco em questão. Desde que tenha o pêlo escuro e negro e o rosto rosado e enrugado ao qual os macacos de Gibraltar machos e adultos consideram impossível resistir. "Eles seguram o filhote como se fosse um objeto sacro, o acariciam com os focinhos, fazem ruídos para expressar admiração!", diz Fisher. "É uma cena um tanto intrigante", diz Fischer.

Em tempo para o Dia dos Pais (que aconteceu dia 20 de junho nos Estados Unidos), este e outros estudos revelam casos surpreendentes, exóticos ou vagamente perturbadores de comportamento paternal masculino - e de uma atenção cuidadosa e ávida às necessidades dos filhotes que por muito tempo era considerada como reservada às mães.

Os cientistas descobriram, por exemplo, que o peixe cachimbo macho - que, como seus parentes, os cavalos marinhos, é famoso por sua capacidade de engravidar e parir filhotes vivos - é tanto mais generoso quanto mais calculadamente severo para com seus filhotes do que se acreditava anteriormente, dada sua capacidade de realizar sintonia fina no volume de nutrientes atribuído a cada filhote em gestação de acordo com os sentimentos que tenha para com a mãe.

Na maiorias das espécies de pássaros, machos e fêmeas se revezam para chocar os ovos e apanhar insetos com os quais alimentar os filhotes. Mas algumas aves de maior porte, a exemplo das emas e nandus, têm o macho como único responsável pelo ninho.

Já foram descobertas provas científicas de que a responsabilidade paterna pelos filhotes talvez representa o programa primordial das aves, remontando aos famosos ancestrais dos pássaros, os dinossauros. Por que os machos de algumas espécies cuidam prolongadamente de seus filhotes enquanto outros tendem a se afastar, pós-coito? As razões variam amplamente e nem sempre são fáceis de discernir.

Em 90% das espécies de mamíferos, a promiscuidade é comum e a paternidade incerta; as fêmeas gestam filhotes no interior de seu organismo e os mantêm provisionados com leite materno, e os machos raramente têm incentivo evolutivo para assumir responsabilidades paternas mais amplas. Mas dos restantes 10%, que formam o grupo dos papaizões, consta claramente a maioria dos primatas do planeta.

"Muitos primatas adoram bebês", diz Sarah Hrdy, especialista em primatas e autora de um livro sobre a maternidade entre eles.

Considerem a maneira pela qual duas pequenas espécies de macacos das Américas, o sagui cabeça de algodão e o sagui comum, reagem à gravidez de suas parceiras.

Os hormônios dos machos mudam, as conexões dendríticas de seus cérebros começam a mudar e eles ganham peso - tudo isso como preparação para as cargas pesadas que terão de portar. As fêmeas de ambas as espécies em geral têm filhotes gêmeos; somados, eles pesam cerca de 20% do peso do macho, e do momento em que nascem até que se tornem autônomos o macho terá de carregá-los quase o tempo todo.

Se estiver sentado, terá os filhotes no colo. Quando eles saltam de galho em galho, os gêmeos se agarram às reconfortantes almofadas térmicas que existem nos ombros dos pais. Se ouvir os bebês chorando, o macho é incapaz de resistir ao impulso de apanhá-los no colo.

Em estudo publicado pelo American Journal of Primatology, Sofia Refetoff Zahed e seus colegas na Universidade do Wisconsin compararam as respostas dos pais experimentados e dos machos inexperientes quando ouvem o som de um bebê macaco se queixando, em uma jaula distante.

Sem exceção, os pais experimentados atravessam uma ponte para chegar ao ponto de onde vem o chamado, e o atendem em cerca de 45 segundos. Já os machos inexperientes, em contraste, demoram bem mais. (Um minuto, cinco minutos - hahaha. Bem, talvez seja melhor ver qual é o problema. Mas não, acho que não preciso.) Na metade dos casos, os machos inexperientes nem chegam à jaula de onde vem o chamado antes que o prazo da experiência se esgote.

Os saguis das duas espécies se tornam pais perfeitos porque suas parceiras são como rainhas-mães em termos de fecundidade. Uma macaca que acaba de parir filhotes não dispõe da energia necessária a arrastar com ela o par de filhotes cada vez maiores ¿não quando deve produzir dosagem dupla de leite e engravidar de novo cerca de duas semanas depois de parir.

"Quando comecei a estudar macacos, eu via as fêmeas como muito maldosas", diz Zahed, que está trabalhando para obter seu doutorado. "Os filhotes tentavam pegar comida, pegar aquilo que a mãe tivesse nas patas, mas a mãe tomava a comida de volta e ia embora. O pai, por outro lado, sempre abria mão da comida e permitia que os filhotes fizessem tudo que queriam".

"Foi nessa época que engravidei de meu segundo filho, enquanto ainda estava amamentando o primeiro", conta. "Só então compreendi: você certamente fica ranzinza".

Em contraste com a óbvia conexão entre cuidado paterno e bem-estar dos filhotes que os saguis demonstram, a fascinação de um macaco de Gibraltar pelos filhotes muitas vezes pode parecer menos positiva para os pequeninos. Espécie antes abundante na África do Norte mas agora limitada a alguns pequenos trechos de florestas na Argélia, o macaco de Gibraltar vive em grupos de cerca de 30 animais, uma combinação de fêmeas adultas aparentadas e machos adultos não aparentados. As fêmeas parem na primavera, e Fischer diz que a estação "é o momento mais importante no que tange a lidar com os filhotes".

Dias depois de nascer, todos os filhotes se tornam alvos aceitáveis para as carícias masculinas. "Um macho se aproxima da mãe lentamente", diz Fischer, "aproveita sua oportunidade e pega o filhote".

Ele carrega o filhote sob a barriga ou nos braços, e caminha na direção de um ou dois outros machos, e tenta se aproximar. "Se não tiverem um filhote com eles, não podem interagir", disse Fischer. "Haveria tensão demais entre os machos adultos".

Um macho pode carregar o filhote com ele por horas a fio. Caso o filhote comece a chorar, ele o leva de volta à mãe para amamentação, mas sem largar o tornozelo de sua preciosa ferramenta de conexão social.

Os pesquisadores presumiam inicialmente que segurar os filhotes tivesse efeito tranquilizante sobre os machos, mas uma medição do nível de hormônio destes provou que na verdade ocorre o contrário: carregar um filhote levar a uma elevação nos hormônios masculinos de estresse.

Os cientistas agora propõem que os machos empregam os filhotes como "símbolos de batalha", na definição de Fischer, "a fim de demonstrar aos demais machos que são capazes de suportar o estresse".

Que prova melhor de que um macho é aliado digno, e não sofrerá colapso na temporada de acasalamento ¿quando os machos precisam formar coalizões a fim de monopolizar as fêmeas férteis e ajudar a dar origem a uma nova geração de ferramentas sociais peludas?

A natureza talvez não tenha conseguido inventar a moda, mas inventou o equivalente à roleta, e às apostas. A bolsa de um peixe cachimbo macho foi por muito tempo considerada como uma área passiva de incubação na qual embriões podiam se desenvolver em segurança, se alimentando de nutrientes fornecidos pela mãe. Mas pesquisas recentes sugerem que os machos também injetam alimento na bolsa, além de regularem a pressão osmótica, a salinidade e o fluxo de oxigênio.

A generosidade paterna tem limites. Em estudo publicado na edição de 18 de março da revista Nature, Kimberly Paczolt e Adam Jones, da Universidade Texas A&M, provaram que a bolsa de um peixe cachimbo do Golfo do México serve como mercado para escambos sexuais e ocasionais guerras.

Os peixes cachimbo machos gostam de fêmeas grandes, e caso se acasalem com um exemplar carnudo concederão às ovas desta fêmea nutrientes adicionais abundantes. Mas se um macho se acasalar com uma fêmea leve, porque não conseguiu encontrar melhor, e na metade da gestação uma fêmea mais gorda nadar por perto, a bolsa do macho sabe o que fazer: abortar ou reabsorver alguns dos embriões existentes e usá-los como alimento para novos.

Sim, os pais adoram assumir responsabilidades, contrariar as probabilidades, expandir o ninho. Em estudo publicado pela revista Science, David Varricchio, da Universidade Estadual de Montana, e seus colegas ofereceram provas de que pelo menos algumas espécies de dinossauros carnívoros assemelhados a aves podem ter atribuído aos machos a responsabilidade por cuidar dos filhotes.

Os pesquisadores argumentaram, para começar, que a descoberta repetida de dinossauros adultos em estreita proximidade a depósitos de ovos indicava que eles não saíam correndo em caso de ameaça, mas ficavam para tentar proteger o ninho. Além disso, o volume total de ovos em cada depósito era impressionantemente vasto, sugerindo contribuição de mais de uma fêmea.

Por fim, os ossos de dinossauros adultos associados aos ninhos sugerem proveniência de animais machos - machos que convidavam grande número de fêmeas a se acasalar com eles e a colocar seus ovos em seus ninhos. Esses machos eram bons pais, e as fêmeas sabiam que haviam feito sua parte e podiam deixar o resto com eles.

Terra Brasil

Cães filhotes e adultos estão disponíveis para adoção



O Pet Shop Fofuras realiza neste domingo, dia 27, mais uma feirinha de adoção de cães e gatos. O evento irá reunir animais filhotes e adultos já vacinados e castrados que estão disponíveis para doação. Todos os bichos foram resgatados das ruas.

Porém, antes de pensar em adotar um cão é importante pensar no compromisso que isso representa. Para a zootecnista Fernanda Dias, responsável pela feira, "a condição para qualquer possível adotante de filhote é que se comprometa com a castração qdo estiverem com 5 meses, independente de macho ou fêmea".

Os animais doados serão acompanhados pelas protetoras, que se certificam que o cão está sendo bem tratado. As responsáveis pelos bichos também pegam o cão de volta caso exista algum problema de adaptação na casa do adotante. Isso acontece para evitar que a pessoa que recebeu o animal o coloque na rua. Segundo Fernanda, muitas vezes o adotante desiste do cachorro porque ele chora, faz sujeira, buracos no jardim ou apresenta outros comportamentos normais para bichos de estimação.

Podem adotar cães na feira adultos com mais de 18 anos que apresentem documento de identidade e comprovante de residência.

Serviço:
Feira de Adoção do Pet Fofuras
Rua Marechal Hermes, 678 - Centro Cívico
A partir das 13 horas.
Obs: se chover o evento será cancelado.

Jornale Curitiba

Bombeiros resgatam gata presa entre dois prédios depois de quatro horas de trabalho em Porto Alegre

Quatro bombeiros munidos de serra elétrica, marretas e furadeiras tiveram que quebrar a parede de um prédio para resgatar a gata Maria Tiburcinha. Ela passou mais de 30 horas presa entre dois edifícios, no Bairro Vila Ipiranga, Zona Norte da Capital.
Depois de mais de 30 horas presa entre dois prédios, Maria Tiburcinha foi resgatada - Ronaldo Bernardi

Depois de mais de 30 horas presa entre dois prédios, Maria Tiburcinha foi resgatada
Foto:Ronaldo Bernardi


O animal subiu em um dos prédios e caiu de uma altura de cinco metros em um vão estreito, com cerca de sete centímetros de largura. Ela não conseguiu sair e permaneceu imóvel. Devido à dificuldade de acesso ao local, foi impossível dar água e comida para o animal, para o desespero de sua dona, Marilde Bilhan:

— Joguei ração e guisado para ela comer, mas não conseguimos alcançar, estava longe. Ela costuma se alimentar várias vezes por dia. Estava assustada e miava muito, sem parar — relatou Marilde, que é dona-de-casa e se dedica a ajudar animais sem dono.

A gata caiu no vão por volta das 14 horas de quarta-feira, quando chegava em uma petshop para ser castrada. Quando a caixa usada para transportar animais foi retirada do carro, ela escapou e subiu em um dos edifícios, de onde caiu no espaço entre os dois prédios. Como o vão se afunilava, o animal ficou preso e não conseguiu sair.

Para quebrar a parede de um dos edifícios e retirar o animal, os bombeiros demoraram quatro horas.

— Era uma parede de tijolo maciço, tinha uns 25 centímetros de espessura, foi bastante difícil — disse o sargento Sandro Vieira.



मरिल्दे, que não pode acompanhar o animal até a petshop e pediu ajuda de amigas, acredita que a gata tenha se assustado por estar longe da dona. Ao ser informada do acontecido, ela foi até o local, onde permaneceu das 20h até a 1h30min tentando encontrar alternativas para retirar Maria Tiburcinha. Como os bombeiros não puderam atender à ocorrência, ela retornou ao local na manhã desta quinta-feira, e seguiu procurando ajuda.

O sofrimento de Marilde e sua gata terminou apenas às 21h desta quinta-feira, quando os bombeiros conseguiram quebrar parte da parede de um dos prédios para resgatar o animal.

— Eu estou mais feliz do que uma pessoa que ganhou R$ 5 milhões, porque ganhei muito mais que isso. Ganhei a minha gata de volta e ela não tem nenhum arranhão. O trabalho dos bombeiros foi emocionante — comemorou Marilde.

O sargento Vieira, que trabalha no corpo de bombeiros há 20 anos, diz que é comum atender esse tipo de ocorrência, e que não poupa esforços para realizar o salvamento:

— Para muitas pessoas, animais domésticos são como filhos. A dona dela está aqui desde ontem, preocupada. Tratamos esse tipo de resgate quase como se fosse o salvamento de uma criança.

Zero Hora

Terror dos bichos, dia de jogo amplia busca por hospitais

Rojões, fogos de artifício e, agora, as vuvuzelas não só estressam os animais domésticos. Dias de jogo do Brasil na Copa têm feito também com que o movimento em hospitais veterinários de São Paulo aumente em torno de 30%. É o caso do Hospital Sena Madureira, na Vila Mariana, zona sul. Segundo a instituição, o número de cães e gatos internados com convulsão e cardiopatias - as maiores vítimas das festas - sempre aumenta nestas épocas.

O hospital também aponta crescimento de internações em decorrência de traumas (atropelamentos, quedas e lesões) e alterações gástricas, as chamadas imprudências alimentares, porque alguns proprietários insistem em oferecer aos animais as guloseimas que estão comendo. O Sena Madureira, por exemplo, calculou em 15% o aumento após os dois últimos jogos da seleção. Já o PetCare Hospital Veterinário, no Morumbi, verificou um aumento de 20%.

Causas. "O animal desidrata muito rápido. As pessoas se preocupam com os preparativos da festa e se esquecem do bichos", afirma o diretor clínico do hospital Sena Madureira, Mario Marcondes, recomendando uma visita ao veterinário antes de datas festivas. No caso dos bichos com doenças crônicas, é preciso ainda investir em prevenção e, se for o caso, ajustar as doses dos remédios antes de dias com muitos fogos.

Olhos arregalados e rabo entre as pernas são as reações mais comuns de cães e gatos ao ouvir barulhos de estouro. Segundo Marcondes, isso ocorre porque animais têm ouvidos muito sensíveis. "Eles escutam de quatro a cinco vezes mais do que os seres humanos", revela. "Imagina isso em dia de Copa?" Não por acaso, uma das soluções apontadas para essas datas é tentar usar bolinhas de algodão parafinado nos ouvidos dos animais, para abafar o som e diminuir o estresse.

Para o zootecnista Alexandre Rossi, mais conhecido como Dr. Pet, a outra razão é instinto. "Durante a evolução, barulhos altos eram relacionados a situações de risco", explica. Para ele, os medos também são consequência de condicionamento. "Se ele sempre ouve o dono gritar gol e isso o assusta, toda vez que ouvir a palavra sentirá medo."

Desespero. A assistente social Rute Oliveira conta que assim que começam as vuvuzelas, seu cachorro Tobey já abana o rabo de um lado para outro. "Ele fica alucinado, treme todo. Se eu abrisse a geladeira, ele se enfiava lá dentro."

Para tentar acalmar o labrador misturado com vira-lata, Rute tomou uma decisão radical para esses dias de Copa do Mundo. "Desisti de assistir aos jogos, prefiro ir com ele para rua, é a única forma de se acalmar."

Já para a vira-lata Sara, sair de casa não é boa solução. "Na hora do jogo, ela se esconde debaixo da cama", conta a analista de sistemas Melissa Ulrich, que costuma colocar chumaços de algodão nos ouvidos da cachorra para tentar reduzir o problema.

Dicas. Segundo Marcondes, 80% dos casos podem ser controlados. Em casa, a orientação é prender o animal para evitar ser atingido por rojões. Nos apartamentos, a dica é retirar materiais pontiagudos que possam machucá-lo.


Preste atenção

1. Sinais errados. Animais precisam se sentir protegidos por seus donos. Por isso, é importante não agachar perto do bicho, pois ele pode interpretar que a pessoa também está com medo e ficar mais apavorado ainda. O dono precisa mostrar o controle da situação para passar segurança

2. Esconderijo. O melhor lugar para o animal em dias de comemoração é o seu esconderijo preferido, que ele normalmente já procura. É importante o dono garantir o acesso do bicho ao local e não tirá-lo de lá

3। Distrações. Música alta também pode ajudar a distrair o animal

Estadão

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cachorra Laika morreu de calor e medo no espaço

As novas revelações são surpreendentes, colocando fim ao mistério que ficou em segredo durante anos.

Segundo informações de Dimitri Malashenkov, do Instituto para Problemas Biológicos de Moscou, Laika, o primeiro ser vivo a orbitar o espaço a bordo do Sputnik 2 (ano 1957), não viveu tanto quanto os russos declararam na época.

A história contada por Dimitri Malashenkov
As autoridades russas capturaram vários cães nas ruas de Moscou. Os cães foram postos a ambientes apertados e fechados, ficando por lá entre períodos que variavam de 15 a 20 dias. “Um destes cães seria o escolhido para a missão orbital russa”, informa Malashenkov.

Nos testes, o cão escolhido foi uma fêmea, a Laika (nome dado pelas autoridades russas à cachorrinha). Segundo Malashenkov, Laika foi acorrentada para não se mexer dentro do foguete Sputnik 2. Sensores médicos colocados no corpo da cachorrinha mostraram que os seus batimentos cardíacos chegaram ao triplo do normal e, devido a temperatura e a umidade da cápsula do Sputnik 2, Laika morreu horas depois do lançamento, vítima do excesso de calor e do medo. Fato que foi comprovado pela falta do sinal cardíaco dela que era monitorado por uma equipe soviética em Moscou.

Malashenkov, contrariou a história das autoridades russas de 1957 de que Laika havia sobrevivido por pelo menos quatro dias no espaço e, que, a cachorrinha não sofreu para morrer!

O Sputnik 2 deu 2.570 voltas ao redor do Planeta Terra e queimou na atmosfera do planeta, em 4 de abril de 1958.

Homenagem a Laika
Foi inaugurado merecidamente no centro de Moscou, em 2008, um monumento em homenagem a Laika। Trata-se de uma imagem de bronze, com dois metros de altura. A imagem se encontra em uma alameda perto do Instituto de Medicina Militar, onde ocorreram há mais de meio século os experimentos científicos.

Portal da Cinofilia

Cavalo maltratado é tirado das ruas de Porto Alegre (RS)

O cavalo que tombou, muito machucado, na tarde de quarta-feira na Capital, pois não tinha mais condições físicas de se levantar já "é outro animal", segundo a médica veterinária Rocheli Oliveira. Ela atendeu e cuidou do cavalo, que chegou ao abrigo da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) com sinais de desnutrição, desidratação, dores musculares e articulares e vítima de ferimentos cruéis, infligidos pelo antigo dono, um carroceiro que fugiu quando o cavalo começou a agonizar.

No abrigo, Jabulani já consegue se alimentar e levantar (Foto:Ronaldo Bernardi)

No abrigo, Jabulani já consegue se alimentar e levantar (Foto:Ronaldo Bernardi)

No abrigo, a equipe batizou o cavalo de Jabulani, uma referência à bola do Mundial.

— A bola é muito judiada, muito batida, então a gente colocou esse nome nele — explica o encarregado pelo recolhimento e guarda dos animais, Carlos Augusto Machado.

O abrigo da EPTC recebe, trata e recupera os animais encontrados nas ruas da Capital. Atualmente, mais de 90 animais de grande porte são atendidos no local, que funciona no bairro Belém Novo.










Nesta quinta-feira, Jabulani conseguiu se alimentar e levantar sozinho graças aos cuidados da equipe do abrigo. A veterinária conta que, além dos machucados causados pelas encilhas, Jabulani apresentava dois ferimentos profundos causados por um objeto cortante:

— É crueldade mesmo.

Felizmente, para Jabulani, o prognóstico da veterinária é bastante positivo:

— Acredito que ele vai se reabilitar। Hoje ele é outro animal — comemora Rocheli.

Zero Hora

Poluição dos mares já intoxica baleias, revelam cientistas

Pesquisadores americanos que passaram cinco anos atirando em mais de 1.000 baleias com dardos de coleta de tecidos descobriram níveis surpreendentemente altos de metais pesados e tóxicos nos animais, por toda a viagem de 140.000 quilômetros dos animais.

'Plano de Paz' entre nações baleeiras e oponentes à caça fracassa

Os níveis de cádmio, alumínio, cromo, chumbo, prata, mercúrio e titânio podem afetar a saúde tanto da vida marinha quanto das pessoas que consomem frutos do mar, disseram os cientistas.

Análises das células das baleias mostram que a poluição está chegando às partes mais remotas do oceano, das profundezas da região polar ao "meio do nada", nas zonas equatoriais, disse o biólogo Roger Payne, fundador e presidente da Ocean Alliance, que conduziu a pesquisa.

"Toda a vida no oceano está carregada com uma série de contaminantes, a maioria dos quais foi lançada por seres humanos", disse Payne nos bastidores da reunião anual da Comissão Baleeira Internacional (CBI).

"Esses contaminantes, creio, estão ameaçando a alimentação humana. Certamente estão ameaçando as baleias e outros animais que vivem no oceano", afirmou.

No fim, acrescentou, podem contaminar os peixes, que são uma fonte primária de proteína animal para 1 bilhão de pessoas.

"Seria possível argumentar muito bem que esta é a maior ameaça individual à saúde já enfrentada pela espécie humana. Desconfio que encurta vidas, se estiver acontecendo".

A Comissária de Baleias de governo dos EUA, Monica Medina, informou as 88 nações que tomam parte da CBI dos resultados।

Estadão

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Proteção para os golfinhos

(Foto: Reprodução/ClickPB)

Brasileiros e belgas encaminharam à CIB uma proposta que poderia resolver um dos buracos da atuação da comissão: os pequenos cetáceos, como golfinhos e botos.

Embora sob pressão de caça no mundo todo, eles não são protegidos pela CIB.

Essa falha ficou famosa ao ser exposta no documentário The Cove, que ganhou o Oscar da categoria. Ele mostra como funciona a matança e a captura de golfinhos no Japão, e teve sua exibição vetada no país.

“Até há um grupo de pequenos cetáceos na comissão científica da CIB, mas as discussões nele ainda não se revertem em decisões da CIB”, explica Fábia de Oliveira Luna, analista ambiental do Instituto Chico Mendes.

No Brasil, problemas envolvendo os animais não faltam. Na região Sul, as chamadas toninhas com frequência são mortas acidentalmente ao ficarem presas nas redes de pescadores.

Em todo o litoral, o boto-cinza ou tucuxi é capturado para virar isca de tubarão, enquanto, na Amazônia, o boto-vermelho é retalhado para atrair um bagre.

“No caso do boto-vermelho também há o turismo. As pessoas nadam com os animais. Além de alterar o comportamento e a alimentação deles, há doenças sendo transmitidas entre pessoas e botos”, explica Luna.

Se aprovada, a proposta impulsionará a pesquisa sobre pequenos cetáceos.

O problema é que a ideia faz parte do pacote maior de medidas sobre a caça de baleias. Se nenhuma versão for aprovada, a proposta pode ser engavetada.

Fonte: ClickPB

Primeiro hotel vegetariano totalmente 5 estrelas na Índia

A cidade de Surat, , conhecida por seus diamantes e pela indústria têxtil, abrigará o primeiro . Chamado de TGB Surat (The Grand Bhagwati Hotels), o hotel possuirá 162 quartos de luxo e será inaugurado no mês que vem.

Foto: The Rich Times

De acordo com Narendra Somani, promotor da rede de hotéis, este será o primeiro hotel 5 estrelas totalmente vegetariano. Ela disse que estão sendo feitos os toques finais no empreendimento. A TGB, dona do novo hotel, é um conglomerado que coordena dezenas de restaurantes e praças de alimentação na Índia.

“Há um mercado enorme para a comida vegetariana. Muitas pessoas estão optando pela cozinha vegetariana”, disse Somani. “Ao se combinarem banquetes e quartos, o hotel será um ótimo empreendimento para casamentos e outras ocasiões especiais”. Entre os atrativos para o hotel estão os salões de festa e banquetes, salas de conferência, restaurantes com diversos tipos de culinária e um clube de entretenimento.

O promotor da rede disse ainda que são esperados novos hotéis como o TGB Surat para as cidades de Vadodara, Mumbai, Jaipur, entre outras, por volta do ano de 2013.

Fonte: Vida Vegetariana

EUA: chuva de ácido nítrico destrói estátuas e mata animais

A chuva ácida, que matou árvores e peixes e dissolveu parte de estátuas em Washington nos anos 70 e 80, voltou a preocupar a capital americana. Contudo, desta vez, ao invés de ácido sulfúrico, ela é composta de outra poderosa substância, o ácido nítrico. As informações são da Scientific American.

Segundo a reportagem, enquanto no passado o problema em Washington foi resultante das emissões de enxofre de usinas de energia, agora as emissões de nitrogênio é que estão criando a chuva ácida. "Ambos são ácidos fortes e ambos podem criar sério problemas para o ambiente", diz William Schlesinger, presidente do Instituto Cary de Estudos de Ecossistemas.

A chuva ácida pode dissolver cimento e calcário, assim como acabar com nutrientes fundamentais do solo, o que prejudica as plantas. Ela ainda pode liberar minerais tóxicos da terra que chegam até riachos e matam peixes.

A partir de 1990, o país fechou o cerco contra as emissões de enxofre e de nitrogênio das usinas. Contudo, nas áreas onde houve queda de 70% de dióxido de enxofre de 1990 a 2008, as emissões de dióxido de nitrogênio (NO2) caíram muito menos - diminuição de cerca de 35% - no mesmo período.

Schlesinger e outros cientistas têm alertado para o problema no país. Em 8 de junho, a Agência de Proteção do Ambiente (EPA, na sigla em inglês) realizou uma teleconferência para discutir o problema do nitrogênio, inclusive a chuva ácida. Contudo, um relatório final ainda não foi emitido.

A maior parte da chuva de ácido nítrico é derivada de termoelétricas que queimam carvão, de emissões de veículos e de fertilizantes। O uso excessivo destes, inclusive, criou "zonas mortas" em Columbia e no rio Mississipi. Apesar disto, as emissões atmosféricas de fertilizantes continuaram praticamente sem restrições.

Terra Brasil

Aprovado projeto que proíbe circo de usar animais

Fernanda Deslandes

Depois de quase três anos de polêmica, foi aprovado por unanimidade em segunda votação ontem, na Assembleia Legislativa do Paraná, o projeto de lei que proíbe a utilização de animais em espetáculos circenses que passarem pelo Estado.

Na primeira votação, apenas três deputados votaram contra o projeto. Depois de muita conversa com entidades de proteção aos animais, eles mudaram de ideia. "A beleza do circo é a arte e o trabalho do ser humano, não a escravidão e o sofrimento dos animais", lembra Soraya Simon, presidente voluntária da Sociedade Protetora dos Animais.

O projeto, de iniciativa do deputado estadual Luiz Nishimori (PSDB), segue a linha de projetos já aprovados em Curitiba e em estados como Rio de Janeiro, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

"Segundo o Ibama, os animais passam dias em jaulas de 3 metros, os macacos têm os dentes arrancados, tigres e leões têm as garras arrancadas. O elefante, por exemplo, que teria que caminhar mais de 40km por dia, passa a vida inteira parado no cativeiro, acorrentado. É isso que não pode acontecer", ressalta o deputado.

O projeto seguirá para sanção do governo estadual. Se aprovado, caso seja constatada a participação de animais selvagens ou domésticos em apresentações circenses, o espetáculo pode ser interditado, o circo perde a lincença de funcionamento e pode receber multa. O projeto recebeu duas emendas e não proíbe animais em rodeios ou exposições em feiras agropecuárias.

Novo circo

A Associação Londrinense de Circo já trabalha com a linguagem do novo circo, que não utiliza animais em suas apresentações, mas o presidente da associação, Paulo Líbano, não concorda com o projeto de lei aprovado.

"Já houve agressão há algum tempo, mas agora não tem mais disso, mesmo porque não é agredindo que se convence um animal a fazer o que você quer. O certo seria ter uma fiscalização para punir quem realmente machuca os animais, porque eu conheço muitos circos que não tratam os animais assim e serão prejudicados com a lei", garante.

Soraya discorda। "O animal selvagem só é dominado pelo medo, por isso o treinamento dele envolve tortura. Eles nasceram para viver em liberdade na natureza, e não para servir o homem", ressalta.

Paraná-Online

domingo, 20 de junho de 2010

Acalme seu animal de estimação em dia de jogo do Brasil

foto: divulgação

Em época de Copa do Mundo as comemorações são sempre barulhentas: vuvuzelas, apitos e fogos de artifício ecoam pela cidade. Para os animais, isso acaba sendo motivo de estresse e muitas vezes pode traumatizá-los. Há relatos de bichinhos que ficaram medrosos para sempre, se machucaram, ou até mesmo se suicidaram por causa dos estouros e explosões.

O barulho, para eles, que têm audição muito mais sensível que a humana, causa palpitações, falta de ar, taquicardia, náuseas, perda de controle e sensação de atordoamento. O que fazer para ajudar seu companheiro? A veterinária e professora da Uniban Soledad Chiesa ensina:
— O ideal é que o proprietário possa estar com o animal nesses momentos, pois ele vai se sentir seguro
— ensina a médica.

Caso não seja possível, a especialista diz que o dono pode dar um tranquilizante:
— Há remédios que podem ajudar, mas o ideal é consultar um veterinário. É importante que o calmante seja testado antes, para ver a reação do animal.

Você também pode ajudar seu amigo reservando um ambiente tranquilo e de iluminação suave, com portas e janelas fechadas। Cobertores colocados nas janelas ou embaixo de onde o animal deita diminuem a dispersão do som. Produtos especializados, como sprays com essências calmantes, como o capim-limão e a erva- cidreira, também são aliados contra o estresse em dias barulhentos.

Extra Online

sábado, 19 de junho de 2010

Lagartas 'se disfarçam' de cobras para assustar predadores

BBC

Lagartas encontradas na Costa Rica 'se disfarçam' de cobras e de outros animais para amedrontar predadores, segundo um estudo publicado nesta semana pela revista especializada The Proceedings of the National Academy of Sciences.

De acordo com o estudo dos pesquisadores Daniel H. Janzen e Winnie Hallwachs, da Universidade da Pensilvânia, e John M. Burns, do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, centenas de espécies de lagartas e crisálidas de borboletas e mariposas apresentam olhos e escamas falsos, semelhantes aos de cobras e lagartos.

Pesquisadores americanos descobriram que centenas de espécies de lagartas e casulos de borboletas e mariposas apresentam
Pesquisadores americanos descobriram que centenas de espécies de lagartas e casulos de borboletas e mariposas apresentam 'olhos falsos' na Costa Rica। (Fotos: Daniel H. Janzen via BBC)

Segundo os pesquisadores, essas espécies evoluíram para explorar o instinto natural de animais, como os pássaros, de evitar predadores potenciais.

Eles acreditam que, sem tempo para checar se a ameaça é real ou não - sob o risco de ser "comido" se a ameaça for confirmada -, o pássaro foge assim que identifica os olhos ou as escamas.

Algumas espécies chegam ao ponto de "abrir" os olhos falsos quando o pássaro se aproxima ou de emitir um som semelhante ao de uma cobra.

As espécies foram todas encontradas e catalogadas na Área de Conservacão Guanacaste (ACG), nas florestas do noroeste da Costa Rica, por Jenzen e sua esposa, Hallwachs, nos últimos 32 anos.

Mais de 450 mil espécies foram estudadas na área de quase 124 quilômetros quadrados. O número de espécies apenas nesta região é equivalente ao de todas as espécies de mariposas e borboletas encontradas nos Estados Unidos.

Toda a área de conservação foi comprada com doações, e Janzen lembra que a única maneira de preservar essas milhares de espécies é preservando seu habitat.

Atualmente, os pesquisadores tentam reunir recursos para comprar uma área de 2,76 quilômetros quadrados em particular.

170 pássaros são apreendidos com traficante de animais no Pará

Do G1
Pássaro apreendido no Pará
Cerca de 170 pássaros são apreendidos com
traficante de animais (Foto: Divulgação/Ibama)


Cerca de 170 pássaros são apreendidos com
traficante de animais (Foto: Divulgação/Ibama)Fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam 170 pássaros na BR-230 em Marabá (PA), na quinta-feira (17). As aves estavam com um traficante de animais silvestres, que conseguiu fugir.

O homem viajava em um ônibus que seguia para Araguaína (TO). As aves estavam acomodadas em pequenas caixas de madeira escondidas na bagagem.

Polícia Federal apreende 400 caixas de cigarro em rio no ParanáPolícia apreende mais de 10 mil produtos contrabandeados no Piauí.Segundo os fiscais, apesar da fuga, o traficante foi identificado pela polícia e será multado em R$ 85 mil, além de responder processo criminal.

As aves foram devolvidas à natureza em uma reserva florestal da região.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A Vegetarianos Pelos Animais é referência no Programa Dr. Negociação Tv

NECESSIDADES ESPECIAIS from Nacir Sales on Vimeo.



A VEGETARIANOS PELOS ANIMAIS foi referência no início do programa Dr. Negociação Tv que foi ao ar nesta semana, sob o tema "NECESSIDADES ESPECIAIS". O programa vai ao ar pela Sky, Tv Climatempo, canal 102 neste domingo (neste e no próximo) as 7:30 e as 18:00 hs, segunda (nesta e na próxima) às 23:30 horas, sexta às 23:30.

O programa também poderá ser assistido pela internet a partir de segunda feira, no http://www.adequacao.com.br/blog/

Dr. Nacir Sales, Especialista em Direito Societário pela Fundação Getúlio Vargas – (GVLaw – SP), com 27 livros publicados, é advogado, atende empresários e empresas de todos os portes e segmentos. Contratado pelo CRC/SP para o programa de educação continuada.


A Vegetarianos Pelos Animais Agradece o Dr. Nacir Sales pela parceria e apoio. Juntos pela preservação da natureza!

Fogos de artifício deixam animais com medo

Para quem tem bichinhos de estimação (e para eles próprios) a Copa do Mundo não é só motivo de festa. Cães, gatos e até passarinhos são extremamente sensíveis aos fogos de artifício, que com certeza serão característicos nesta época de Mundial. Por isso, é preciso ficar atento aos animais e cuidar mais deles, principalmente nos dias de jogos do Brasil.

O veterinário especialista em clínica médica e proprietário da Clínica Alles Blau, em Curitiba, Carlos Leandro Henemann, explica que o ouvido dos mamíferos é muito sensível, e por isso eles tendem a ouvir os sons mais altos e fortes do que os seres humanos. Segundo Henemann, eles não sentem dor, mas uma sensação bastante incômoda.

Porém, os donos dos bichinhos devem ficar atentos, pois barulhos muito fortes podem causar lesões. Henemann explica que é mais difícil diagnosticar problemas de audição em animais por conta de barulhos.

O que é mais comum, explicou, é aparecerem animais machucados na clínica logo depois de fogos de artifício, mas não por causa dos fogos. “Muitas vezes cães e gatos tentam fugir, correr para o nada, e até atravessam portas e vidros, o que causa as machucaduras”, informou.

Henemann também dá alguns conselhos para quem tem cães e gatos em casa. Em relação aos cães, ele explica que é possível colocar nos ouvidos deles chumaços de algodão, levá-los para algum cômodo da casa de onde se escute os estrondos com menos intensidade ou, ainda dar fitoterápicos para os animais.

Em relação aos gatos, que são animais um pouco mais intolerantes, não é muito recomendável o algodão nos ouvidos, pois eles vão se livrar deles com certeza. Porém, é possível deixar locais abertos onde eles possam se refugiar na hora do barulho.

Pássaros


Os pássaros também são bastante afetados pelo barulho dos rojões e fogos de artifício. Em cativeiro, eles podem se debater e acabar se machucando ao prender uma asa, uma patinha ou mesmo o bico na gaiola. Alguns animais chegam a morrer em função de aceleração cardíaca provocada pelo susto.

“O barulho causa um estresse muito grande aos pássaros। Por isso, não é indicado soltar fogos perto de áreas nativas”, diz o ornitólogo do Museu de História Natural do Capão da Imbuia, em Curitiba, Pedro Scherer Neto. O ornitólogo aconselha, em dias de jogos, colocá-los os pássaros presos em cômodos com melhor isolamento acústico.

Paraná-Online

Golfinhos e tubarões fogem de mancha de óleo em direção às praias da Flórida

Onda suja com petróleo chega apraia do Estado de Alabama, nos EUA. Dave Martin/AP

Golfinhos e tubarões estão aparecendo em quantidades surpreendentes em águas rasas das parias da Flórida, como animais de uma floresta fugindo de um incêndio. Peixes, caranguejos e raias congregam-se aos milhares junto a um píer do Alabama. Pássaros cobertos de óleo arrastam-se pelos manguezais a dentro, e desaparecem de vista.

Cientistas que acompanham a tragédia do vazamento do poço da British Petroleum (BP) estão assistindo a fenômenos inusitados.

Peixes e outras formas de vida marinha parecem estar fugindo do petróleo e se aglomerando em águas mais limpas junto da costa, uma tendência que pesquisadores veem como um sinal potencialmente problemático.

A presença dos animais junto à costa significa que seu hábitat está muito poluído, e a aglomeração pode resultar em grande mortandade, à medida que os peixes esgotam o oxigênio local. Os animais também se tornam presa fácil para predadores.

"Um paralelo seria: por que a vida silvestre corre para a borda de uma floresta em chamas? Haverá um monte de peixes, tubarões, tartarugas tentando escapar dessa água que eles percebem que não é adequada", disse o biólogo marinho Larry Crowder.

O derramamento de óleo, que dura quase dois meses, criou um desastre ambiental sem paralelo na história dos Estados Unidos, á medida que dezenas de milhões de litros de óleo cru se espalham pelo ecossistema do Golfo do México.

Dia após dia, cientistas a bordo de navios contam os pássaros, tartarugas e outros animais marinhos mortos, mas o total é surpreendentemente baixo, dada a extensão do desastre. A última totalização dava conta de 783 pássaros, 453 tartarugas e 41 mamíferos mortos. Em comparação com o maior desastre anterior nos EUA, o do petroleiro Exxon Valdez, esses números são mínimos. No desastre do Alasca em 1989, morreram 250.000 pássaros e 2.800 mamíferos.

Pesquisadores dizem que há muitas razões para a baixa mortalidade constatada: a natureza enorme do derramamento faz com que os cientistas só consigam localizar uma pequena parcela dos corpos. Muitos nunca serão encontrados, com o animal morto afundando no mar, sem testemunhas. E muitos pássaros estão morrendo no interior dos mangues da Louisiana, onde buscam refúgio.

"Acho que parte da razão pela qual não estamos vendo mais mortes ainda é que os impactos desta crise estão apenas começando", disse o biólogo marinho John Hocevar, ligado ao Greenpeace.

A contagem de corpos é mais que um exercício acadêmico: o total de mortes ajudará a determinar quanto a BP deve pagar em reparações।

Estadão

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Peixe-boi é resgatado de rede em rio do Amazonas


MANAUS - Um filhote de peixe-boi de aproximadamente três meses foi resgatado de uma malhadeira na Comunidade de São Francisco do Gurupá, no rio Solimoes, no município de Careiro da Várzea, a 102 quilômetros de Manaus. O animal foi trazido para Manaus nesta tarde e será encaminhado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), onde receberá tratamento.


O filhote de peixe-boi tem aproximadamente três meses. Foto: Gláucia Chair/Portal Amazônia

De acordo com informações do Sargento Souza Andrade, do Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar, o animal estava preso há oito dias em um cercado na casa do pescador que o resgatou. Um dos comunitários da região avisou o batalhão que enviou uma viatura para o local e trouxe o animal para Manaus.


O animal estava preso há oito dias em um cercado na casa de um pescador. Foto: Gláucia Chair/Portal Amazônia

O filhote de peixe-boi receberá tratamento no Inpa. Ele tem um ferimento na boca, mas aparentemente se encontra em boas condições de saúde.

O peixe-boi da Amazônia, maior mamífero de água doce, está em risco de extinção. O INPA, em Manaus, por meio do laboratório de mamíferos aquáticos, pesquisa a vida desses animais. No local, vários deles vivem em cativeiro.

Fonte: Portal Amazônia

domingo, 6 de junho de 2010

A menina que nadava com botos

Na tradição amazônica, o boto é um animal mágico, que toma a forma de um homem e enfeitiça as moças do interior। Usa sempre um chapéu para esconder o furo na cabeça (por onde o mamífero respira). Diz a lenda que as meninas encantadas pelo boto nunca se casam.

Para Marisa Granjeiro, hoje com 21 anos, a história tem um quê de verdade. Marisa mora em Novo Airão (AM), a 115 quilômetros de Manaus, onde a mãe, Marilda Medeiros, tem uma casa flutuante no Rio Negro. O lugar virou ponto turístico até para visitantes do exterior porque atrai todos os dias 16 botos cor-de-rosa (chamados no Norte de botos vermelhos), que aparecem atrás de comida e - segundo mãe e filha - de carinho também, como se fossem bichos de estimação.

"Eu tinha uns 9 anos e estava na água, brincando। Eles viviam em volta, mas não se aproximavam. Até que um dia, um deles chegou perto", lembra Marisa. "Minha mãe dizia: "Menina, sai de perto, eles encantam"." Hoje as duas costumam brincar dizendo que Marilda estava com a razão. Marisa já tem uma filha de quase 2 anos de idade e não se casou com o pai da menina.

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Foto: Mochileiros.com

Marisa diz que começou a alimentar os botos e eles passaram a frequentar os arredores da casa. Naquela época, o flutuante ficava em outro ponto do rio, onde Marilda mantinha um pequeno restaurante. "Minha mãe ficava meio brava, porque eu pegava os peixes do restaurante e alimentava os botos", conta. Para não levar broncas, Marisa recorreu a bicos. "Montei uma barraquinha onde vendia bala, doce, chiclete, churrasquinho. Tudo para comprar peixe para eles."

Hoje todos os mamíferos ganharam nomes, geralmente homenagens a conhecidos da família. Tem o boto Cauã, a fêmea Vi, um Rafinha e até um bíblico Jeremias. Marilda rendeu-se aos amigos aquáticos da filha: diz que desativou o restaurante para não jogar óleo de cozinha na água nem vende mais cerveja. "Tivemos de adaptar o flutuante a eles. A cerveja era um problema. O pessoal vinha aqui, bebia, ficava de porre e queria dar cerveja para os bichos, maltratar. Isso, não deixo", diz.

A principal atividade da comerciante hoje é receber turistas, para quem vende pedaços de peixe cru com os quais os botos são atraídos. Cada visitante paga R$ 15 por um prato com aproximadamente dez pedaços de peixe, geralmente jaraqui, muito comum e barato na região.

Em julho - época de férias escolares e alto verão na Amazônia - o fluxo de turistas é maior. "A gente costumava fazer "educação ambiental" com as crianças das escolas aqui. Trazíamos as classes, fazíamos bolo com refrigerante e a garotada aprendia um pouco mais sobre os botos vermelhos", conta Marilda.

Segundo a mãe, desde que a filha começou a ter contato mais estreito com os botos, há 13 anos, a comunidade parou de maltratar e matar os animais. "Os pescadores não gostam dos botos, os bichos comem os peixes e atrapalham a pesca. Quando não matavam, as pessoas maltratavam mesmo, à toa. Colocavam toco de madeira no buraquinho que ele tem na cabeça, davam paulada, até tiro. Usam muito boto morto como isca."

Especialista em mamíferos aquáticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), a pesquisadora Vera da Silva afirma que o uso da carne do boto cor-de-rosa como isca é algo relativamente novo. Segundo Vera, isso ocorre principalmente para a captura de uma espécie que não faz parte da alimentação dos ribeirinhos amazônicos, mas é muito apreciada no Sul e Sudeste do País: a piracatinga. "Ela é conhecida como "urubu do rio", porque gosta de carne de peixe morto. O uso do boto para a captura da piracatinga tem aumentado muito. Se não encontrarmos uma alternativa para os pescadores, ainda que seja uma isca artificial, vamos condenar os botos ao desaparecimento."

Vera conhece o flutuante de Marilda. Diz que o convívio de pessoas com os botos é positivo, mas precisa ter regras. "Para começar, não pode ser todos os dias. Tem de regular o número de pessoas, a quantidade de peixes que se dá a eles. Os animais, quando em contato seguido com seres humanos, ficam estressados, podem até machucar alguém", alerta.

Mas a maior preocupação de Marisa e Marilda atualmente é com o porto construído bem ao lado do flutuante - bancada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, a obra custou R$ 15 milhões. Em outubro, o Ministério Público Federal pediu a interdição do projeto. Alegou que a instalação do porto naquele local atrapalharia o turismo, já que Novo Airão é porta de entrada para os Parques Nacionais das Anavilhanas e do Rio Negro. Mesmo assim, a obra foi concluída.

"Tanto lugar para colocar isso e tinha de ser aqui", reclama Marilda. Pelo jeito, o flutuante vai ter de mudar de lugar novamente.
Estadão

Veja a "lagarta cobra" e outros incríveis animais disfarçados

Em uma cena do filme Jurassic Park - Parque dos Dinossauros, os personagens reclamam que durante o passeio pelo parque eles não conseguem ver nenhum dos répteis pré-históricos। Momentos depois, eles descobrem que os gigantes não podiam ser vistos, mas estavam lá o tempo todo. Pois não são apenas os animais ancestrais que sabiam se esconder bem na natureza, hoje em dia muitas espécies são capazes de fazer inveja aos melhores espiões internacionais em matéria de disfarce, capazes até de ficar, literalmente, invisíveis. Conheça alguns dos disfarces mais singulares da natureza.

Lagarta se disfarça de cobra para enganar predadores Foto: Divulgação

Lagarta se disfarça de cobra para enganar predadores
Foto: Divulgação

A lagarta que se disfarça de cobra
À primeira vista, pode parecer uma cobra, mas é apenas uma pequena lagarta com um hábil meio de se defender dos predadores. A Papilio troilus desenvolveu um par de falsos olhos amarelos e azuis para assustar outros animais. Quando se desenvolve, ela perde a camuflagem e se transforma em uma borboleta de asas negras com bolinhas claras. Há lagartas no Brasil que usam o mesmo tipo de imitação que a Papilio troilus.

Sorriso
A Theridion grallator tem apenas alguns milímetros, mas é capaz de confundir seus predadores com um belo "sorriso". "Existem diversas teorias sobre o motivo pelo qual a aranha desenvolveu os traços, um deles é que se pode confundir os predadores" afirma Geoff Oxford, um estudioso em aranhas da Universidade de York. "O predador pensa antes de decidir se quer ou não comer algo que ele não conhece ou está vendo pela primeira vez. A aranha pode ter desenvolvido as variações para escapar no momento em que o predador está decidindo se vai ou não atacar" completa Oxford. O animal vive no Havaí.

A cobra com duas cabeças
Descoberta por uma pesquisa dinamarquesa na Ásia, a Laticauda colubrina finge ter duas cabeças para enganar os predadores. Na verdade ela torce o rabo de uma forma que dá a ilusão de ser outra cabeça. Os estudiosos acreditam que esse "disfarce" seja uma evolução que protege a cobra marinha de ataques enquanto procura por suas presas. Apesar de serem extremamente venenosas, estas cobras são vulneráveis a vários predadores, incluindo tubarões e outros peixes.

"Isto (a estratégia de fingir ter duas cabeças) pode aumentar as chances de (as cobras) sobreviverem a ataques de predadores, ao expor uma parte do corpo 'menos' vital", afirmou Arne Rasmussen, que liderou a pesquisa. "Mas, mais importante, pode impedir o ataque se (os predadores) acharem que o rabo é tão venenoso quanto a cabeça da cobra", acrescentou.

O tubarão invisível
Na verdade, esse animal não se disfarça, e sim desaparece completamente. O truque do "caçador fantasma dos fiordes", como é chamado pelos cientistas, é emitir luz da parte inferior do corpo. Em certa profundidade, onde não há escuridão total, mas também não há muita luz, ele ajusta a emissão da parte inferior com a luz que vem de águas que estão acima dele. Quando a luminosidade do corpo é igual à que vem de cima, ele fica invisível para aqueles que o veem por baixo. Além disso, o animal tem a boca para baixo, o que diminui ainda mais a chance de sobrevivência da vítima.

"Clone"
Outra especialista em disfarces é a aranha Cyclosa mulmeinensis, que vive em Taiwan. O animal costuma "decorar" sua teia com detritos, partes de plantas, restos de presas ou sacos de ovos. Contudo, os cientistas ficavam intrigados com o fato dessas "decorações" terem o tamanho aproximado do animal. Após notarem que as "decorações" também reproduziam as cores da aranha, eles perceberam que elas eram na verdade réplicas. Ela pode ser o primeiro animal no mundo a criar uma réplica de si mesmo em tamanho real para escapar de ataques de predadores.

Disfarce de pedra
O lagarto Cnemaspis neangthyi imita tão bem seu ambiente que fica quase imperceptível em fendas de rochas e árvores। Descoberto em uma região inóspita do Camboja, ele foi descoberto em uma expedição da Universidade La Sierra e pela ONG Fauna & Flora International (FFI).

Terra Brasil

sábado, 5 de junho de 2010

Que presente estamos dando ao Meio Ambiente em seu dia

Parabéns Meio Ambiente…

Neste dia 5 de junho os olhos e atenção de boa parte do mundo, sobretudo da imprensa, se volta para as ações a favor do Meio Ambiente. Hoje se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Em Teresina, conhecida como a cidade verde, muitas atividades estão sendo desenvolvidas em um dos poucos lugares onde ainda se tem verde na cidade, no Parque Zoobotânico.

Lá haverá entre outras atividades: Exposição de animais empalhados; Brincadeiras, apresentação artística com contadores de histórias (adaptação para Fauna e Flora), Palhaço; Visita aos recintos dos animais, explicação sobre a vida dos animais e a preservação da natureza; Trilha ecológica.

Como sempre gosto de cobrar, esperamos que estas ações não se resumam a esta data, que os nosso ambiente seja tratado como merece, que nossos rios sejam despoluídos, que essas mesmas autoridades que hoje fazem este evento não deixem nosso Parnaíba morrer, que os nossos esgotos sejam tratados e que as águas no nosso Poti não sejam verdes de sujeira.

Que cada vez mais atividades e programas sejam criados para que um dia o Meio Ambiente tenha orgulhos dos seres que o habitam. Que possamos ser exemplo para as futuras gerações e não vergonha.

Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, o que mesmo estamos dando de presente a ele.

As fotos abaixo mostram nossa gratidão por tudo que recebemos na natureza. Não é uma açãozinha isolada que vai apagar esse desastre que ajudamos a aumentar a cada dia.

PENSE BEM ANTES DE UMA AÇÃO QUE PREJUDICA O MEIO AMBIENTE

Clica Piauí

Os defensores da biodiversidade

Fernando Fava - O Estado de S.Paulo

As Nações Unidas definiram 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade. Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, porém, não há muito a comemorar. Apesar da meta estabelecida pela Convenção de Diversidade Biológica de cortar significativamente o ritmo da redução de biodiversidade, o relatório mais recente da ONU mostra que o planeta perdeu 30% do estoque de seres vivos existente em 1970. O documento aponta como ameaçadas de extinção 42% das espécies de anfíbios e 40% das de aves e estima em US$ 2 trilhões a US$ 4,5 trilhões o prejuízo anual com desmatamento. No Brasil, a União Internacional para Conservação da Natureza calcula que 59 espécies marinhas estão ameaçadas. A situação seria pior, não fosse a ação de dez pessoas dedicadas à conservação de espécies no mundo todo, ouvidas pelo Estado nas páginas a seguir:


George Schaller Gorilas, tigres e leopardos


Considerado o maior conservacionista da atualidade, o americano George Schaller já esteve em mais de 20 países para estudar animais. Em vários casos foi pioneiro nas pesquisas: de gorilas no Congo, de tigres na Índia, de pandas na China e de onças-pintadas no Pantanal brasileiro.

Filho de alemão e americana, Schaller nasceu em 1933, em Berlim. Aos 14 anos, mudou-se para os Estados Unidos. Estudou Biologia e Antropologia na Universidade do Alasca, onde, por conta das dificuldades econômicas da família, precisava se revezar entre os livros e o emprego na cafeteria. "Felizmente, lá você não podia se formar sem antes ter feito estudo de campo", contou, em entrevista concedida pelo telefone, de Pequim.

A primeira oportunidade de trabalho de campo foi estudar aves migratórias no Ártico. Na volta, Schaller concluiu o PhD na Universidade de Wisconsin e ganhou o mundo. Bastava surgir um convite e lá ia ele com a mulher, Kay, e dois filhos pequenos para os lugares mais remotos do planeta. "Tive muita sorte porque Kay sempre gostou de sair a campo." Ainda que isso implicasse dormir em tendas no meio do mato, em áreas habitadas por gorilas, tigres e onças selvagens.

Schaller viaja muito, mas escolheu se fixar no planalto tibetano na China. Uma de suas prioridades são projetos de proteção a guepardos no Irã. Tipicamente africana, a espécie praticamente sumiu da Ásia, para onde tinha migrado, e o Irã é um dos seus últimos redutos. "O problema é que, por causa do conflito político com os Estados Unidos, não consigo entrar no país."

Embora seu trabalho seja abrangente, Schaller tem predileção por grandes felinos. Além de tigres, onças e guepardos, estudou leões na Tanzânia e o leopardo-das-neves no Himalaia. "Os felinos são muito grandes e bonitos e, para estudá-los, você também precisa saber sobre suas presas. Acaba tendo uma visão completa do ecossistema."

Tema de um documentário da National Geographic recém-lançado nos EUA, Schaller orgulha-se de ter formado conservacionistas como a chinesa Lu Zhi e o brasileiro Peter Crawshaw Junior (veja perfis dos dois nas páginas seguintes). "Você vai embora e o mais satisfatório é ver que deixou algo para trás, um time motivado de especialistas locais", diz. "O trabalho de conservação é emocional. Você precisa colocar o coração na missão, porque tem de passar meses no meio do mato, enfrentando climas extremos."


Paul Watson Baleias

Em 1975, o ex-marinheiro canadense Paul Watson (na foto à esquerda com a atriz americana Daryl Hanna), eleito em 2000 pela revista Time um dos "heróis ambientais" do século 20 pela defesa das espécies marinhas, participava da campanha do Greenpeace contra a caça de baleias pelos soviéticos. Em alto-mar, a tática era colocar seu bote inflável Zodiac entre o baleeiro e os animais, para impedir o ataque.

No confronto, Watson viu uma baleia ser ferida por um arpão que passou pelo bote. Temeu que ela revidasse, mas diz ter enxergado compreensão nos olhos do animal moribundo, que deslizou nas águas e desapareceu. "Ela podia ter nos matado, mas de certa forma sabia que estávamos ao seu lado", diz. "Vi que a baleia fez uma escolha de não nos matar e isso fez toda a diferença na minha vida."

Em 1977, Watson rompeu com o Greenpeace, que ajudara a fundar, alegando que ele se tornara "burocrático". Criou a Sea Shepherd, ONG que faz uma espécie de guerrilha no combate a baleeiros, usando métodos como a invasão de embarcações e até colisões propositais no mar.

Watson, de 50 anos, é combativo e midiático. Em 1977, algemou-se a uma pilha de peles de focas para protestar contra a caça aos animais. Foi espancado por caçadores. Há dois anos, levou dois tiros. Escapou porque vestia um colete à prova de balas. O drama foi mostrado no Whale Wars, espécie de reality show do canal Animal Planet sobre a Sea Shepherd. "São riscos que você precisa correr."

Segundo Watson, as estratégias da ONG permitiram salvar dezenas de milhares de baleias. A última ofensiva ocorreu em abril e frustrou a campanha anual de caça às baleias do Japão. Os baleeiros, que tinham uma cota de 935 animais para abater, mataram 507. Na guerrilha marinha, em janeiro, a equipe da Sea Shepherd lançou sua superlancha contra um baleeiro. O barco da ONG naufragou. "Barcos podem ser repostos, mas as baleias não", diz Watson. O capitão da lancha Pete Bethune, está retido no Japão, aguardando o veredicto do julgamento em que é acusado de ter invadido o arpoador. Pode pegar 15 anos de prisão.

Watson se defende das acusações de uso de violência. "Se eu fosse terrorista, estaria na prisão. O fato é que nunca ferimos ninguém e eu realmente não ligo para o que as pessoas falam."

Ele diz que seu trabalho está longe de acabar, porque países como Japão, Noruega e Islândia ainda caçam baleias para consumo de carne, usando como pretexto "fins científicos". No fim deste mês, a Comissão Internacional da Baleia pode liberar a caça com uma cota máxima. "É uma organização inútil", critica Watson. "Mas é a única que temos, precisamos nos ater a isso. Leis internacionais eficazes deveriam existir, mas não há vontade política dos países para isso."

Você não tem como dividir a vida com um animal e não notar que ele tem emoções
Jane Goodall Chimpanzés


Na infância, o livro preferido da britânica Jane Goodall, maior especialista em chimpanzés no mundo, era Tarzan. "Sempre achei que faria uma Jane melhor para ele." A garota costumava provocar risos quando falava do sonho de ir para a África. "Não tínhamos dinheiro. Mas minha mãe apoiava minha paixão por animais e dizia: "Se você trabalhar duro, achará o caminho"."

A falta de recursos impediu Jane de cursar Biologia. Trabalhava como secretária em Londres em 1957, quando uma amiga de escola escreveu contando que a família se mudara para o Quênia e a convidou a ir para lá. "Trabalhei de garçonete até economizar para a passagem de navio."

No Quênia, Jane descobriu que o arqueólogo Louis Leakey estava no país para estudar fósseis humanos e o procurou. "Ele notou que eu respondia a todas as perguntas sobre animais e me levou para estudar fósseis na planície de Serengueti, Tanzânia."

Leakey decidiu que Jane faria o primeiro estudo mais profundo sobre chimpanzés do mundo, em busca de semelhanças com humanos. Ela, porém, ficaria só, porque Leakey precisava voltar ao Quênia. Jane teve de criar sua própria metodologia. "Só conseguia observá-los a grandes distâncias. Se não descobrisse nada em seis meses, sabia que seria o fim dos recursos e da pesquisa."

No quinto mês, os chimpanzés finalmente perderam o medo. E permitiram a Jane fazer descobertas, como, por exemplo, de que eles não eram vegetarianos como se pensava e se alimentavam de pequenos animais, ou então que sabiam fabricar e usar ferramentas. Ela também afirmou pela primeira vez que chimpanzés tinham emoções e personalidades diferentes e deu-lhes nomes, como Flo e Goliath. Flo, que deixou Jane até assistir aos seus partos, ficou tão conhecida que em 1972 mereceu um obituário no jornal Sunday Times.

Graças a Leakey, Jane entrou direto no doutorado em Cambridge. "Me foi dito que tudo que eu tinha feito estava errado, que não deveria falar que animais têm personalidade", conta. "Ainda bem que, na infância, tive um professor que me mostrou que isso não era verdade: meu cachorro. Você não tem como dividir a vida com um animal e não notar que ele tem emoções."

As convicções de Jane inspiraram cientistas em todo o mundo. Em 1977, ela criou, em Gombe, o Jane Goodall Institute e passou a receber pesquisadores. Nos anos 80, quando a caça clandestina e o desmatamento ameaçavam dizimar os chimpanzés, mudou a atuação de cientista para conservacionista. Hoje passa cerca de 300 dias viajando, lutando pela aprovação de leis e visitando programas de educação ambiental que criou em 120 países. "Esta é a contribuição mais duradoura. Poderia morrer tentando proteger chimpanzés, mas, se nós não tivermos as próximas gerações para serem ainda melhores nesta tarefa, então não haveria sentido, não é?"

Não temos nem carro em Londres. Preferimos investir nos tigres
Li Quan Tigres asiáticos


Em 1998, a chinesa Li Quan fez um safári na Zâmbia. "Queria desesperadamente ver um leopardo na selva. Não vi nenhum. Talvez eles soubessem que eu iria voltar de qualquer forma." No começo dos anos 2000, Li largou uma carreira promissora na indústria da moda - era executiva da Gucci - para criar um projeto milionário (e polêmico) de conservação dos tigres chineses.

Esses animais praticamente não existem mais em seu hábitat na China. Com dinheiro do marido, um investidor multimilionário, Stuart Bray, Li comprou quatro tigres mantidos em cativeiro e uma reserva de 30 mil hectares na África do Sul, onde os animais podem procriar e reaprender a caçar. Gastou US$ 6 milhões na reserva, que tem custo anual de US$ 1 milhão. Os tigres já deram cinco filhotes e alguns estão prontos para ser reintegrados em reservas chinesas em 2011.

"Quando você faz algo bom, é atacado; quando não faz nada, fica tudo bem", diz Li, sobre as críticas à relação custo-benefício do projeto. "Eu e meu marido nem temos carro em Londres, usamos transporte público, não nos importamos com luxo e casas. Preferimos investir em algo que realmente necessita, e os tigres precisam de ajuda."

Por milhares de anos, os animais nos viram como inimigos. Lá eu era um membro da família
Lu Zhi Pandas

A maior parte dos cientistas que pesquisam pandas gigantes passa meses a fio na floresta na esperança de ver um. A conservacionista chinesa Lu Zhi, de 45 anos, teve mais sorte. Em menos de uma semana de seu primeiro estudo de campo na Faculdade de Biologia da Universidade de Pequim, Lu, então com 19 anos, viu três pandas. Nos últimos 25 anos, ela se notabilizou como a maior defensora desses ursos.

Lu entrou na faculdade aos 16 anos. Na época, só um professor tinha estudo de campo, Pan Wenshi, auxiliar do conservacionista americano George Schaller em pesquisas sobre pandas. Lu juntou-se a eles num trabalho que previa a contagem dos pandas em seu hábitat, a floresta de Qinling, oeste da China. A ideia era estudar como os ursos faziam a digestão do bambu e procriavam. O grupo descobriu que, ao contrário do que se acreditava, eles não tinham problemas de procriação no seu hábitat. "Em zoológicos os machos não sabem procriar, porque vivem isolados e os filhotes não aprendem observando adultos."

Lu foi quem mais se aproximou dos pandas de Qinling. "Foi difícil, eles são tímidos, temem humanos. Eu os seguia pela floresta, tentava imitar seus chamados com a voz." Uma das fêmeas, Jiao Jiao, permitiu à pesquisadora acompanhar de perto três gestações - na última, deixou Lu entrar na sua toca. "Por milhares de anos, os animais viram humanos como inimigos. Lá eu era um membro da família."

A chinesa passou seis anos num rústico acampamento de madeireiros, sem eletricidade nos invernos rigorosos e muitas vezes sem cama. "Não tínhamos tempo para nos preocupar. À noite a única coisa em que pensava era qual seria a montanha a explorar na manhã seguinte."

Ajudada por ONGs, Lu escreveu ao governo chinês, que, em 1995, declarou Qinling reserva nacional, preservando a floresta e os pandas da ação dos madeireiros. "Mesmo que eles não derrubassem os bambus, o tronco depende da cobertura vegetal para permanecer fresco e macio. E o panda não consegue comer o bambu endurecido."


O flash da câmera fez a onça avançar. Só tive tempo de me meter entre ela e a turista
Peter Crawshaw
Onça-pintada


O maior defensor da onça-pintada do Pantanal foi caçador na adolescência. Peter Crawshaw Junior, de 58 anos (apesar do nome, esse neto de ingleses é brasileiro), aprendeu com o pai a lidar com armas e cães farejadores em Uruguaiana (RS), onde se embrenhava no mato atrás de ratões-do-banhado. Ainda guarda um quê de caçador. "A melhor fase da minha vida foi quando seguia a cavalo matilhas de cães treinados para encontrar onças no Pantanal nos anos 80." Nessa época, porém, os felinos já tinham virado seu objeto de estudo.

A ligação de Crawshaw com a pesquisa de onças vem da época de estudante de Biologia na Universidade do Vale do Rio dos Sinos. O brasileiro soube que o biólogo americano George Schaller viria ao Brasil para estudar onças no Pantanal e escreveu para ele. Os dois começaram a trabalhar juntos em 1978, usando uma técnica inédita trazida por Schaller ao País, a radiotelemetria, que consistia em colocar coleiras nos animais para rastreá-los por meio de ondas de rádio.

O uso da radiotelemetria só foi possível graças a um mateiro caçador do Pantanal, seu Manuel Dantas. Após meses de espera numa fazenda da região de Corumbá (MS), os três viram a primeira "pintada", acuada por cães em uma árvore. Tinha sido atraída pelo mateiro, com uma cabaça. "Conforme a situação, ele imitava com perfeição a fêmea para chamar um macho. Mas sabia provocar a onça macho, imitando outro que estaria invadindo o território." Schaller alvejou a onça com um dardo de sedativo. Crawshaw ajudou a tirar medidas e colocar a coleira.

O brasileiro usou essa técnica para estudar dezenas de felinos em todo o País até 1984. A essa altura, Schaller já deixara o Brasil rumo à China, para pesquisar pandas. De 1985 a 1990, Crawshaw fez mestrado e doutorado na Universidade da Flórida, sobre pintadas e jaguatiricas que estudou no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná.

Foi lá que passou seu maior apuro: teve de lutar com uma onça, escapando de lesões graves. Ele terminava de capturar uma fêmea quando um grupo de turistas chegou. "Com a onça já quase recuperada da anestesia, uma turista quis tirar uma última foto. O flash fez a onça avançar. Só tive tempo de me meter entre ela e a mulher." Crawshaw escorregou. Ao se levantar, não viu que o animal estava prestes a atacá-lo pelas costas. "Por sorte, meu pai teve a coragem de segurar a onça pelo rabo." Pai e filho se refugiaram num carro. Crawshaw teve cortes em todo o corpo e um dedo quebrado. O pai levou uma mordida na perna.

Crawshaw hoje pilota projetos de pesquisa e proteção a onças no Pantanal e na mata atlântica. Graças ao seu trabalho de conscientização, a população da espécie, que corria risco de extinção, se recuperou. Mas ainda precisa de atenção. Com o hábitat cercado por fazendas, o animal virou predador de gado. "Para defender seus bois, muitos fazendeiros ainda matam as onças."

O legal é que esse trabalho com as araras-azuis serve de exemplo para toda uma geração de biólogos
Neiva Guedes Arara-azul


Pelos cálculos da bióloga Neiva Guedes, a população de araras-azuis do País cresceu de 1,5 mil exemplares para 6,5 mil desde o fim dos anos 80. Parte desse aumento se deve ao Projeto Arara Azul, criado por ela. Quando Neiva começou a se interessar pela espécie, em 1989, praticamente não havia bibliografia disponível sobre essas aves. "Uma das primeiras coisas que descobrimos foi a cumplicidade dos casais: eles raramente se separam e dividem as tarefas de cuidar do ninho e alimentar os filhotes."

Outra descoberta da bióloga diz respeito à baixa taxa de reprodução da espécie. A maior parte dos casais procria a cada dois anos. A fêmea põe, em média, dois ovos e só um filhote costuma sobreviver. Essa característica contribuiu para colocar a arara-azul em risco, aliada à derrubada de árvores como manduvis, onde as aves fazem ninhos.

Neiva não descobriu cedo a vocação. Só resolveu prestar vestibular para Biologia quando não passou na seleção para Medicina. "Decidi depois que queria estudar algum animal no Pantanal, mas não tinha uma predileção."

Em 1989, durante um curso no Pantanal, a bióloga viu uma árvore com cerca de 30 araras-azuis e soube que as aves corriam sério risco de extinção. "Sempre digo que foi amor à primeira vista. Pensei em fazer algo para elas não desaparecerem, para que outras pessoas pudessem vê-las."

No começo, Neiva ia para o Pantanal de carona, andava a pé perguntando aos fazendeiros se tinham visto araras. Hoje a ONG tem cinco funcionários, uma sede, o Refúgio Caiman, cedido pela família Klabin, e três veículos. "O legal é que esse trabalho serve de exemplo para toda uma geração de biólogos. E o envolvimento da comunidade faz a diferença. Nunca fui só de lutar pelo lado científico."

Como sobe para respirar mais vezes, o filhote de peixe-boi é presa fácil
Vera da Silva Peixe-boi

Em 1974, quando o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) começou o Projeto Peixe-Boi, Vera da Silva já estava na instituição - era estudante de Biologia. O projeto evoluiu e deu origem à divisão de mamíferos aquáticos do Inpa, onde, além do peixe-boi, são estudados também botos e ariranhas. Com núcleos espalhados pelo Acre, Roraima e Rondônia, o centro é referência mundial na pesquisa de mamíferos de água doce.

Vera diz que uma das principais dificuldades do projeto de preservação do peixe-boi está ligada ao histórico de superexploração do animal. "O peixe-boi é uma espécie importante para a população ribeirinha da Amazônia e sempre foi uma mercadoria muito apreciada, desde a época do Brasil colônia", diz Vera. Ela conta que há relatos do padre José de Anchieta e de José Bonifácio de Andrada e Silva sobre o grande número de peixes-bois capturados na Amazônia. "Os índios já utilizavam o couro do peixe-boi para fazer zarabatanas e escudos. Mas a ameaça veio mesmo quando os portugueses descobriram que ele tinha carne saborosa, gordura abundante e couro resistente."

Vera afirma que entre 1930 e 1950 o couro teve até aplicação industrial. Foi muito utilizado na fabricação de correias de máquinas de todos os tipos. "Minha mãe tinha uma máquina de costura movimentada por uma correia de couro de peixe-boi."

A pesquisadora hoje é presidente da Associação Amigos do Peixe Boi (Ampa), criada para facilitar atividades como o resgate de animais feridos ou mantidos em cativeiro, a conscientização das populações ribeirinhas e a reintrodução no hábitat de origem dos mamíferos encaminhados às unidades do Inpa - geralmente filhotes.

"Como os filhotes têm de vir à tona mais vezes para respirar, tornam-se presas fáceis. Além disso, servem de isca para a captura das mães. Elas estão sempre ao lado dos filhotes, porque os amamentam por dois anos." Outra característica que facilita a captura é a de que, por ser herbívoro, o peixe-boi se concentra em várzeas. Lá viram alvo do homem, seu maior predador.

"Hoje as pessoas estão muito mais conscientes, sabem que a espécie é ameaçada de extinção. E os celulares tornaram tudo mais fácil. Quando recebemos um chamado, ligamos para o Ibama e pedimos o resgate na hora", diz. "Antes, quando chegávamos, animal já estava morto."

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